…pode fazer a diferença. É que uma viagem envolve sempre os seus riscos. Saiba como preveni-los. O risco é indissociável das viagens. Seja nas Caraíbas, nos Alpes ou no Saara, os perigos para a saúde existem, mas alguns têm a vantagem de ser previsíveis. Sempre que viajar para fora da Europa é aconselhável recorrer à consulta de saúde do viajante, em que será aconselhado sobre as medidas preventivas a adoptar antes, durante e após a viagem, incluindo medicação e/ou vacinação recomendada, cuidados alimentares e de higiene, informações sobre assistência médica, entre outras coisas.
Nesta consulta, para prestar o melhor aconselhamento, o médico deve ser informado sobre o destino das férias escolhido, a altura do ano, o tipo de alojamento, o tipo de programa de actividades, o histórico clínico e eventuais prescrições de fármacos. Com estes dados, o médico pode traçar o perfil do destino mas também o do turista, optimizando a segurança.
Em determinados grupos, como idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos, poderão haver sugestões adicionais, e em função do destino poderá haver necessidade de administração de vacinas e /ou toma de medicamentos específicos, nomeadamente de prevenção da malária ou da cólera.
Poderá ainda ficar a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.
Por vezes, vacinar é preciso
Saber quais são os riscos específicos de um destino é vital para umas férias seguras, tranquilas e com saúde. A vacinação contra a malária e febre-amarela é aconselhável antes de viajar para países tropicais, seja na América, Ásia ou África. Basta um mosquito, água contaminada ou alimentos crus mal lavados para causar mazelas.
• Malária – A mais temível das doenças dos trópicos, resultante de uma picada de mosquito; provoca inicialmente febre ligeira, dores de cabeça e musculares, suores e calafrios, e pode ser fatal. É endémica em muitos dos países procurados pelos europeus.
• Febre-amarela – Igualmente transmitida por mosquitos, apresenta como sintomas iniciais febre súbita e muito elevada, suores, dores de cabeça, falta de apetite, náuseas e vómitos.
• Cólera – A infecção intestinal resulta da água contaminada por micro-organismos e provoca vómitos e diarreia intensa com eventual desidratação.
[Continua na página seguinte]
• Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre, dor de cabeça, dor articular e dor de garganta, perda de apetite e queixas abdominais.
• Hepatite A – A ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes é a principal forma de transmissão do vírus. Sintomas de cansaço geral, dores de cabeça e abdominais, falta de apetite e pele amarelada são típicos da doença.
• Hepatite B – Neste tipo de hepatite, o contágio envolve o contacto com sangue infectado e relações sexuais desprotegidas. É, assim, uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite, dor abdominal, dor nas articulações, erupções na pele e escurecimento da urina.
Atenções à mesa…
Se a água e os alimentos contaminados são um dos maiores riscos para a transmissão das ditas doenças tropicais, há que atentar no que se bebe e come.
Água gelada, um sumo com gelo ou uma fruta fresca fazem parte do imaginário do Verão, especialmente se passado numa ilha paradisíaca à sombra de uma palmeira. Mas pode ser um prazer envenenado. É que a água não engarrafada e o gelo proveniente desta podem ser veículos de micro-organismos nocivos.
Há gestos que podem evitar males maiores:
• Manter os alimentos abaixo dos 10ºC (no frigorífico) e cozinhá-los a mais de 60ºC
• Evitar deixar os alimentos à temperatura ambiente
• Consumir os alimentos assim que estejam cozinhados
[Continua na página seguinte]
• Ferver o leite e bebê-lo, assim que a temperatura o permitir
• Ferver sempre a água ou consumi-la previamente engarrafada
• Sempre que necessitar de gelo, utilizar água engarrafada, fervida e jamais usar água directamente da torneira
• O chá e o café também devem ser feitos com água fervida ou engarrafada
• A fruta deve ser lavada com água tratada e comida, de preferência sem casca, tendo o cuidado de ser o próprio a descascá-la
• Atentar no tipo de peixe e marisco, pois podem conter toxinas
• Não comprar alimentos a vendedores ambulantes, pois as condições de higiene são muito precárias
• Aprumar a limpeza dos pratos e talheres, assegurando que não ficam quaisquer vestígios de refeições anteriores
Vou levar-te comigo
Mesmo com informação credível sobre a existência de farmácias no local de destino, nada se perde em levar de casa um “kit” de farmácia, com produtos básicos que permitem reagir prontamente e com segurança a uma pequena emergência.
Desde a propensão para o enjoo, passando pela diarreia, tão comum entre os viajantes de países exóticos, até às particularidades das crianças ou idosos, convém ser previdente. Por isso, em caso de fármacos tomados regulamente, devemo-nos abastecer em número suficiente de modo a assegurar o cumprimento da medicação durante toda a duração das férias, salvaguardando uma reserva para eventuais desvios ou deteriorações.
Se os medicamentos forem de prescrição médica obrigatória, devem ser acompanhados de uma receita com a denominação comum internacional (DCI), pois pode haver necessidade de adquiri-los no país de destino.
[Continua na página seguinte]
Além destes medicamentos de toma habitual, convém levar:
• Um anti-diarreico e um laxante
• Medicamentos para as náuseas e vómitos
• Um antipirético e um analgésico
• Cremes de protecção solar
• Um creme calmante contra as irritações e queimaduras solares
• Cremes de prevenção e tratamento das picadas de insectos
• Acessórios que têm a ver com a pequena sinistralidade (sobretudo se os miúdos também viajarem) – gaze, água oxigenada, álcool, tintura de iodo, pensos, ligaduras e uma tesoura
• Um termómetro
Os perigos também sobem às montanhas
Mas nem só de praia se vivem as férias. Até porque há pessoas que preferem altitude e temperaturas mais baixas. Mas os cuidados também existem. Como a pressão atmosférica baixa com a altitude, os doentes cardíacos e pulmonares podem ter dificuldades respiratórias, tonturas, dores de cabeça e vómitos. E, nos casos mais graves, pode ocorrer um edema pulmonar.
Por isso, é conveniente aumentar progressivamente a altitude, para que o organismo se adapteà alteração da pressão atmosférica, sem esquecer períodos de pausa para descansar.
Sexo sempre em segurança
As férias aquecem o corpo e animam o espírito, mas convém não correr riscos, As doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, hepatite B, sífilis, infecções por clamídia, gonorreia, herpes genital, entre outras, podem ser evitadas usando sempre, mas sempre preservativo nas relações sexuais.
Nesta consulta, para prestar o melhor aconselhamento, o médico deve ser informado sobre o destino das férias escolhido, a altura do ano, o tipo de alojamento, o tipo de programa de actividades, o histórico clínico e eventuais prescrições de fármacos. Com estes dados, o médico pode traçar o perfil do destino mas também o do turista, optimizando a segurança.
Em determinados grupos, como idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos, poderão haver sugestões adicionais, e em função do destino poderá haver necessidade de administração de vacinas e /ou toma de medicamentos específicos, nomeadamente de prevenção da malária ou da cólera.
Poderá ainda ficar a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.
Por vezes, vacinar é preciso
Saber quais são os riscos específicos de um destino é vital para umas férias seguras, tranquilas e com saúde. A vacinação contra a malária e febre-amarela é aconselhável antes de viajar para países tropicais, seja na América, Ásia ou África. Basta um mosquito, água contaminada ou alimentos crus mal lavados para causar mazelas.
• Malária – A mais temível das doenças dos trópicos, resultante de uma picada de mosquito; provoca inicialmente febre ligeira, dores de cabeça e musculares, suores e calafrios, e pode ser fatal. É endémica em muitos dos países procurados pelos europeus.
• Febre-amarela – Igualmente transmitida por mosquitos, apresenta como sintomas iniciais febre súbita e muito elevada, suores, dores de cabeça, falta de apetite, náuseas e vómitos.
• Cólera – A infecção intestinal resulta da água contaminada por micro-organismos e provoca vómitos e diarreia intensa com eventual desidratação.
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• Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre, dor de cabeça, dor articular e dor de garganta, perda de apetite e queixas abdominais.
• Hepatite A – A ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes é a principal forma de transmissão do vírus. Sintomas de cansaço geral, dores de cabeça e abdominais, falta de apetite e pele amarelada são típicos da doença.
• Hepatite B – Neste tipo de hepatite, o contágio envolve o contacto com sangue infectado e relações sexuais desprotegidas. É, assim, uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite, dor abdominal, dor nas articulações, erupções na pele e escurecimento da urina.
Atenções à mesa…
Se a água e os alimentos contaminados são um dos maiores riscos para a transmissão das ditas doenças tropicais, há que atentar no que se bebe e come.
Água gelada, um sumo com gelo ou uma fruta fresca fazem parte do imaginário do Verão, especialmente se passado numa ilha paradisíaca à sombra de uma palmeira. Mas pode ser um prazer envenenado. É que a água não engarrafada e o gelo proveniente desta podem ser veículos de micro-organismos nocivos.
Há gestos que podem evitar males maiores:
• Manter os alimentos abaixo dos 10ºC (no frigorífico) e cozinhá-los a mais de 60ºC
• Evitar deixar os alimentos à temperatura ambiente
• Consumir os alimentos assim que estejam cozinhados
[Continua na página seguinte]
• Ferver o leite e bebê-lo, assim que a temperatura o permitir
• Ferver sempre a água ou consumi-la previamente engarrafada
• Sempre que necessitar de gelo, utilizar água engarrafada, fervida e jamais usar água directamente da torneira
• O chá e o café também devem ser feitos com água fervida ou engarrafada
• A fruta deve ser lavada com água tratada e comida, de preferência sem casca, tendo o cuidado de ser o próprio a descascá-la
• Atentar no tipo de peixe e marisco, pois podem conter toxinas
• Não comprar alimentos a vendedores ambulantes, pois as condições de higiene são muito precárias
• Aprumar a limpeza dos pratos e talheres, assegurando que não ficam quaisquer vestígios de refeições anteriores
Vou levar-te comigo
Mesmo com informação credível sobre a existência de farmácias no local de destino, nada se perde em levar de casa um “kit” de farmácia, com produtos básicos que permitem reagir prontamente e com segurança a uma pequena emergência.
Desde a propensão para o enjoo, passando pela diarreia, tão comum entre os viajantes de países exóticos, até às particularidades das crianças ou idosos, convém ser previdente. Por isso, em caso de fármacos tomados regulamente, devemo-nos abastecer em número suficiente de modo a assegurar o cumprimento da medicação durante toda a duração das férias, salvaguardando uma reserva para eventuais desvios ou deteriorações.
Se os medicamentos forem de prescrição médica obrigatória, devem ser acompanhados de uma receita com a denominação comum internacional (DCI), pois pode haver necessidade de adquiri-los no país de destino.
[Continua na página seguinte]
Além destes medicamentos de toma habitual, convém levar:
• Um anti-diarreico e um laxante
• Medicamentos para as náuseas e vómitos
• Um antipirético e um analgésico
• Cremes de protecção solar
• Um creme calmante contra as irritações e queimaduras solares
• Cremes de prevenção e tratamento das picadas de insectos
• Acessórios que têm a ver com a pequena sinistralidade (sobretudo se os miúdos também viajarem) – gaze, água oxigenada, álcool, tintura de iodo, pensos, ligaduras e uma tesoura
• Um termómetro
Os perigos também sobem às montanhas
Mas nem só de praia se vivem as férias. Até porque há pessoas que preferem altitude e temperaturas mais baixas. Mas os cuidados também existem. Como a pressão atmosférica baixa com a altitude, os doentes cardíacos e pulmonares podem ter dificuldades respiratórias, tonturas, dores de cabeça e vómitos. E, nos casos mais graves, pode ocorrer um edema pulmonar.
Por isso, é conveniente aumentar progressivamente a altitude, para que o organismo se adapteà alteração da pressão atmosférica, sem esquecer períodos de pausa para descansar.
Sexo sempre em segurança
As férias aquecem o corpo e animam o espírito, mas convém não correr riscos, As doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, hepatite B, sífilis, infecções por clamídia, gonorreia, herpes genital, entre outras, podem ser evitadas usando sempre, mas sempre preservativo nas relações sexuais.