Unhas perfeitas e inquebráveis » agradáveis aos olhares alheios…
Quase iguais… Apesar dos diferentes materiais cumprirem a mesma função, o mesmo já não se pode afirmar em relação à forma de os colocar, à sua qualidade, à manutenção e ao preço, quer da primeira aplicação, quer da manutenção. O gel funciona como um fortalecedor, que vai saindo à medida que as unhas verdadeiras crescem. Já a porcelana, a seda e a fibra de vidro funcionam como próteses, podendo ser retiradas com um produto específico.
O gel é colado nas unhas naturais e, à medida que se faz a manutenção de três em três semanas, é retirado com uma lima, dando lugar às unhas verdadeiras, que entretanto cresceram. Anabela de Souza apelida o gel como «fast-food das unhas», por ser o mais comum, sendo o principal eleito das mulheres mais jovens.
Contudo, salienta que, «por ser um material fotopolimerizável, tem o inconveniente de se submeter as mãos das clientes às lâmpadas ultravioleta. Além do mais, as unhas naturais podem ficar debilitadas com o uso da broca na manutenção (para retirar o gel velho e levantado), ou quando a cliente desiste de usar as unhas de gel, sem que este tenha saído com o crescimento das unhas naturais».
Ao apelidar a porcelana de «rolls-royce das unhas», Anabela de Souza refere que «esta é a opção mais cara devido à qualidade do próprio material». As unhas de porcelana, de seda e de fibra de vidro partilham do mesmo processo de aplicação:
«O material é colocado em bruto em cima de cada unha, sendo posteriormente esculpido no tamanho, cor e forma desejados. Não é necessário usar as lâmpadas ultravioleta, pois são materiais autopolimerizáveis e, após a primeira aplicação, a manutenção é feita de dois em dois meses», explica Anabela de Souza.
Ao contrário do que acontece com as unhas de gel, «se a cliente pretender retirar cada um destes três tipos de extensões, basta colocar os dedos num recipiente com um produto próprio que derrete as unhas falsas sem danificar as naturais», conclui aquela técnica.
Hábito abandonado Anabela de Souza garante «uma taxa de sucesso entre os 80 e os 90% entre as roedoras de unhas, pois, através das extensões, cultiva-se o culto da beleza nas mulheres que têm este hábito».
Que o diga Alice Margarida Flor: «Durante muitos anos tentei deixar de roer as unhas, mas nunca consegui. Era um vício que já me fazia sentir mal, especialmente por ser tão inestético.»
Esta empresária de 51 anos só conseguiu largar o vício, recentemente, ao colocar unhas de gel:
«Nos primeiros dias após a primeira aplicação tentei roer as unhas, mas não conseguia devido à dureza do material, até que desisti. Fiz a manutenção durante quatro meses e agora tenho as minhas próprias unhas e como as vejo bonitas nem me passa pela cabeça voltar a roê-las.»
Contudo, as roedoras de unhas não são as únicas a optar pelo uso de unhas de gel, porcelana, seda ou fibra de vidro… Existem muitas mulheres que optam por colocar unhas falsas por razões meramente estéticas, sendo igualmente uma solução para quem sofre de psoríase, uma doença de unhas que as torna escuras e grossas.

