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Pele desidratada depois do Verão » O preço do bronze perfeito

8 Novembro, 2007 0

Bronze de Inverno

Manter a cor dourada para o resto do ano é naturalmente impossível, daí que seja cada vez mais frequente recorrer-se a meios artificiais. Depois dos erros do Verão, há que ponderar bem antes de voltar cometê-los no Inverno.

«O uso de solários pode tornar-se ainda mais perigoso do que o do sol, uma vez que não são conhecidos os tipos de radiações emitidas pelas lâmpadas. Não há legislação em relação ao uso de solários e, por serem relativamente recentes, não são ainda conhecidos efeitos a longo prazo», adverte Sousa Coutinho, sublinhando que «esta não será uma boa alternativa para o bronzeado de Inverno».

Quanto ao uso de cremes autobronzeadores, é sempre levantada a questão dos inconvenientes da sua má aplicação. Bronzeado heterogéneo, isto é, com manchas, dificuldade em espalhar em determinadas partes do corpo como os joelhos e os cotovelos, e as marcas que deixam na roupa se for colocada antes do tempo definido.

Caberá a cada um decidir o método mais eficaz, não esquecendo os riscos e o preço a pagar pela tão desejada cor.

Há quem pense que nada paga os tons dourados da pele durante o Verão, porém, o envelhecimento precoce, as manchas e o enrugamento são o preço elevado das horas de exposição solar.

Os intermináveis dias de praia e piscina debaixo de um sol quente deixam marcas irreversíveis na pele, principalmente se esta não estiver preparada para o choque de radiações ultravioleta.

«Em condições normais, a pele não precisa de hidratação extra, uma vez que tem os seus próprios mecanismos de defesa e auto-regeneração. Há, contudo, agentes que agridem a pele e que a podem deixar desidratada.

A água muito quente, o sol, o frio, o vento, o cloro das piscinas são alguns desses agentes. Quanto maior for a exposição aos mesmos mais fragilizada a pele ficará», explica o Dr. Sousa Coutinho, dermatologista do Hospital de Santa Maria.

UVA e UVB

Aparentemente inofensivos, os raios UVA não causam queimaduras nem reve­lam efeitos imediatos. No entanto, penetram nas camadas mais profundas da pele, deixando lesões permanentes nas fibras de colagénio e elastina. Daqui resulta o envelhecimento precoce da pele.

Já os raios UVB são os responsáveis pela síntese de vitamina D e de melanina, mas que em excesso, e sem a devida protecção, causam danos imediatos, como a verme­lhidão, as bolhas e as queimaduras.

São eles os culpados pelo escaldão. Os seus efeitos podem ser atenuados pela camada de ozono. Porém, entre as 11 e as 16 horas, a sua incidência é tão elevada que nem a camada de ozono nos pode proteger.

«O primeiro passo da protecção solar é precisamente evitar a exposição durante estas horas. Não se trata de ficar fechado em casa, mas, pelo menos, não expor a totalidade da área do corpo directamente ao sol.

O segundo passo é o uso de roupas claras para proteger a pele e o terceiro passo será o uso de protecção solar, dei­xando bem claro que não é por estarmos cobertos de creme que ficaremos imunes aos efeitos nocivos dos sol», adianta o especialista.

Para proteger a pele, os protectores devem garantir uma defesa não apenas de escaldões, mas também de outras lesões causadas pela radiação solar.

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