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Mexa-se, pelo seu coração!

A actividade física é um dos melhores amigos do coração: faz bem ao corpo e à mente.

O sedentarismo é um dos grandes factores de risco das doenças cardiovasculares. E é um risco a que a população portuguesa está muito exposta, na medida em que é considerada uma das que, na Europa, apresenta menores índices de actividade física.

Em suma: mexemo-nos pouco. É fácil cair na inactividade física: o quotidiano é tão absorvente que no tempo que sobra se pensa, quase automaticamente, em descanso. E o exercício físico é associado a esforço, trabalho, tudo aquilo que não se deseja quando já se têm afazeres em demasia.

O resultado é que passamos demasiado tempo em pausa, por assim dizer: no local de trabalho, muitos de nós provavelmente passam sete ou oito horas diárias sentados a uma secretária, outros tantos suportam as mesmas horas de pé, em frente a um balcão ou uma linha de montagem.

Até que chega aquele momento tão desejado, o de chegar a casa e estender as pernas no sofá, nem que seja por uns minutos depois de todas as tarefas cumpridas. Pelo meio, andamos o mais possível de carro e o mais possível até à porta de casa ou do emprego, subimos quase sempre de elevador mesmo quando temos de esperar…

 

Benefícios mil

Com tudo isto é a saúde que fica em risco, a do coração mas não só. Porque a actividade física faz bem a todo o organismo. Comecemos pelo coração: com exercício melhoramos níveis de pressão arterial, de colesterol e das demais gorduras do sangue, diminui o risco de doença coronária e vascular. A nível do metabolismo – isto é o modo como o organismo transforma e aproveita os nutrientes fornecidos pela alimentação – há uma menor concentração de açúcar no sangue, logo um menor risco de diabetes, além de um melhor controlo do peso.

Também o sistema locomotor beneficia com o exercício físico: os ossos ficam mais resistentes, as articulações mais flexíveis, os músculos mais fortes, previne-se a osteoporose (diminuição da densidade dos ossos, com risco de fractura) e melhoram-se as dores crónicas nas costas. E, não menos importante, ganha-se uma postura mais correcta.

Há ainda vantagens ao nível do sistema imunitário, ou seja, da rede de defesas do organismo contra infecções: o exercício estimula essas defesas, logo o organismo fica em melhores condições para lutar contra a doença.

Estes são os benefícios físicos, mas também os há a nível da saúde psicológica. A actividade ajuda a combater a ansiedade e aliviar o stress, previne e ajuda a tratar a depressão. Uma pessoa em forma sente-se melhor consigo mesma, logo aumentam a autoestima e a auto-confiança, o que se reflecte no seu desempenho intelectual e nas suas relações sociais. Há uma sensação de bem-estar com óbvios ganhos em qualidade de vida.

[Continua na página seguinte]

São vantagens que estão presentes desde cedo, pelo que a actividade física deve ser estimulada nas crianças. É um factor importante do seu crescimento, contribuindo para o desenvolvimento físico e intelectual, bem como para a socialização.

 

Passo a passo

O corpo deve estar, pois, em movimento. Mas não é obrigatório que seja num ginásio ou que envolva a prática de um desporto. É por isso que se fala em actividade ou exercício. Bastam 30 minutos por dia e até podem não ser seguidos. Para este objectivo são suficientes pequenas mudanças na rotina diária, como andar mais a pé. Se precisa de utilizar os transportes públicos, experimente sair uma paragem antes e caminhar. E se vai de carro, porque não estacionar um pouco mais longe? Andar de bicicleta também é bom: pode não ser adequado nas deslocações para o emprego, mas experimente pedalar à volta do seu bairro ou organizar passeios de família ao fim-de-semana. E se tiver filhos pequenos desafie-os para saltar à corda: vai fazer bem ao coração de todos.

O que é importante é que seja uma actividade do seu agrado: é logo meio caminho andado para se comprometer e praticar. Algumas, como dançar, até são divertidas e o coração também agradece… Faça o que fizer, três vezes por semana é o ideal e com companhia melhor ainda.

E quando tomar o gosto não lhe custará aumentar a intensidade do exercício: com a regularidade o corpo reage cada vez melhor. É claro que é preciso ter em conta o estado de saúde, adequando o esforço. Daí que pessoas com doença cardíaca, diabetes e hipertensão, por exemplo, devam fazer uma consulta médica antes de iniciarem qualquer actividade física. Não lhes está, por princípio, vedada, tem é de ser adaptada, tal como deve ser adaptada à idade.

Muitas vezes arranjamos desculpas para não fazermos exercício. Mas o coração merece que as deixemos de lado e ponhamos o corpo em movimento.

O sedentarismo é um dos grandes factores de risco das doenças cardiovasculares. E é um risco a que a população portuguesa está muito exposta, na medida em que é considerada uma das que, na Europa, apresenta menores índices de actividade física.

Em suma: mexemo-nos pouco. É fácil cair na inactividade física: o quotidiano é tão absorvente que no tempo que sobra se pensa, quase automaticamente, em descanso. E o exercício físico é associado a esforço, trabalho, tudo aquilo que não se deseja quando já se têm afazeres em demasia.

O resultado é que passamos demasiado tempo em pausa, por assim dizer: no local de trabalho, muitos de nós provavelmente passam sete ou oito horas diárias sentados a uma secretária, outros tantos suportam as mesmas horas de pé, em frente a um balcão ou uma linha de montagem.

Até que chega aquele momento tão desejado, o de chegar a casa e estender as pernas no sofá, nem que seja por uns minutos depois de todas as tarefas cumpridas. Pelo meio, andamos o mais possível de carro e o mais possível até à porta de casa ou do emprego, subimos quase sempre de elevador mesmo quando temos de esperar…

 

Benefícios mil

Com tudo isto é a saúde que fica em risco, a do coração mas não só. Porque a actividade física faz bem a todo o organismo. Comecemos pelo coração: com exercício melhoramos níveis de pressão arterial, de colesterol e das demais gorduras do sangue, diminui o risco de doença coronária e vascular. A nível do metabolismo – isto é o modo como o organismo transforma e aproveita os nutrientes fornecidos pela alimentação – há uma menor concentração de açúcar no sangue, logo um menor risco de diabetes, além de um melhor controlo do peso.

Também o sistema locomotor beneficia com o exercício físico: os ossos ficam mais resistentes, as articulações mais flexíveis, os músculos mais fortes, previne-se a osteoporose (diminuição da densidade dos ossos, com risco de fractura) e melhoram-se as dores crónicas nas costas. E, não menos importante, ganha-se uma postura mais correcta.

Há ainda vantagens ao nível do sistema imunitário, ou seja, da rede de defesas do organismo contra infecções: o exercício estimula essas defesas, logo o organismo fica em melhores condições para lutar contra a doença.

Estes são os benefícios físicos, mas também os há a nível da saúde psicológica. A actividade ajuda a combater a ansiedade e aliviar o stress, previne e ajuda a tratar a depressão. Uma pessoa em forma sente-se melhor consigo mesma, logo aumentam a autoestima e a auto-confiança, o que se reflecte no seu desempenho intelectual e nas suas relações sociais. Há uma sensação de bem-estar com óbvios ganhos em qualidade de vida.

[Continua na página seguinte]

São vantagens que estão presentes desde cedo, pelo que a actividade física deve ser estimulada nas crianças. É um factor importante do seu crescimento, contribuindo para o desenvolvimento físico e intelectual, bem como para a socialização.

 

Passo a passo

O corpo deve estar, pois, em movimento. Mas não é obrigatório que seja num ginásio ou que envolva a prática de um desporto. É por isso que se fala em actividade ou exercício. Bastam 30 minutos por dia e até podem não ser seguidos. Para este objectivo são suficientes pequenas mudanças na rotina diária, como andar mais a pé. Se precisa de utilizar os transportes públicos, experimente sair uma paragem antes e caminhar. E se vai de carro, porque não estacionar um pouco mais longe? Andar de bicicleta também é bom: pode não ser adequado nas deslocações para o emprego, mas experimente pedalar à volta do seu bairro ou organizar passeios de família ao fim-de-semana. E se tiver filhos pequenos desafie-os para saltar à corda: vai fazer bem ao coração de todos.

O que é importante é que seja uma actividade do seu agrado: é logo meio caminho andado para se comprometer e praticar. Algumas, como dançar, até são divertidas e o coração também agradece… Faça o que fizer, três vezes por semana é o ideal e com companhia melhor ainda.

E quando tomar o gosto não lhe custará aumentar a intensidade do exercício: com a regularidade o corpo reage cada vez melhor. É claro que é preciso ter em conta o estado de saúde, adequando o esforço. Daí que pessoas com doença cardíaca, diabetes e hipertensão, por exemplo, devam fazer uma consulta médica antes de iniciarem qualquer actividade física. Não lhes está, por princípio, vedada, tem é de ser adaptada, tal como deve ser adaptada à idade.

Muitas vezes arranjamos desculpas para não fazermos exercício. Mas o coração merece que as deixemos de lado e ponhamos o corpo em movimento.

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