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Rir é o melhor remédio

23 Maio, 2010 0

Com base nos exercícios da gargalhada, aliados a um programa de respiração do ioga, formou um movimento que se designa por “ioga do riso”. E, contrariamente ao que se possa julgar, este movimento tem conquistado inúmeros adeptos nos quatro cantos do mundo. Basta ver, por exemplo, que existem cerca de 1000 clubes do riso espalhados pelos cinco continentes. Em Portugal, foi formada, há cerca de um ano atrás, em Coimbra, a primeira Escola do Riso.

Joanne Gribbler e Jörg Helms – os mentores deste projecto – preparam sessões de ioga do riso em empresas, com o objectivo de melhorar a produtividade e o rendimento dos colaboradores. “Esta técnica não é uma actividade-espectáculo para praticar uma vez por ano”, diz Joanne Gribbler. E adianta: “O ioga do riso é um método colectivo dentro de uma empresa. Com esta técnica pretende-se que, a longo prazo, a equipa se comece a sentir mais dinâmica, mais saudável e mais descontraída.”

Cada sessão tem início com um riso simulado. Uma gargalhada falsa que, segundo Joanne Gribbler, nos liberta do espartilho do stresse. “Esta nova filosofia de empresas com sentido de humor pode fazer maravilhas: mesmo sendo um riso provocado, o cérebro assume um comportamento de bem-estar e liberta endorfinas. É uma brincadeira séria e que funciona na prática.”

O estudo científico (Unconditional laughter and Workplace efficacy), realizado em 2007, nos Estados Unidos, testou o grau de eficácia dos funcionários sujeitos a uma sessão de ioga do riso, durante 15 minutos, ao longo de 15 dias consecutivos.

Passadas três semanas de sessões diárias, verificou-se que os participantes tinham melhorado o “perfil de consciência das suas capacidades”. E, três meses após a última sessão, os investigadores concluíram que os efeitos positivos do ioga do riso se mantinham.

Um outro estudo científico (Unconditional laughter and Workplace stress), realizado no ano passado pela SVYASA University Research Institute, na Índia, testou os efeitos do ioga do riso no combate ao stresse. Os testes fisiológicos, bioquímicos e psicológicos demonstraram uma redução do stresse laboral e uma melhoria da eficácia no trabalho.

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Empresas com sentido de humor

“O ideal nas empresas é fazer uma sessão de demonstração da eficácia do ioga do riso com uma duração de 1 hora e meia a 3 horas, conforme a receptividade deste grupo”, afirma Joanne Gribbler.

Na sua perspectiva, este método é “económico e tem demonstrado resultados a nível físico, emocional e interpessoal ao nível da empresa como um todo”.

A HP foi uma das empresas, sedeadas em território luso, que já experimentou pôr a rir todos os seus funcionários. “No início, as pessoas ficam um pouco cépticas, porque começa por ser uma brincadeira, uma actividade lúdica, que à partida pode parecer superficial ou ridícula”, completa.

Passada esta fase, “esvaziam-se os pensamentos” e é, então, que se dá início ao riso verdadeiro e genuíno. Este “abre as comportas de toda a repressão mental e estende-se até à exaustão”, ou seja, até os músculos não aguentarem mais.

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