Rir é o melhor remédio
Através desta “terapia“, observa-se uma “transformação muito drástica do estado anímico”. As sessões com empresas envolvem toda a equipa numa sala. Os pequenos exercícios de “aquecimento”, depressa acendem a chama da “gargalhada pura”, em que se ri até não se poder mais. Unidos pelo mesmo lema, todos os participantes são tratados “de igual para igual”, sem constrangimentos. Indica Joanne Gribbler que “o riso rompe hierarquias e ajuda à coesão da equipa”.
Segundo conta, as equipa onde se observou uma maior união foram aquelas em que o chefe seassociou à “brincadeira”. Já diz o ditado que “é melhor rir do que chorar”, o que, na prática, é efectivamente verdade, se considerarmos que o pessimismo nos torna seres mais infelizes. É, por isso, que rir pode ser o melhor remédio para fazer face às agruras da vida.
Contudo, continua, “há ainda uma cultura avessa ao riso e rotulada como ridícula”. Aliás, os provérbios populares mostram isso mesmo: “Quem ri por nada e sem ter razão ou é tolo ou está para o ser.”
Mas, como para grandes males, grandes remédios, a solução passa por “derrubar tabus e barreiras para atravessar a porta do ridículo”. Porque, prossegue, “o principal é alcançarmos o puro bem-estar físico e emocional”.
Os efeitos do riso no organismo
“No essencial, o riso oxigena o corpo, razão pela qual se sente o calor a entrar. Mas, claro, que há também uma acção física: o riso favorece a respiração, melhora a actividade cardíaca e bombeia o sistema linfático. Este último tem como função eliminar as toxinas do organismo.”
Mas, para além de todos os benefícios comprovados, o riso, segundo diz Joanne Gribbler, pode ser considerado “um analgésico natural” que, em algumas situações, pode “eliminar” as incómodas dores de cabeça. Deste modo, continua, “o riso serve de catarse e equilibra o estado físico e emocional do corpo”, perante o stresse. Embora defenda que o estado de stresse é positivo – os músculos precisam de se contrair e descontrair – “há que ter em conta que a permanente exposição a esta emoção pode tornar-se patológica”. E, aqui, garante, “o riso dá a sensação de liberdade e de empowerment”.

