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Obesidade: Um problema de peso

A obesidade é um problema de peso no nosso país: são cada vez mais e mais novas as pessoas com quilos em excesso e em risco de doença cardiovascular. Prevenir é viver mais e melhor.

Os estudos sobre o excesso de peso e a obesidade multiplicam-se todos eles coincidem num retrato da população portuguesa: quase metade tem quilos a mais e cada vez há mais crianças a sofrer de um problema que costumava ser próprio dos adultos.

Porém, não é preciso conhecer estes estudos para saber que esta é a realidade: basta olhar à nossa volta. E tudo isto é uma consequência da vida moderna, que tem promovido o sedentarismo e uma alteração dos hábitos alimentares – consomem-se, e cada vez mais cedo, alimentos refinados, com açúcares e gorduras saturadas, em prejuízo da chamada dieta mediterrânea, abundante em cereais integrais, peixe, vegetais, fruta e gorduras mais saudáveis como o azeite.

Feitas as contas, consomem-se mais calorias do que aquelas que se gastam e o resultado é peso a mais na balança: é que as calorias que não são transformadas em energia, ficam armazenadas no organismo sob a forma de massa gorda. Ficam, nomeadamente, nas artérias, entupindo-as e dando origem a doenças como a aterosclerose. Aumenta o risco de diabetes, de dislipidemia (aumento das gorduras no sangue), de hipertensão, de doença cardiovascular. O esqueleto é sobrecarregado. É toda a saúde que fica ameaçada.

Há, portanto, que combater o excesso de peso e, acima de tudo, prevenir. Trata-se de agir para que a quantidade de calorias ingerida corresponda àquela de que o organismo necessita para as suas funções – equilíbrio precisa-se!

E consegue-se com a “receita” de sempre: uma aliança entre a alimentação e o exercício físico. A dieta deve ser equilibrada e variada, rica naqueles alimentos que são mais saudáveis (menos calóricos): a fruta, os legumes, o peixe, os cereais integrais são indispensáveis, os lacticínios fazem falta mas devem ter baixo teor em gordura, as carnes também (são preferíveis as brancas às vermelhas).
O sal e o açúcar devem ser consumidos com moderação, com atenção para os alimentos que os “escondem” (os pré-cozinhados e os preparados industrialmente).

Uma alimentação saudável começa no momento da escolha dos alimentos, continua na cozinha, no momento de os preparar, e termina à mesa – uma sopa de legumes (com pouca ou mesmo sem batata) ou uma salada devem iniciar as refeições, pois ajudam a saciar, diminuindo o apetite pelo que se segue; não se deve encher o prato, pois acaba por se comer mesmo sem fome; devem fazer-se várias refeições pequenas ao longo do dia, não estando mais de três horas sem comer (senão está-se esfomeado quando se chega à refeição seguinte), situação que também proteje as grandes variações de insulina.

E porque o organismo não precisa de todas as calorias que ingerimos é preciso gastar o excedente: incluindo a actividade física na rotina.
Com esta aliança saudável é possível manter o peso nos valores adequados a cada pessoa (em função do sexo, altura, idade). Também é possível emagrecer, mas de uma forma progressiva. Nas situações em que é preciso perder muitos quilos, é necessária a intervenção de um nutricionista: aconselhe-se na sua farmácia, são já muitas as que lhe oferecem um serviço de nutrição.

[Continua na página seguinte]

IMC

O Índice de Massa Corporal é uma medida aceite como indicadora do estado de cada pessoa face à obesidade. Calcula-se dividindo o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (ou seja, o valor a multiplicar por si próprio). Vejamos o que significam os valores:

• Menos de 18,5 – baixo peso;

• Entre 18,5 e 24,9 – peso normal;

• Entre 25,0 a 29,9 – pré-obesidade;

• Entre 30,0 e 34,9 – obesidade classe I;

• Entre 35,0 e 39,9 – obesidade classe II;

• Igual ou superior a 40 – obesidade classe III ou mórbida.

Esta é uma medida adequada para adultos, mas não exacta quando se trata de crianças. Até aos 20 anos, devem usar-se em simultâneo as curvas de crescimento por percentis que indicam o peso face à idade e ao sexo.

Existem tabelas para as várias idades, porque a gordura corporal muda com o crescimento, e separadas para rapazes e raparigas, pois a quantidade de gordura difere entre os dois sexos.

Em ambos os casos, considera-se:

• IMC abaixo do percentil 5 – magreza;

• IMC superior ao percentil 5 e inferior ao 85 – peso normal;

• IMC superior ao percentil 85 e inferior ao 95 – excesso de peso;

• IMC acima do percentil 95 – obesidade.

Os estudos sobre o excesso de peso e a obesidade multiplicam-se todos eles coincidem num retrato da população portuguesa: quase metade tem quilos a mais e cada vez há mais crianças a sofrer de um problema que costumava ser próprio dos adultos.

Porém, não é preciso conhecer estes estudos para saber que esta é a realidade: basta olhar à nossa volta. E tudo isto é uma consequência da vida moderna, que tem promovido o sedentarismo e uma alteração dos hábitos alimentares – consomem-se, e cada vez mais cedo, alimentos refinados, com açúcares e gorduras saturadas, em prejuízo da chamada dieta mediterrânea, abundante em cereais integrais, peixe, vegetais, fruta e gorduras mais saudáveis como o azeite.

Feitas as contas, consomem-se mais calorias do que aquelas que se gastam e o resultado é peso a mais na balança: é que as calorias que não são transformadas em energia, ficam armazenadas no organismo sob a forma de massa gorda. Ficam, nomeadamente, nas artérias, entupindo-as e dando origem a doenças como a aterosclerose. Aumenta o risco de diabetes, de dislipidemia (aumento das gorduras no sangue), de hipertensão, de doença cardiovascular. O esqueleto é sobrecarregado. É toda a saúde que fica ameaçada.

Há, portanto, que combater o excesso de peso e, acima de tudo, prevenir. Trata-se de agir para que a quantidade de calorias ingerida corresponda àquela de que o organismo necessita para as suas funções – equilíbrio precisa-se!

E consegue-se com a “receita” de sempre: uma aliança entre a alimentação e o exercício físico. A dieta deve ser equilibrada e variada, rica naqueles alimentos que são mais saudáveis (menos calóricos): a fruta, os legumes, o peixe, os cereais integrais são indispensáveis, os lacticínios fazem falta mas devem ter baixo teor em gordura, as carnes também (são preferíveis as brancas às vermelhas).
O sal e o açúcar devem ser consumidos com moderação, com atenção para os alimentos que os “escondem” (os pré-cozinhados e os preparados industrialmente).

Uma alimentação saudável começa no momento da escolha dos alimentos, continua na cozinha, no momento de os preparar, e termina à mesa – uma sopa de legumes (com pouca ou mesmo sem batata) ou uma salada devem iniciar as refeições, pois ajudam a saciar, diminuindo o apetite pelo que se segue; não se deve encher o prato, pois acaba por se comer mesmo sem fome; devem fazer-se várias refeições pequenas ao longo do dia, não estando mais de três horas sem comer (senão está-se esfomeado quando se chega à refeição seguinte), situação que também proteje as grandes variações de insulina.

E porque o organismo não precisa de todas as calorias que ingerimos é preciso gastar o excedente: incluindo a actividade física na rotina.
Com esta aliança saudável é possível manter o peso nos valores adequados a cada pessoa (em função do sexo, altura, idade). Também é possível emagrecer, mas de uma forma progressiva. Nas situações em que é preciso perder muitos quilos, é necessária a intervenção de um nutricionista: aconselhe-se na sua farmácia, são já muitas as que lhe oferecem um serviço de nutrição.

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IMC

O Índice de Massa Corporal é uma medida aceite como indicadora do estado de cada pessoa face à obesidade. Calcula-se dividindo o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (ou seja, o valor a multiplicar por si próprio). Vejamos o que significam os valores:

• Menos de 18,5 – baixo peso;

• Entre 18,5 e 24,9 – peso normal;

• Entre 25,0 a 29,9 – pré-obesidade;

• Entre 30,0 e 34,9 – obesidade classe I;

• Entre 35,0 e 39,9 – obesidade classe II;

• Igual ou superior a 40 – obesidade classe III ou mórbida.

Esta é uma medida adequada para adultos, mas não exacta quando se trata de crianças. Até aos 20 anos, devem usar-se em simultâneo as curvas de crescimento por percentis que indicam o peso face à idade e ao sexo.

Existem tabelas para as várias idades, porque a gordura corporal muda com o crescimento, e separadas para rapazes e raparigas, pois a quantidade de gordura difere entre os dois sexos.

Em ambos os casos, considera-se:

• IMC abaixo do percentil 5 – magreza;

• IMC superior ao percentil 5 e inferior ao 85 – peso normal;

• IMC superior ao percentil 85 e inferior ao 95 – excesso de peso;

• IMC acima do percentil 95 – obesidade.

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