A tentação de exibir um corpo bronzeado ainda antes da época balnear pode levar à frequência de solários. Porém, o chamado “sol artificial” apresenta alguns perigos para a saúde.
Há pessoas que gostam de exibir um corpo bronzeado durante todo o ano e outras para quem é importante receber o Verão já sem a palidez do Inverno.
São pessoas que, com maior probabilidade, se sentem tentadas a frequentar os solários em busca da tão desejada cor dourada.
Todavia, as câmaras de bronzeamento não são inofensivas para a pele. Afinal, nem os próprios raios solares o são… Uma exposição moderada ao sol é benéfica e estimulante para o organismo. O simples andar ao ar livre é suficiente para desfrutarmos dos benefícios do sol e para vermos sinais da passagem dos raios pela nossa pele. Contudo, uma exposição excessiva e sem protecção pode causar danos na pele.
Capital Solar
Define-se por capital solar o conjunto dos meios de defesa da pele contra os efeitos nefastos do sol. Este capital é adquirido à nascença, não é renovável e depende do fotótipo de cada pessoa. Cada tipo de pele possui as suas características e tipo de reacções às agressões, especialmente às agressões solares.
O sol não é igual para todos
Perante o sol, não somos todos iguais. Cada um de nós possui o seu próprio capital solar, que depende sobretudo do nosso fototipo: assim, os riscos associados à exposição solar são tanto maiores quanto mais clara for a nossa pele e mais claros forem os nossos olhos, dependendo também dos sinais que proliferem pelo nosso corpo e da quantidade de sol a que nos submetemos desde a infância até à idade adulta.
No entanto, qualquer que seja o nosso fototipo, a capacidade do sistema de regeneração do organismo pode ser ultrapassada se as agressões se repetirem em excesso.
O bronzeamento faz-se sempre em detrimento de alterações celulares que, se forem contínuas, podem conduzir ao desenvolvimento de cancros cutâneos. E não é por acaso que o seu número aumenta a cada ano. Por isso, é preciso evitar as exposições solares excessivas… naturais ou artificiais.
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Pele sob escaldão
Quando chega o Verão, essa exposição é maior, aumentando o risco de agressão cutânea. Ora, é precisamente uma exposição intensiva aos raios ultravioleta o que acontece nas câmaras de bronzeamento dos solários. Cada sessão corresponde a uma dose elevada de radiação, pelo que os efeitos são semelhantes aos de um “banho de sol”: estes raios são, pois, potenciais causadores de envelhecimento precoce da pele, de queimaduras e, inclusivamente, de cancro cutâneo.
Numa exposição gradual ao sol, a pele desencadeia reacções de defesa – aumenta a espessura da camada córnea e adquire um tom mais escuro – enquanto no solário essas defesas não são forçosamente activadas, acelerando o envelhecimento cutâneo e favorecendo o aparecimento de lesões.
Afinal, são raios muito potentes emitidos durante um período relativamente curto (cerca de 20 minutos), correspondendo a uma agressão de que a pele, obviamente, se ressente.
Além do mais para algumas pessoas o recurso aos solários é totalmente desaconselhado, nomeadamente as que tomam determinados medicamentos que aumentam a sensibilidade aos raios solares (naturais e artificiais): é o caso de alguns anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo fármacos utilizados em lesões músculo-esqueléticas) e alguns psicofármacos (por exemplo anti-epilépticos, entre outros). Nestes casos, a pele pode ficar mais fotossensível e, portanto, reduzir o tempo necessário para ocorrer uma queimadura.
As lesões decorrentes deste tipo de exposição aos raios ultravioleta nem sempre são imediatas, às vezes demoram anos a declarar-se e entretanto a pessoa vai continuando com as sessões em busca da sua cor de sonho. Simultaneamente, a exposição aos raios solares naturais mantém-se, provavelmente pensando que a pessoa está protegida. Contudo, não está: é que os solários só garantem cor e não proporcionam qualquer protecção da pele. Assim, quem frequenta o solário corre um risco acrescido – uma exposição cumulativa aos raios solares naturais e aos raios artificiais.
Há pessoas que gostam de exibir um corpo bronzeado durante todo o ano e outras para quem é importante receber o Verão já sem a palidez do Inverno.
São pessoas que, com maior probabilidade, se sentem tentadas a frequentar os solários em busca da tão desejada cor dourada.
Todavia, as câmaras de bronzeamento não são inofensivas para a pele. Afinal, nem os próprios raios solares o são… Uma exposição moderada ao sol é benéfica e estimulante para o organismo. O simples andar ao ar livre é suficiente para desfrutarmos dos benefícios do sol e para vermos sinais da passagem dos raios pela nossa pele. Contudo, uma exposição excessiva e sem protecção pode causar danos na pele.
Capital Solar
Define-se por capital solar o conjunto dos meios de defesa da pele contra os efeitos nefastos do sol. Este capital é adquirido à nascença, não é renovável e depende do fotótipo de cada pessoa. Cada tipo de pele possui as suas características e tipo de reacções às agressões, especialmente às agressões solares.
O sol não é igual para todos
Perante o sol, não somos todos iguais. Cada um de nós possui o seu próprio capital solar, que depende sobretudo do nosso fototipo: assim, os riscos associados à exposição solar são tanto maiores quanto mais clara for a nossa pele e mais claros forem os nossos olhos, dependendo também dos sinais que proliferem pelo nosso corpo e da quantidade de sol a que nos submetemos desde a infância até à idade adulta.
No entanto, qualquer que seja o nosso fototipo, a capacidade do sistema de regeneração do organismo pode ser ultrapassada se as agressões se repetirem em excesso.
O bronzeamento faz-se sempre em detrimento de alterações celulares que, se forem contínuas, podem conduzir ao desenvolvimento de cancros cutâneos. E não é por acaso que o seu número aumenta a cada ano. Por isso, é preciso evitar as exposições solares excessivas… naturais ou artificiais.
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Pele sob escaldão
Quando chega o Verão, essa exposição é maior, aumentando o risco de agressão cutânea. Ora, é precisamente uma exposição intensiva aos raios ultravioleta o que acontece nas câmaras de bronzeamento dos solários. Cada sessão corresponde a uma dose elevada de radiação, pelo que os efeitos são semelhantes aos de um “banho de sol”: estes raios são, pois, potenciais causadores de envelhecimento precoce da pele, de queimaduras e, inclusivamente, de cancro cutâneo.
Numa exposição gradual ao sol, a pele desencadeia reacções de defesa – aumenta a espessura da camada córnea e adquire um tom mais escuro – enquanto no solário essas defesas não são forçosamente activadas, acelerando o envelhecimento cutâneo e favorecendo o aparecimento de lesões.
Afinal, são raios muito potentes emitidos durante um período relativamente curto (cerca de 20 minutos), correspondendo a uma agressão de que a pele, obviamente, se ressente.
Além do mais para algumas pessoas o recurso aos solários é totalmente desaconselhado, nomeadamente as que tomam determinados medicamentos que aumentam a sensibilidade aos raios solares (naturais e artificiais): é o caso de alguns anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo fármacos utilizados em lesões músculo-esqueléticas) e alguns psicofármacos (por exemplo anti-epilépticos, entre outros). Nestes casos, a pele pode ficar mais fotossensível e, portanto, reduzir o tempo necessário para ocorrer uma queimadura.
As lesões decorrentes deste tipo de exposição aos raios ultravioleta nem sempre são imediatas, às vezes demoram anos a declarar-se e entretanto a pessoa vai continuando com as sessões em busca da sua cor de sonho. Simultaneamente, a exposição aos raios solares naturais mantém-se, provavelmente pensando que a pessoa está protegida. Contudo, não está: é que os solários só garantem cor e não proporcionam qualquer protecção da pele. Assim, quem frequenta o solário corre um risco acrescido – uma exposição cumulativa aos raios solares naturais e aos raios artificiais.