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Há tosse e tosse…

A tosse não é sempre igual. Enquanto a tosse episódica não origina habitualmente grandes preocupações, a tosse crónica deve ser encarada com mais atenção. A tosse seca e a tosse com expetoração também levam a cuidados muito distintos. Conhecer as diferenças ajuda a adequar o tratamento.

Todos tossimos. Umas vezes sem darmos por isso, quando a tosse resulta de um mecanismo automático do sistema respiratório, outras com intenção social, quando queremos chamar a atenção… E outras ainda, como sintoma de doença: é o que acontece frequentemente quando chega o Inverno e, com ele, as constipações.

A tosse não é mais do que um mecanismo de limpeza das vias respiratórias, que permite expelir as secreções e partículas estranhas através de uma expulsão súbita de ar. Trata-se, no fundo, de uma defesa do organismo, que faz da tosse também um alerta para uma eventual infecção ou alergia, ou mesmo para doenças mais graves. Assim, deve-se resistir à tentação de suprimir a tosse, uma vez que é a forma que o nosso corpo encontra de nos dizer que algo não está bem… a tosse pode ser, pois, um sintoma de doença, não constituindo por si só uma patologia.

Tossir é um mecanismo de protecção natural: quando inspiramos, pela boca ou pelo nariz, o ar que entra pode transportar diversas substâncias como o fumo de tabaco, dos escapes dos automóveis, pó ou pólenes.

No percurso até aos pulmões, estes elementos são detectados por determinadas células existentes na laringe, na traqueia e nos brônquios provocando irritação, caso estas partículas estejam presentes em níveis excessivos e forçando os pulmões a libertar ar, de modo a expulsá-las.

No fundo, a resposta a esta presença estranha é a tosse, que é a forma de o organismo limpar as vias respiratórias, expelindo tudo aquilo que as agride.

 

Tipos de tosse

Enquanto sintoma, a tosse pode ter várias causas: pode resultar de uma infecção respiratória viral como a constipação ou a gripe, pode ser uma manifestação de alergia ou de uma patologia como a doença pulmonar obstrutiva crónica. Pode ainda ser provocada por refluxo gastro-esofágico, uma vez que a “subida” de ácidos provenientes do estômago, através do esófago, pode afectar as vias respiratórias.

[Continua na página seguinte]

A influência de factores externos como a poluição ambiental, a exposição a substâncias químicas e ao fumo do tabaco (activo ou passivo) também faz parte desta equação.

A tosse pode apresentar-se com ou sem expectoração: no primeiro caso diz-se que é produtiva, no segundo diz-se que é seca. E, consoante a sua duração, pode ser aguda, se acontecer apenas episodicamente e desaparecer em poucos dias (podendo durar até três semanas), ou crónica, se se prolongar no tempo.

 

Alívio e prevenção

Embora a tosse seja um mecanismo de defesa absolutamente natural, em alguns casos pode incomodar muito, pelo que a procura de alívio é fundamental.

As formas mais simples de hidratar e lubrificar as vias respiratórias passam pela ingestão de líquidos (de preferência água e infusões com mel e limão) e chupar rebuçados, preferencialmente sem açúcar, para reduzir a irritação. Se a estas medidas se acrescentar a inalação através de um nebulizador ou aparelho para aerossóis os resultados são melhores: ajudam a amolecer as secreções no caso da tosse produtiva facilitando a sua expulsão e, no caso da tosse seca, permitem a hidratação da mucosa. Dormir com a cabeceira da cama ligeiramente levantada também pode aliviar a tosse seca durante a noite.

A estes cuidados devem juntar-se outros gestos preventivos: tapar o nariz e a boca com um lenço, de preferência descartável, quando se tosse e lavar depois as mãos com água e sabão, para minimizar o risco de as partículas libertadas pela tosse contagiarem outras pessoas, no caso de a origem da tosse ser infeciosa.

Embora seja um reflexo inato, a tosse pode ser também um foco de contágio, por se tratar de um dos veículos privilegiados dos vírus que causam infecções respiratórias, como as constipações e gripes. Quando tossimos, libertamos inúmeras partículas minúsculas que viajam pelo ar até que encontram novos hospedeiros. E a verdade é que pode dar-se o caso de essas partículas estarem infetadas… A palavra de ordem é, assim, prevenção.

[Continua na página seguinte]

E quando a tosse é um assunto mais sério…

Quando os cuidados mais simples não são suficientes, a tosse pode interferir seriamente com o quotidiano dos que dela sofrem. Nestes casos, a solução pode passar por um tratamento farmacológico, com recurso a medicamentos. Mas sempre com aconselhamento profissional, nomeadamente do seu farmacêutico, pois cada tipo de tosse necessita de um medicamento específico.

Para a tosse produtiva existem expectorantes e mucolíticos, que tornam a expectoração mais fluida, o que facilita a sua expulsão. Já a tosse seca pode beneficiar da toma de anti-tússicos, embora estes devam ser usados apenas em último recurso, visto que o reflexo da tosse não deve, por norma, ser suprimido por se tratar de um reflexo de protecção.

Quando a tosse tem origem alérgica os anti-histamínicos são os medicamentos mais indicados. Há situações que exigem uma consulta médica, por exemplo, quando a tosse é acompanhada de produção excessiva de muco, principalmente de cor amarelada ou esverdeada, de sangue, de dores no peito, de febre elevada, de dificuldade respiratória ou ainda de perda de peso involuntária.

É que a tosse é natural, mas não deve ser negligenciada.

Todos tossimos. Umas vezes sem darmos por isso, quando a tosse resulta de um mecanismo automático do sistema respiratório, outras com intenção social, quando queremos chamar a atenção… E outras ainda, como sintoma de doença: é o que acontece frequentemente quando chega o Inverno e, com ele, as constipações.

A tosse não é mais do que um mecanismo de limpeza das vias respiratórias, que permite expelir as secreções e partículas estranhas através de uma expulsão súbita de ar. Trata-se, no fundo, de uma defesa do organismo, que faz da tosse também um alerta para uma eventual infecção ou alergia, ou mesmo para doenças mais graves. Assim, deve-se resistir à tentação de suprimir a tosse, uma vez que é a forma que o nosso corpo encontra de nos dizer que algo não está bem… a tosse pode ser, pois, um sintoma de doença, não constituindo por si só uma patologia.

Tossir é um mecanismo de protecção natural: quando inspiramos, pela boca ou pelo nariz, o ar que entra pode transportar diversas substâncias como o fumo de tabaco, dos escapes dos automóveis, pó ou pólenes.

No percurso até aos pulmões, estes elementos são detectados por determinadas células existentes na laringe, na traqueia e nos brônquios provocando irritação, caso estas partículas estejam presentes em níveis excessivos e forçando os pulmões a libertar ar, de modo a expulsá-las.

No fundo, a resposta a esta presença estranha é a tosse, que é a forma de o organismo limpar as vias respiratórias, expelindo tudo aquilo que as agride.

 

Tipos de tosse

Enquanto sintoma, a tosse pode ter várias causas: pode resultar de uma infecção respiratória viral como a constipação ou a gripe, pode ser uma manifestação de alergia ou de uma patologia como a doença pulmonar obstrutiva crónica. Pode ainda ser provocada por refluxo gastro-esofágico, uma vez que a “subida” de ácidos provenientes do estômago, através do esófago, pode afectar as vias respiratórias.

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A influência de factores externos como a poluição ambiental, a exposição a substâncias químicas e ao fumo do tabaco (activo ou passivo) também faz parte desta equação.

A tosse pode apresentar-se com ou sem expectoração: no primeiro caso diz-se que é produtiva, no segundo diz-se que é seca. E, consoante a sua duração, pode ser aguda, se acontecer apenas episodicamente e desaparecer em poucos dias (podendo durar até três semanas), ou crónica, se se prolongar no tempo.

 

Alívio e prevenção

Embora a tosse seja um mecanismo de defesa absolutamente natural, em alguns casos pode incomodar muito, pelo que a procura de alívio é fundamental.

As formas mais simples de hidratar e lubrificar as vias respiratórias passam pela ingestão de líquidos (de preferência água e infusões com mel e limão) e chupar rebuçados, preferencialmente sem açúcar, para reduzir a irritação. Se a estas medidas se acrescentar a inalação através de um nebulizador ou aparelho para aerossóis os resultados são melhores: ajudam a amolecer as secreções no caso da tosse produtiva facilitando a sua expulsão e, no caso da tosse seca, permitem a hidratação da mucosa. Dormir com a cabeceira da cama ligeiramente levantada também pode aliviar a tosse seca durante a noite.

A estes cuidados devem juntar-se outros gestos preventivos: tapar o nariz e a boca com um lenço, de preferência descartável, quando se tosse e lavar depois as mãos com água e sabão, para minimizar o risco de as partículas libertadas pela tosse contagiarem outras pessoas, no caso de a origem da tosse ser infeciosa.

Embora seja um reflexo inato, a tosse pode ser também um foco de contágio, por se tratar de um dos veículos privilegiados dos vírus que causam infecções respiratórias, como as constipações e gripes. Quando tossimos, libertamos inúmeras partículas minúsculas que viajam pelo ar até que encontram novos hospedeiros. E a verdade é que pode dar-se o caso de essas partículas estarem infetadas… A palavra de ordem é, assim, prevenção.

[Continua na página seguinte]

E quando a tosse é um assunto mais sério…

Quando os cuidados mais simples não são suficientes, a tosse pode interferir seriamente com o quotidiano dos que dela sofrem. Nestes casos, a solução pode passar por um tratamento farmacológico, com recurso a medicamentos. Mas sempre com aconselhamento profissional, nomeadamente do seu farmacêutico, pois cada tipo de tosse necessita de um medicamento específico.

Para a tosse produtiva existem expectorantes e mucolíticos, que tornam a expectoração mais fluida, o que facilita a sua expulsão. Já a tosse seca pode beneficiar da toma de anti-tússicos, embora estes devam ser usados apenas em último recurso, visto que o reflexo da tosse não deve, por norma, ser suprimido por se tratar de um reflexo de protecção.

Quando a tosse tem origem alérgica os anti-histamínicos são os medicamentos mais indicados. Há situações que exigem uma consulta médica, por exemplo, quando a tosse é acompanhada de produção excessiva de muco, principalmente de cor amarelada ou esverdeada, de sangue, de dores no peito, de febre elevada, de dificuldade respiratória ou ainda de perda de peso involuntária.

É que a tosse é natural, mas não deve ser negligenciada.

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