Qualidade do sono dos portugueses
Os resultados mostram ainda que 50% dos acidentes por sonolência aconteceram entre a meia-noite e as 6h da manhã, 33% entre o meio-dia e as 18h00 e 17% entre as 18h00 e a meia-noite. Em termos de local, 50% destes acidentes dão-se nas estradas secundárias, 17% em auto-estrada e 33% em cidade.
Questionados sobre que medidas utilizavam habitualmente para combater a sonolência ao volante, a maioria dos condutores portugueses adopta como primeira medida de segurança parar o carro (42%) e como segunda medida de segurança beber café ou outra bebida cafeinada (41%), abrir a janela (15%) e dormir (13%).
Quem costuma adoptar como principal medida de segurança abrir a janela do carro quando sente sonolência ao volante, adopta como segunda medida de segurança aumentar o som da rádio (47%) e Parar (31%). Na verdade só 1% refere que a primeira medida de combate ao sono é dormir.
Para a Dra. Marta Gonçalves, “é preciso passar a mensagem que é importante parar para dormir. É a única maneira de garantir uma condução segura. Os estudos mostram que parar, beber um café, ou outra bebida energética com pelo menos 200mg de cafeína, e dormir 15 a 20 minutos dá-nos mais 60 a 90 minutos de condução segura”.
QUALIDADE DO SONO DOS PORTUGUESES
Em relação à qualidade do sono, em média os condutores portugueses dormem 7 horas por dia. As principais dificuldades em dormir são o acordar a meio da noite ou de manhã cedo e ter que se levantar para ir à casa de banho. No entanto, a maioria não experienciou nenhuma dificuldade em dormir no último mês e o recurso à medicação para dormir é mínimo. De uma forma geral os condutores Portugueses (91%) afirmam ter uma boa qualidade de sono (auto-avaliação), porém os resultados do questionário Global PSQI Score classificam 35% com uma má qualidade de sono que está mais associada a pessoas com um alto risco de apneia no sono.
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Quanto à sonolência em geral, os condutores Portugueses são pouco atreitos a se deixar adormecer em diversas situação do dia a dia propícias a que isso aconteça. Por esse motivo na escala de Epworth apenas 7% dos condutores Portugueses sofre de sonolência diurna excessiva e 2% de sonolência patológica. São mais as pessoas com um alto risco de apneia no sono que apresentam uma sonolência diurna excessiva.
O risco elevado de apneia no sono tem uma prevalência de 10% junto dos condutores portugueses, a maioria das pessoas não tem nenhuma doença do sono diagnosticada (98%) e apenas 1% tem a apneia do sono diagnosticada.
São as pessoas com idades superiores a 55 anos, de status social médio baixo, residentes na Grande Lisboa, com uma má qualidade de sono e obesos que apresentam uma maior propensão a ter esta doença.
O Universo do estudo é constituído por indivíduos com idades entre 18 e mais anos, (idade a partir da qual é legalmente possível tirar a carta de condução de veículos ligeiros em Portugal), residentes em Portugal Continental. Foram considerados indivíduos residentes em lares com telefone fixo e em lares sem telefone fixo (com telefone móvel). A amostra é constituída por 900 indivíduos. A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, pelo sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), com base em questionário elaborado pela GfK Metris e aprovado pela APS. Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 25 e 28 de Fevereiro de 2011.

