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Rugas: Combater as marcas do tempo

7 Fevereiro, 2009 0

Actualmente, existem, ainda, aparelhos capazes de reduzir a intensidade das alterações cutâneas. O laser, a luz intensa pulsada, entre outras técnicas como a radiofrequência, podem operar milagres numa pele envelhecida.

A dermatologista defende que «o resultado óptimo pode ser obtido, na maioria dos casos, através de técnicas combinadas. A escolha dos tratamentos específicos assenta na capacidade do dermatologista analisar os vários componentes anatómicos, definir prioridades e avaliar os benefícios de cada componente». Vale, por isso, a pena consultar um especialista na hora de «acabar» com as tão indesejadas rugas.

 

Saiba em que fase pode estar a sua pele

A Escala de Glogau classifica as rugas segundo a sua intensidade ao longo da vida, posicionando o envelhecimento da pele entre os tipos I e IV.

Tipo I – Entre os 20 a 30 anos. Rugas mínimas: poucas alterações da pigmentação e ausência de queratoses.

Tipo II – Entre os 30 e os 50 anos. Rugas finas com movimento, à volta da boca e olhos e alterações de pigmentação.

Tipo III – Depois dos 50 anos. Rugas em repouso: queratoses e elastose moderadas.

Tipo IV – Depois dos 60 anos. Rugas e só rugas: elastose acentuada.

 

«Rugas… Já começo a ver as primeiras rugas. Rugas de chorar, rugas de sentir, rugas de cantar, começa a franzir». Há alguns anos, António Variações escreveu estas palavras e, mais recentemente, os Humanos passaram-nas para música. Estes traços que, contra a vontade da maioria, surgem bem à flor da pele são isso mesmo: o resultado do que sentimos, do que chorámos, dos excessos que cometemos, em suma, do que já vivemos.

Com o passar dos anos, a pele luminosa e elástica transforma-se noutra mais flácida e envelhecida. Os factores hereditários e a prolongada exposição ao sol são os principais causadores destas alterações cutâneas. O rosto e o dorso das mãos, uma vez mais expostos, são as zonas que mais precocemente envelhecem.

Os primeiros sinais do processo degenerativo atingem a epiderme (camada mais superficial da pele), que começa a «pintar-se» de manchas e irregularidades notórias.

Mais tarde, a derme (camada mais profunda) também é atingida, o que condiciona o aparecimento das rugas, «primeiro só visíveis em movimento (rugas de expressão) e, posteriormente, visíveis também em repouso», explica Luísa Caldas Lopes, dermatologista no Hospital da Luz e membro da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venerologia (SPDV)).

No caso do rosto, por exemplo, o que acontece depois é que as rugas acabam por se «disseminar» em quase toda a sua extensão. «As alterações do sistema pigmentar, a perda da gordura subcutânea, as alterações na musculatura facial e a inerente perda de elasticidade são factores igualmente marcantes no envelhecimento cutâneo», acrescenta a especialista.

É, no entanto, possível retardar este processo. O uso diário de cremes anti-envelhecimento, a fuga à exposição solar prolongada, a aplicação de protector, mesmo que as condições climáticas não convidem ao uso destes produtos, são alguns dos «trunfos» que se podem «tirar da manga» em prol de um aspecto mais jovial.

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