Quando o suor é demais…
As que dão má fama à transpiração são outras. São as glândulas apócrinas, que se localizam sobretudo junto aos genitais e nas axilas. É na puberdade que estas glândulas se desenvolvem e são elas as responsáveis pelo odor próprio de cada pessoa.
O cheiro desagradável do suor está associado a estas glândulas. Vejamos como. O suor é composto principalmente por água, alguns sais minerais, como o cloreto de sódio, e algumas substâncias orgânicas e produtos do nosso metabolismo. Estas substâncias são posteriormente degradadas pelas bactérias, presentes nas axilas e nos genitais, onde encontram um ambiente mais propício ao seu desenvolvimento – calor e humidade, utilizando os nutrientes libertados com a transpiração para se “alimentarem”, degradando-os. O resultado pode ser a libertação de odores menos agradáveis…
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Uma doença que embaraça
Este cenário pode acontecer a qualquer pessoa em qualquer altura. Mas há pessoas que suam em abundância e constantemente. São pessoas que apresentam o rosto constantemente salpicado ou que têm as mãos permanentemente húmidas ou até que surgem com a parte superior do vestuário manchado aqui e ali.
A um primeiro olhar podem ser rotuladas de pouco higiénicas, mas a verdade é que a higiene pode ter pouco ou nada a ver com essa transpiração excessiva: pode ser uma situação de hiperidrose.
Na origem desta desordem está uma disfunção do sistema nervoso cuja causa ainda não é totalmente conhecida.
A hiperidrose pode afectar todo o corpo ou restringir-se a regiões como as mãos, pés, axilas e face.
Homens e mulheres parecem sofrer de igual forma deste distúrbio, que pode começar a manifestar-se ainda na infância e que tem impacto ao nível psicológico e social. A hiperidrose pode trazer consequências negativas do ponto de vista emocional, social e até no desempenho de algumas funções básicas do dia-a-dia.
Daqui pode resultar a tentação de estar sempre a lavar as mãos, tomar banho ou mudar de roupa com frequência. Mas, ainda que a higiene ajude, não resolve o problema.
O ideal é consultar um especialista – neste caso, um endocrinologista que pode recomendar alguns cuidados e tratamentos que podem ajudar a controlar a transpiração excesso, embora não haja propriamente um medicamento que actue directamente sobre a hiperidrose.
Nas situações mais graves, após avaliação médica cuidada, pode haver lugar a cirurgia, destinada a suprimir os estímulos nervosos às glândulas sudoríparas.
O importante é que, perante os sintomas de uma transpiração mais abundante que o normal, se procure ajuda médica, antes que o problema afecte a qualidade de vida.
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À prova de suor
O suor é natural, mas nada melhor do que garantir que o nosso cheiro não incomoda os outros. O mesmo é dizer que o melhor é usar desodorizante. Alternativas há muitas, em spray, stick, roll-on ou creme. Em caso de transpiração moderada, podem ser usados desodorizantes da linha do perfume que se aplica diariamente. À base de alguns agentes bactericidas e sais de alumínio, são eficazes na diminuição do odor da transpiração, ao mesmo tempo que reduzem o número de bactérias e as impedem de degradar os componentes do suor.

