Garganta sofre! - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

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Nem sempre estas medidas, apesar de úteis, são suficientes, podendo então ser necessário complementá-las com medicamentos. Mas apenas com conselho de um profissional de saúde, nomeadamente o do farmacêutico, habilitado a indicar o tratamento mais adequado para fazer desaparecer as dores de garganta ou a recomendar uma consulta médica nos casos mais persistentes e severos.

Estas dores não são uma doença, mas um sintoma. E muitas vezes apenas um sintoma dos maus tratos infligidos à garganta, pelo que é melhor poupá-la antes que doa.

É no Inverno que a garganta mais sofre, vítima de infecções causadas por vírus e bactérias. Mas no Verão também pode causar alguns incómodos. As temperaturas elevadas convidam a uma bebida refrescante que, muitas vezes, se bebe tão gelada que até parece que dói. E, mesmo sem dor, a verdade é que a garganta fica irritada com a descida dos líquidos assim frios.

E quando o sol escalda, no interior dos edifícios a tentação é descer ao máximo a temperatura, fazendo trabalhar os aparelhos de ar condicionado. Mais uma vez, a garganta é uma das vítimas, primeiro com o frio e depois com a passagem brusca para o calor exterior.

Verão é também tempo de concertos. Música para todos os gostos multiplica-se em palcos improvisados por todo o país, atraindo fãs de todas as idades. E o mais provável é que juntem a sua voz às que saem dos microfones, num coro gigantesco que esforça as gargantas.

No final da noite, não é admirar que em vez da suavidade habitual haja gargantas arranhadas e irritadas, a pedir descanso.

Há agressões que são de todo o ano. O tabaco é uma delas: o fumo inalado deixa a garganta mais susceptível. O mesmo efeito tem respirar em ambientes muito poluídos. E até hábitos aparentemente inofensivos como dormir com a boca aberta, por dificuldade em respirar pelo nariz: a garganta fica mais seca.

Uma boa fatia da responsabilidade pelas afecções da garganta cabe às infecções. Podem acontecer em qualquer época do ano, mas são mais comuns no Inverno. Vírus e bactérias atacam o sistema respiratório e uma das consequências é a garganta inflamada, com dores mais ou menos pronunciadas.

Os vírus são a causa das comuns constipações e gripes, mas também da mononucleose infecciosa, enquanto às bactérias são atribuíveis infecções como as faringites e amigdalites, bem como a difteria, doença grave mas que felizmente está a desaparecer.

 

Aliviar o incómodo é preciso

São variadas as consequências das agressões que a garganta sofre. Dificuldade em engolir é uma delas. Nem a saliva se suporta tal é a secura e irritabilidade, quanto mais alimentos, sejam eles sólidos ou líquidos. A afonia é outra: a voz escapa-se por um fio ou nem sequer se deixa ouvir. Comum é também a disfonia ou rouquidão, estando envolvidas as cordas vocais nestas situações. Numa e noutra circunstância quanto mais se insistir pior: a recuperação é mais lenta e até lá é provável que doa.

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