Os riscos dos solários
Vantagens da exposição lenta e progressiva ao sol
De facto, quando nos expomos ao sol de uma forma lenta e progressiva há um estímulo à produção gradual de melanina que funcionará como uma cortina protectora à penetração corrosiva, profunda e frequentemente “silenciosa” dos UVA, o que não se verifica nos solários.
De facto a maioria dos solários emite radiação UVA, de uma forma rápida, intensa e o bronzeado que é adquirido rapidamente é feito à custa de grandes agressões energéticas que produzem choques energéticos, com emissão de grande quantidade de radicais livres e que poderão induzir danos irreparáveis do DNA de algumas células da pele, podendo favorecer clones celulares que poderão vir a proliferar e malignizar no futuro, sob a forma de carcinomas basocelular, espinocelular e melanoma.
É fundamental conhecer os riscos da exposição aos solários
Existe actualmente legislação em Portugal (DL 205/2005) que regulamenta a instalação e funcionamento de solários que toda a população deverá ter conhecimento. Nessa legislação para além da obrigatoriedade de programas de informação e formação de técnicos, determina-se a existência de consentimentos informados dos utentes em que é obrigatória a informação dos riscos da exposição aos solários, é proibida a frequência a grávidas e a menores de 18 anos (quanto mais precoce é a exposição aos solários mais risco de sinais atípicos e de cancro de pele em idades jovens) e é exigida uma ficha individual do utente para registo do numero de sessões, sua frequência e duração.
Pensamos que deveria ser obrigatória a existência de cartão individual a fornecer ao utente com estas mesmas indicações. A existência destes requisitos de segurança não invalida a necessidade constante de alerta da população para os riscos reais da exposição aos solários, em particular nos jovens, seja pela inclusão desta temática nos conteúdos programáticos das escolas, seja pela existência de programas informativos na comunicação social.

