Você chega a casa depois de um dia de trabalho intenso. As suas costas, o seu pescoço e os seus ombros estão doridos e tensos, a sua cabeça está cheia dos afazeres profissionais e os seus olhos pesam. Nada melhor para acabar com todo esse cansaço do que uma sessão de massagem… relaxante.
Existem várias técnicas que podem ser utilizadas e os resultados deixam qualquer um «novinho em folha». As massagens podem ser grandes aliadas no combate ao stress e no alívio das tensões.
Com uma variedade significativa de métodos de massagem, a dificuldade é mesmo escolher. De um modo geral «as massagens ocidentais têm a restrita função de relaxamento, enquanto que as massagens orientais acrescentam a vertente terapêutica», compara o Dr. Paulo Ramos, especialista em Medicina Chinesa e Massagem Oriental do Centro Saúde e Vida, em Benfica.
«Além disso, as medicinas orientais, de entre as quais se destaca a chinesa, são medicinas holísticas, em que o todo funciona com uma ligação permanente entre a mente e o corpo, valorizando o indivíduo enquanto ser integral», acrescenta.
Essas massagens, entre as quais se destacam o shiatsu, a tui na ou a ayurvédica, podem ser revigorantes, estimulantes ou relaxantes, com uma função eminentemente terapêutica.
«Por exemplo, podemos através do efeito de uma massagem baixar a tensão arterial, moderar o temperamento de crianças extremamente reactivas, estimular um determinado órgão, activar os circuitos sanguíneo e linfático, entre outros efeitos possíveis», refere Paulo Ramos.
O tui na é uma massagem chinesa milenar que «trabalha a energia do corpo através de pontos reflexos, visando a prevenção e cura de doenças, trabalhando com toques subtis. Já o shiatsu é filho deste tipo de massagem e surgiu no início do século XX, utilizando igualmente os meridianos da Acupunctura, mas que actua mais levemente», destaca o especialista.
À semelhança do tui na, a massagem ayurvédica é também uma técnica de massagem bastante intensa e que, por isso, actua profundamente no organismo. De origem indiana, é bastante vigorosa, estimulando os músculos e a circulação, libertando as toxinas presas aos músculos e tecidos.
Através de toques profundos com os dedos, as mãos, os cotovelos e até com os pés, a massagem ayurvédica propicia o realinhamento postural, o alívio de tensões no corpo físico (por vezes crónicas), além de fortalecer o sistema imunológico.
Os efeitos anti-stress e antidepressivos também são notórios. Contando com alguns alongamentos, a técnica proporciona uma maior flexibilidade do corpo e mobilidade nas articulações, fazendo com que a energia vital possa circular livremente.
De um modo geral, todas estas massagens têm um efeito relaxante e, de certa forma, psicoterapêutico, «pois, ao proporcionar bem-estar físico, o toque conduz também ao equilíbrio das energias e a uma sensação de bem-estar. Não raramente, as pessoas começam a massagem com um estado de espírito e quando partem sentem-se completamente diferentes. Mais leves e animadas», admite Paulo Ramos.
Quando a perspectiva das massagens é terapêutica, estas devem realizar-se com a regularidade prescrita pelo especialista.
«Se a intenção é o relaxamento e alívio do stress, então uma massagem semanal fará já efeitos suficientemente positivos e revigorantes», observa.
A hora da massagem parece determinar, também, um pouco o seu efeito. Nesse sentido, uma massagem ao início do dia pode ter um efeito energético/estimulante, enquanto que uma massagem ao fim do dia cumpre o efeito relaxante.
Precauções e contra-indicações
Embora as massagens registem inúmeros benefícios para quem usufrui delas, o facto é que nem todos podem fazê-lo plenamente.
«Os idosos, devido à fragilidade dos seus ossos, podem ser massajados, mas com as devidas cautelas, assim como os doentes com osteoporose», adverte o especialista, prosseguindo:
«Já as mulheres grávidas deverão ser massajadas com bastantes cuidados, pois, existem pontos que se forem estimulados podem ser abortivos e matar o feto.»
Pessoas com doenças oncológicas também não devem ser massajadas enquanto não estiver devidamente determinada a abrangência neoplásica, pois, há o risco de acelerar as metástases e agravar a doença.
Em qualquer caso, e não só nestas situações específicas, Paulo Ramos defende que «o massagista deverá ter sempre a preocupação de não abusar da força, mas antes utilizar a pressão com o peso do corpo. Desta forma, nem o massagista se cansa excessivamente, nem magoa o paciente».
Regresso às aulas e… ao stress!
Depois de um Verão livre de horários e compromissos calendarizados, o regresso ao período lectivo marca também uma nova rotina de acordar cedo, enfrentar o trânsito e assistir às aulas.
Os dias mais curtos do equinócio de Outono, que também se avizinham, vêm dificultar as coisas e os mais pequeninos não são alheios ao stress sazonal. Por essa razão, as massagens aos mais novos não devem ser postas de lado.
«As crianças podem ser massajadas e obtêm excelentes resultados com essa prática. Inclusivamente, um pai ou mãe que faz uma massagem ao filho intensifica a relação positivamente. O relacionamento pais/filhos ganharia um novo estímulo, que se distancia do toque habitual, e a criança usufruiria dos benefícios físicos associados à massagem», evidencia Paulo Ramos.
Outras ideias para relaxar…
A reflexologia podal é outra terapia de relaxamento feita através de massagens nos pés.
«Cada órgão do nosso corpo tem um ponto específico de reflexão no pé», afirma o especialista. E uma massagem nos pés pode equivaler a uma massagem no corpo inteiro.
A reflexologia é mais uma das terapias alternativas atribuída aos chineses. Mas há registos de desenhos de egípcios a usar esta terapia datados de 2330 a.C. Os pés são divididos em áreas que têm relação directa com o Sistema Nervoso Central. Quando massajadas, essas áreas são capazes de provocar reacções no córtex cerebral na região correspondente ao reflexo. A teoria chinesa considera o pé um microcorpo com 72 mil terminações nervosas e mais de 200 mil poros.
Massajando áreas específicas dos pés, é possível fazer um mapa da situação orgânica da pessoa, ajudar a amenizar dores e até prevenir doenças. Agora, é só escolher o seu tipo ideal, depois deite-se e relaxe!
Existem várias técnicas que podem ser utilizadas e os resultados deixam qualquer um «novinho em folha». As massagens podem ser grandes aliadas no combate ao stress e no alívio das tensões.
Com uma variedade significativa de métodos de massagem, a dificuldade é mesmo escolher. De um modo geral «as massagens ocidentais têm a restrita função de relaxamento, enquanto que as massagens orientais acrescentam a vertente terapêutica», compara o Dr. Paulo Ramos, especialista em Medicina Chinesa e Massagem Oriental do Centro Saúde e Vida, em Benfica.
«Além disso, as medicinas orientais, de entre as quais se destaca a chinesa, são medicinas holísticas, em que o todo funciona com uma ligação permanente entre a mente e o corpo, valorizando o indivíduo enquanto ser integral», acrescenta.
Essas massagens, entre as quais se destacam o shiatsu, a tui na ou a ayurvédica, podem ser revigorantes, estimulantes ou relaxantes, com uma função eminentemente terapêutica.
«Por exemplo, podemos através do efeito de uma massagem baixar a tensão arterial, moderar o temperamento de crianças extremamente reactivas, estimular um determinado órgão, activar os circuitos sanguíneo e linfático, entre outros efeitos possíveis», refere Paulo Ramos.
O tui na é uma massagem chinesa milenar que «trabalha a energia do corpo através de pontos reflexos, visando a prevenção e cura de doenças, trabalhando com toques subtis. Já o shiatsu é filho deste tipo de massagem e surgiu no início do século XX, utilizando igualmente os meridianos da Acupunctura, mas que actua mais levemente», destaca o especialista.
À semelhança do tui na, a massagem ayurvédica é também uma técnica de massagem bastante intensa e que, por isso, actua profundamente no organismo. De origem indiana, é bastante vigorosa, estimulando os músculos e a circulação, libertando as toxinas presas aos músculos e tecidos.
Através de toques profundos com os dedos, as mãos, os cotovelos e até com os pés, a massagem ayurvédica propicia o realinhamento postural, o alívio de tensões no corpo físico (por vezes crónicas), além de fortalecer o sistema imunológico.
Os efeitos anti-stress e antidepressivos também são notórios. Contando com alguns alongamentos, a técnica proporciona uma maior flexibilidade do corpo e mobilidade nas articulações, fazendo com que a energia vital possa circular livremente.
De um modo geral, todas estas massagens têm um efeito relaxante e, de certa forma, psicoterapêutico, «pois, ao proporcionar bem-estar físico, o toque conduz também ao equilíbrio das energias e a uma sensação de bem-estar. Não raramente, as pessoas começam a massagem com um estado de espírito e quando partem sentem-se completamente diferentes. Mais leves e animadas», admite Paulo Ramos.
Quando a perspectiva das massagens é terapêutica, estas devem realizar-se com a regularidade prescrita pelo especialista.
«Se a intenção é o relaxamento e alívio do stress, então uma massagem semanal fará já efeitos suficientemente positivos e revigorantes», observa.
A hora da massagem parece determinar, também, um pouco o seu efeito. Nesse sentido, uma massagem ao início do dia pode ter um efeito energético/estimulante, enquanto que uma massagem ao fim do dia cumpre o efeito relaxante.
Precauções e contra-indicações
Embora as massagens registem inúmeros benefícios para quem usufrui delas, o facto é que nem todos podem fazê-lo plenamente.
«Os idosos, devido à fragilidade dos seus ossos, podem ser massajados, mas com as devidas cautelas, assim como os doentes com osteoporose», adverte o especialista, prosseguindo:
«Já as mulheres grávidas deverão ser massajadas com bastantes cuidados, pois, existem pontos que se forem estimulados podem ser abortivos e matar o feto.»
Pessoas com doenças oncológicas também não devem ser massajadas enquanto não estiver devidamente determinada a abrangência neoplásica, pois, há o risco de acelerar as metástases e agravar a doença.
Em qualquer caso, e não só nestas situações específicas, Paulo Ramos defende que «o massagista deverá ter sempre a preocupação de não abusar da força, mas antes utilizar a pressão com o peso do corpo. Desta forma, nem o massagista se cansa excessivamente, nem magoa o paciente».
Regresso às aulas e… ao stress!
Depois de um Verão livre de horários e compromissos calendarizados, o regresso ao período lectivo marca também uma nova rotina de acordar cedo, enfrentar o trânsito e assistir às aulas.
Os dias mais curtos do equinócio de Outono, que também se avizinham, vêm dificultar as coisas e os mais pequeninos não são alheios ao stress sazonal. Por essa razão, as massagens aos mais novos não devem ser postas de lado.
«As crianças podem ser massajadas e obtêm excelentes resultados com essa prática. Inclusivamente, um pai ou mãe que faz uma massagem ao filho intensifica a relação positivamente. O relacionamento pais/filhos ganharia um novo estímulo, que se distancia do toque habitual, e a criança usufruiria dos benefícios físicos associados à massagem», evidencia Paulo Ramos.
Outras ideias para relaxar…
A reflexologia podal é outra terapia de relaxamento feita através de massagens nos pés.
«Cada órgão do nosso corpo tem um ponto específico de reflexão no pé», afirma o especialista. E uma massagem nos pés pode equivaler a uma massagem no corpo inteiro.
A reflexologia é mais uma das terapias alternativas atribuída aos chineses. Mas há registos de desenhos de egípcios a usar esta terapia datados de 2330 a.C. Os pés são divididos em áreas que têm relação directa com o Sistema Nervoso Central. Quando massajadas, essas áreas são capazes de provocar reacções no córtex cerebral na região correspondente ao reflexo. A teoria chinesa considera o pé um microcorpo com 72 mil terminações nervosas e mais de 200 mil poros.
Massajando áreas específicas dos pés, é possível fazer um mapa da situação orgânica da pessoa, ajudar a amenizar dores e até prevenir doenças. Agora, é só escolher o seu tipo ideal, depois deite-se e relaxe!