Rugas: Combater as marcas do tempo
Destronar os vincos à flor da pele
Para manter a pele jovem, evitando a flacidez, as manchas e os sulcos inestéticos é, então, necessário apostar na prevenção. Mas, se já é tarde para prevenir, o melhor é evitar maiores complicações.
A dermocosmética apresenta inúmeras soluções que ajudam a retardar o envelhecimento, prevenindo as rugas. Os alfa e beta-hidroxiácidos, a vitamina C, os agentes despigmentantes, o retinol e derivados ou os hexapéptidos, com acção toxina botolínica like (vulgo botox), são algumas «armas» de que a ciência dispõe para combater as adversidades da idade.
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As várias substâncias de enchimento de rugas têm durações diferentes, podendo os efeitos ser temporários ou definitivos. Mediante o tipo de pele, «deve ser feita a escolha das técnicas a utilizar, pelo que a avaliação particular de cada caso é essencial».
Há zonas da face em que «as rugas ficam mais disfarçadas com botox. Por exemplo, os pés de galinha, as rugas entre as sobrancelhas (glabela) e outras, em que os rodutos de enchimento são mais apropriados, como é o caso dos sulcos nasogenianos», adianta. Pois, quando se fala em tratamento, «há que ter em conta os factores individuais de cada pessoa a tratar e ponderar as vantagens e desvantagens de cada técnica de rejuvenescimento», afirma Luísa Caldas Lopes.
Actualmente, existem, ainda, aparelhos capazes de reduzir a intensidade das alterações cutâneas. O laser, a luz intensa pulsada, entre outras técnicas como a radiofrequência, podem operar milagres numa pele envelhecida.
A dermatologista defende que «o resultado óptimo pode ser obtido, na maioria dos casos, através de técnicas combinadas. A escolha dos tratamentos específicos assenta na capacidade do dermatologista analisar os vários componentes anatómicos, definir prioridades e avaliar os benefícios de cada componente». Vale, por isso, a pena consultar um especialista na hora de «acabar» com as tão indesejadas rugas.
Saiba em que fase pode estar a sua pele
A Escala de Glogau classifica as rugas segundo a sua intensidade ao longo da vida, posicionando o envelhecimento da pele entre os tipos I e IV.
Tipo I – Entre os 20 a 30 anos. Rugas mínimas: poucas alterações da pigmentação e ausência de queratoses.
Tipo II – Entre os 30 e os 50 anos. Rugas finas com movimento, à volta da boca e olhos e alterações de pigmentação.
Tipo III – Depois dos 50 anos. Rugas em repouso: queratoses e elastose moderadas.
Tipo IV – Depois dos 60 anos. Rugas e só rugas: elastose acentuada.

