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O seu sono é de qualidade?

24 Dezembro, 2008 0

Mas para que isso aconteça é necessário dormir bem e evitar as típicas perturbações do sono. Tudo se complica se o(a) nosso(a) parceiro(a) sofre de roncopatia ou de apneia do sono, “duas patologias distintas dentro dos distúrbios respiratórios durante o sono”. Este foi um dos temas debatidos em entrevista ao Dr. Miguel Ferreira, otorrinolaringologista do Hospital Ordem do Carmo, à Dra. Rosa Cruz, pneumologista do mesmo hospital e ao Dr. António Manuel Paiva, médico otorrinolaringologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra e presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (SPORL).

Está ainda convidado a conhecer as principais recomendações para ter um sono de qualidade e a medir o seu grau de sonolência durante o dia, através da Escala de Sonolência de Epworth.

“O sono é fundamental no repouso e na sensação de bem-estar que o ser humano necessita diariamente. Qualquer perturbação do ciclo do sono terá consequências na saúde”, afirma a Dra. Rosa Cruz.

Para o presidente da SPORL, “sob o ponto de vista da otorrinolaringologia, o sono influencia a fisiologia das vias aéreas superiores, na medida em que contribui de forma significativa à resistência oferecida pelas suas estruturas à passagem do ar: assim, o nariz e as fossas nasais, a faringe, laringe, traqueia e a caixa torácica são as diferentes zonas de resistência, sendo a nasal a mais importante”.

O mesmo especialista afirma que “durante o sono, há uma diminuição do tonus dos músculos”. A roncopatia e a apneia obstrutiva do sono são duas patologias mais frequentes dentro dos distúrbios respiratórios durante o sono.

 

Ressonar pode levar ao divórcio

A roncopatia é o vulgo ressonar e o síndroma da apneia obstrutiva do sono (SAOS) acontece quando um indivíduo pára de respirar enquanto dorme. “Crianças e adultos podem ser afectados pelo SAOS, contudo a sua prevalência é maior nos adultos do sexo masculino, entre os 30 e os 50 anos. A prevalência da SAOS sintomática na população adulta é de 4 por cento nos homens e 2 por cento nas mulheres”, afirma a pneumologista.

Por outro lado, “em cada cem pessoas, vinte sofrem de roncopatia e uma tem SAOS”, diz o Dr. Miguel Ferreira. Muitas pessoas consideram a roncopatia normal. No entanto, “é uma doença que deve ser estudada e tratada. Normalmente, o roncopata puro sem outros distúrbios respiratórios durante o sono não tem quaisquer queixas, excepto alguma secura da boca nas situações em que há obstrução nasal permanente. Nestas situações, a respiração nocturna faz-se predominantemente pela boca”, acrescenta o otorrinolaringologista.

Além disto, o roncopata não se queixa de qualquer outra alteração e, muitas vezes, não procura um especialista.

Por outro lado, explica o Dr. Miguel Ferreira, “o ressonar é uma das maiores causas de alterações no relacionamento e harmonia familiar nos Estados Unidos da América. Frequentemente, os casais dormem em quartos separados com todas as implicações familiares e afectivas decorrentes de uma situação contranatura como esta, acabando alguns casais em divórcio”.

Isto significa que a roncopatia acaba por afectar em larga escala os que partilham o espaço com a pessoa que ressona.

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