Salve a sua pele e aprenda a conviver com o sol
Numa altura em que o país vive uma das maiores recessões económicas de sempre e o número de desempregados não para de aumentar, os cuidados com o sol não devem ser descurados. Ainda que os protectores solares não sejam baratos, leia este artigo e saiba como aproveitar o tempo livre com saúde.
Os desempregados, pela sua eventual maior disponibilidade para actividades de recreio ou não, ao ar livre, constituem uma população de risco adicional para as medidas gerais de protecção solar. Basta pensar-se no custo elevado da maioria dos protectores solares. Para Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC) e director clínico do Centro de Dermatologia Epidermis do Instituto CUF no Porto, “a necessidade da comercialização de embalagens com grandes capacidades (hoje já existem embalagens de 500 ml), com menor custo (importância de redução do IVA, para um produto que não deveria ser considerado como um de cosmética) torna-se essencial sobretudo para aquelas pessoas que trabalham em profissões ao ar livre (construção civil, agricultura, jardinagem, camionistas, etc.), que praticam desporto (profissional ou amador) que acarretam horas de treino diárias ou para famílias com várias crianças que habitualmente têm múltiplas actividades, às vezes escolares, ao ar livre”.
Além da importância de utilização do protector solar mesmo quando não se está directamente exposto ao sol, há que lembrar ainda a necessidade da “utilização de roupa adequada (tecidos não porosos; quanto mais porosos mais importante é a cor escura que minimiza a penetração dos ultravioleta), com design adequado (com protecção do decote, ombros, braços e antebraços) e sobretudo uso sistemático do chapéu (de preferência de abas largas), para além dos óculos escuros (com protecção UVB/UVA a 100%)”, defende o dermatologista.
Euromelanoma 2011
Este ano, a campanha Euromelanoma pretende sensibilizar e reforçar as medidas de prevenção secundária, como sejam, o estímulo ao auto-exame, a observação periódica do tegumento cutâneo nas consultas de medicina geral e não apenas nas consultas de dermatologia), não descurando as medidas gerais de prevenção primária (adopção de medidas correctas de convívio com o sol), particularmente nas pessoas que trabalham ao ar livre, nas actividades desportivas e nas férias. Este ano, o slogan escolhido é SOS (Save Our Skin), chamando à atenção da importância de salvarmos a nossa pele dos factores de risco.
Para Osvaldo Correia, importa lembrar que “as férias fora do Verão ou em locais de intensa e súbita exposição aos raios ultravioleta são motivo frequente de vermelhidões ou queimaduras, factores de risco reconhecido como importante para a nevogénese e maior predisposição para o carcinoma basocelular e melanoma”.
[Continua na página seguinte]
Proteja a sua pele. Saiba como.
– A exposição solar, no litoral das praias ou rios, ou no campo, nas actividades profissionais ou lúdicas, deve ter em atenção as regras básicas de protecção, relembrando as horas de maior risco de queimadura solar (das 12h00 às 16h00 e mesmo das 11h00 às 17h00, nos dias de maior índice ultravioleta).
– O uso de protectores solares de índice ultravioleta elevado (FPS 30 +, ou de 50+, nas pessoas de pele mais clara) deve ser incentivado, relembrando que têm eficácia limitada (maioria só 30 minutos após a sua correcta aplicação, com perda progressiva da sua eficácia ao fim de 90 a 120 minutos).
– Cuidado com os dias enevoados ou ventosos que, pela menor intensidade térmica, podem dar falsa segurança e induzirem a menor cuidado com protecção solar sobretudo em dias de elevados índices ultravioleta (não esquecer de consultar o Instituto de Meteorologia, para saber os níveis de UV).

