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Dores de garganta: Em busca da suavidade perdida

Recuperar a suavidade é o que deseja quem se vê a braços com dores de garganta: dificuldade em engolir é apenas um dos muitos incómodos causados pela secura e irritabilidade.

As dores de garganta são um sintoma, não uma doença, podendo esconder causas tão distintas nas consequências como o hábito de respirar pela boca ou uma infecção. São muitos os factores que contribuem para a secura e irritação da garganta, ao ponto de até o descer da saliva se tornar doloroso. Engolir, mesmo que seja um líquido, é igualmente difícil.

Quem dorme de boca aberta não o faz intencionalmente: provavelmente tem qualquer problema que perturba a respiração pelo nariz, mas o mais certo é acordar com a garganta seca e irritada.

O mesmo acontece quando se frequentam espaços onde o ar circula artificialmente, seja por via dos aparelhos de ar condicionado no Verão, seja por via do aquecimento no Inverno. É mais agradável quando no exterior faz muito calor ou muito frio, mas a garganta acaba por queixar-se.

Tal como se queixa, mais cedo ou mais tarde, do fumo do tabaco, sobretudo quando inalado pelo próprio fumador. Também as alergias deixam a garganta vulnerável, mas a maior responsabilidade é das infecções. São os seus agentes – vírus e bactérias – que mais atacam as vias respiratórias que passam pela garganta.

Aliás, as dores de garganta são um sintoma partilhado pelas constipações e gripes, típicas da actual estação do ano. Na gripe são, já se sabe, mais prováveis e mais intensas, mas na constipação também podem estar presentes. A não menosprezar são as dores de garganta próprias de outra infecção vital – a mononucleose, mais conhecida como “doença do beijo”. Além das dores, são de esperar sintomas como inflamação dos nódulos linfáticos, das amígdalas e do fígado, erupção cutânea e perda de apetite.

Em matéria de dores de origem infecciosa, a culpa, porém, não é só dos vírus – as bactérias também não poupam a garganta, sobretudo as que causam faringites e amigdalites.

 

Contra as dores, tratar e prevenir

As dores de garganta podem ser muito incómodas. Basta pensar como é difícil engolir, da aliva aos alimentos… Assim sendo, há que buscar alívio, de modo a vencê-las no mais curto espaço de tempo. E a suavidade recupera-se antes de mais recorrendo a algumas medidas “caseiras”, como aumentar a ingestão de líquidos (apesar do desconforto) para hidratar as paredes da garganta e combater a secura.

Gargarejar com uma solução de água morna salgada também ajuda: uma colher de chá de sal por cada copo de água é a receita que produz alívio, embora possa não ser muito agradável ao paladar.

[Continua na página seguinte]

Contra a secura e irritação da garganta, o mel e o limão são bons aliados: misturados em chá ou água, contribuem para deixar o muco mais fluido e aliviar a irritação. Nos intervalos, um rebuçado de pasta dura (não caramelos) ou um chupa-chupa ajudam a suavizar, pois estimulam a produção de saliva. É claro que convém não abusar, preferindo-os sem açúcar.

São cuidados simples e fáceis de pôr em prática. Mas nem sempre são suficientes para fazer desaparecer as dores de garganta. Quando o incómodo é demasiado, pode ser necessário recorrer a medicamentos.
Mas não antibióticos – estes destinam-se ao combate a infecções bacterianas, mas as dores de garganta têm, na maioria das vezes, origem em vírus, pelo que aqueles fármacos são inúteis. Há, pois, que resistir à tentação de pedir um antibiótico, por maior que seja a vontade de obter alívio rápido. Além de que só se vendem com receita médica.

Há situações em que as dores de garganta persistem, podendo indiciar um problema de saúde mais grave: assim, há que ir ao médico se as dores forem muito intensas, prolongadas ou recorrentes, se for muito difícil engolir e respirar, se houver febre elevada, se a saliva contiver sangue ou pus, se o pescoço ficar rígido e se surgirem sintomas de desidratação (sede muito intensa, urina escassa e escura, prostração, entre outros).

Não é, felizmente, o que acontece na maioria dos casos. Ainda assim, é sempre melhor prevenir. O que passa pelos mesmos gestos envolvidos na prevenção do contágio de doenças respiratórias de origem viral como as constipações e gripes.

Daí que o primeiro dos cuidados seja a lavagem das mãos – antes de manusear alimentos e de comer, depois de ir à casa-de-banho e de mudar a fralda dos bebés, depois de se assoar e de tocar em animais ou fazer jardinagem.

O ideal seria lavá-las também no regresso a casa após a permanência em espaços públicos, sobretudo fechados e com elevada concentração de pessoas – é que são ambientes favoráveis à circulação de vírus.

Estes não são os únicos cuidados a ter: deve tossir-se para um lenço descartável, evitar tocar com a boca em telefones públicos, bebedouros ou fontes, não partilhar objectos do dia-a–dia que estejam em contacto com as mãos e a boca como talheres, copos, guardanapos, toalhas.

E porque o tabaco agride a garganta, pode ser conveniente reduzir ou até eliminar este hábito, se as dores forem frequentes. A poluição também é um agente agressor, em particular para as pessoas alérgicas, pelo que é preciso ter atenção nos dias de maior concentração de poluentes e zonas com tráfego automóvel intenso.

É certo que as dores de garganta podem acontecer em qualquer altura do ano, mas, como andam associadas a vírus, são mais prováveis agora que estamos no Inverno. Por isso, antes que doa, proteja-se.

As dores de garganta são um sintoma, não uma doença, podendo esconder causas tão distintas nas consequências como o hábito de respirar pela boca ou uma infecção. São muitos os factores que contribuem para a secura e irritação da garganta, ao ponto de até o descer da saliva se tornar doloroso. Engolir, mesmo que seja um líquido, é igualmente difícil.

Quem dorme de boca aberta não o faz intencionalmente: provavelmente tem qualquer problema que perturba a respiração pelo nariz, mas o mais certo é acordar com a garganta seca e irritada.

O mesmo acontece quando se frequentam espaços onde o ar circula artificialmente, seja por via dos aparelhos de ar condicionado no Verão, seja por via do aquecimento no Inverno. É mais agradável quando no exterior faz muito calor ou muito frio, mas a garganta acaba por queixar-se.

Tal como se queixa, mais cedo ou mais tarde, do fumo do tabaco, sobretudo quando inalado pelo próprio fumador. Também as alergias deixam a garganta vulnerável, mas a maior responsabilidade é das infecções. São os seus agentes – vírus e bactérias – que mais atacam as vias respiratórias que passam pela garganta.

Aliás, as dores de garganta são um sintoma partilhado pelas constipações e gripes, típicas da actual estação do ano. Na gripe são, já se sabe, mais prováveis e mais intensas, mas na constipação também podem estar presentes. A não menosprezar são as dores de garganta próprias de outra infecção vital – a mononucleose, mais conhecida como “doença do beijo”. Além das dores, são de esperar sintomas como inflamação dos nódulos linfáticos, das amígdalas e do fígado, erupção cutânea e perda de apetite.

Em matéria de dores de origem infecciosa, a culpa, porém, não é só dos vírus – as bactérias também não poupam a garganta, sobretudo as que causam faringites e amigdalites.

 

Contra as dores, tratar e prevenir

As dores de garganta podem ser muito incómodas. Basta pensar como é difícil engolir, da aliva aos alimentos… Assim sendo, há que buscar alívio, de modo a vencê-las no mais curto espaço de tempo. E a suavidade recupera-se antes de mais recorrendo a algumas medidas “caseiras”, como aumentar a ingestão de líquidos (apesar do desconforto) para hidratar as paredes da garganta e combater a secura.

Gargarejar com uma solução de água morna salgada também ajuda: uma colher de chá de sal por cada copo de água é a receita que produz alívio, embora possa não ser muito agradável ao paladar.

[Continua na página seguinte]

Contra a secura e irritação da garganta, o mel e o limão são bons aliados: misturados em chá ou água, contribuem para deixar o muco mais fluido e aliviar a irritação. Nos intervalos, um rebuçado de pasta dura (não caramelos) ou um chupa-chupa ajudam a suavizar, pois estimulam a produção de saliva. É claro que convém não abusar, preferindo-os sem açúcar.

São cuidados simples e fáceis de pôr em prática. Mas nem sempre são suficientes para fazer desaparecer as dores de garganta. Quando o incómodo é demasiado, pode ser necessário recorrer a medicamentos.

Mas não antibióticos – estes destinam-se ao combate a infecções bacterianas, mas as dores de garganta têm, na maioria das vezes, origem em vírus, pelo que aqueles fármacos são inúteis. Há, pois, que resistir à tentação de pedir um antibiótico, por maior que seja a vontade de obter alívio rápido. Além de que só se vendem com receita médica.

Há situações em que as dores de garganta persistem, podendo indiciar um problema de saúde mais grave: assim, há que ir ao médico se as dores forem muito intensas, prolongadas ou recorrentes, se for muito difícil engolir e respirar, se houver febre elevada, se a saliva contiver sangue ou pus, se o pescoço ficar rígido e se surgirem sintomas de desidratação (sede muito intensa, urina escassa e escura, prostração, entre outros).

Não é, felizmente, o que acontece na maioria dos casos. Ainda assim, é sempre melhor prevenir. O que passa pelos mesmos gestos envolvidos na prevenção do contágio de doenças respiratórias de origem viral como as constipações e gripes.

Daí que o primeiro dos cuidados seja a lavagem das mãos – antes de manusear alimentos e de comer, depois de ir à casa-de-banho e de mudar a fralda dos bebés, depois de se assoar e de tocar em animais ou fazer jardinagem.

O ideal seria lavá-las também no regresso a casa após a permanência em espaços públicos, sobretudo fechados e com elevada concentração de pessoas – é que são ambientes favoráveis à circulação de vírus.

Estes não são os únicos cuidados a ter: deve tossir-se para um lenço descartável, evitar tocar com a boca em telefones públicos, bebedouros ou fontes, não partilhar objectos do dia-a–dia que estejam em contacto com as mãos e a boca como talheres, copos, guardanapos, toalhas.

E porque o tabaco agride a garganta, pode ser conveniente reduzir ou até eliminar este hábito, se as dores forem frequentes. A poluição também é um agente agressor, em particular para as pessoas alérgicas, pelo que é preciso ter atenção nos dias de maior concentração de poluentes e zonas com tráfego automóvel intenso.

É certo que as dores de garganta podem acontecer em qualquer altura do ano, mas, como andam associadas a vírus, são mais prováveis agora que estamos no Inverno. Por isso, antes que doa, proteja-se.

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