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Qualidade das águas das piscinas

20 Junho, 2007 0

Os portugueses frequentam, cada vez mais, as piscinas públicas. Seja por motivos de lazer, ou de saúde. A frequência é regular durante o ano, com um ligeiro aumento nos meses que antecedem o Verão. Apesar das águas dessas pisicnas serem tratadas, há algumas com qualidade e outras… impróprias para banhos!

A pensar na sua saúde, Henrique Coelho e Sérgio Santos, Técnicos de Saúde Ambiental do Serviço de Saúde Pública dos Centros de Saúde de Carnaxide e Oeiras, respectivamente, fazem o levantamento do número de piscinas de uso público existentes no Concelho de Oeiras, averiguam a qualidade da água das piscinas e procedem à avaliação técnica do complexo onde a piscina/tanque se encontra.

Como são recolhidas as amostras de água das piscinas

Para averiguar a qualidade da água das piscinas, os técnicos recolhem colheitas de água que, posteriormente, são enviadas para o Laboratório de Saúde Pública da Sub-Região de Lisboa e Vale do Tejo para análise.

Para tal, procede-se a uma colheita de superfície, a chamada “colheita de arrastamento”, feita junto ao rebordo interno da piscina, isto é, junto à zona de cais (local onde as pessoas circulam à volta do tanque). Pretende-se analisar a água que se encontra à superfície do tanque, no “filme” superficial da água, constituído por óleos e gorduras.

A par, também é feita uma colheita de profundidade. Um frasco é colocado dentro de água por intermédio de duas cordas, a meia altura da coluna de água, ou seja, na zona mais profunda e ao mesmo tempo mais afastada da zona de entrada de água na piscina.

Qualidade tem melhorado

Após as análises à água, determina-se (segundo o cumprimento ou incumprimento dos valores admissíveis) se a água é própria ou imprópria para banhos ou se deverá estar sob “vigilância reforçada”.

Quando a qualidade da água não vem adequada, o proprietário da piscina é informado desses resultados e de como deve proceder à sua resolução.

Pode-se mesmo proceder à interdição da utilização da piscina ou tanque se o resultado não for favorável mas só se houver um risco evidente para a saúde pública, tendo por base o conhecimento da realidade da piscina e a avaliação dos riscos para a saúde decorrentes dos resultados analíticos.

Actualmente, segundo o Técnico Henrique Coelho “o panorama é muito melhor do que há uns anos atrás tanto em termos de qualidade da água como em termos de infra-estruturas físicas. As situações que agora surgem são pontuais e de fácil resolução”.

Avaliação do complexo

Os parâmetros que também são avaliados pelos Técnicos de Saúde Ambiental são as condições higio-sanitárias das instalações e serviços anexos (instalações sanitárias, balneários e vestiários, centrais de tratamento de água e zonas envolventes), a qualidade do ar (se há evidencias de correntes de ar ou se o ar é aquecido ou não) e, por fim, a segurança.

Em Oeiras pode – e deve – ir a banhos!

Segundo nos garantiu Henrique Coelho, as piscinas “vigiadas” no Concelho de Oeiras estão próprias para a sua utilização, já que “mediante os resultados obtidos no último ano e em geral numa análise aos anos anteriores, não existe nenhum problema de saúde pública salvo alguma situação pontual que poderá aparecer e que é resolvida de imediato. As piscinas podem e devem ser utilizadas pelos utentes!”

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