Esta é uma queixa comum, a homens e mulheres, pequenos e graúdos. Mas a verdade é que dores de cabeça há muitas…
Quem é que já não teve uma dor de cabeça? Poucas pessoas, certamente. É que as dores de cabeça são uma queixa muito frequente, até porque se apresenta com diversas faces a que, no entanto, damos o mesmo nome.
A verdade é que as dores de cabeça não são todas iguais. Há-as localizadas e as que envolvem toda a cabeça, umas são constantes e outras agudas, algumas vão e vêm e outras eternizam-se, há aquelas que duram apenas uns minutos e as que não dão tréguas. E ainda há dores que se manifestam sozinhas e outras que surgem acompanhadas de sintomas como as náuseas.
Em comum possuem o mecanismo fisiológico que as desencadeia: perante determinados factores, nervos específicos dos vasos sanguíneos e dos músculos do pescoço e da cabeça enviam ao cérebro sinais que o fazem activar o centro neurológico da dor. E surgem as cefaleias – a designação mais correcta para as diversas situações a que vulgarmente se chama dor de cabeça.
O stress tem culpa, as hormonas também
As dores de cabeça classificam-se em primárias ou secundárias. As secundárias são sintomas de doenças do sistema nervoso ou de outros órgãos do corpo humano e incluem, por exemplo, aquelas que andam associadas à sinusite ou às alterações hormonais femininas próprias da menstruação, da gravidez ou da menopausa.
Quanto às primárias são uma doença, não traduzindo ou expressando outros problemas de saúde e de que são exemplo os de tensão, as enxaquecas e as cefaleias em salvas. As mais comuns são as cefaleias de tensão: constantes, afectam geralmente ambos os lados da cabeça, como se estivesse a ser exercida uma pressão forte. É como se a pessoa usasse um chapéu demasiado apertado.
Os mecanismos exactos da cefaleia tipo tensão não são conhecidos. Estas dores tendem a manifestar-se de uma forma progressiva ao longo do dia e podem agravar-se em ambientes ruidosos e abafados. Mas na cefaleia tipo tensão crónica os sintomas podem ser contínuos. Envolvem, quase sempre, dores musculares, sobretudo na região pericraniana e do pescoço. Estas cefaleias podem, no entanto, existir com e sem perturbação dos músculos pericranianos – com ou sem hipersensibilidade pericraniana. O stress é outro dos factores desencadeantes de uma situação que afecta sobretudo as mulheres.
Também as enxaquecas são mais frequentes no sexo feminino a partir da adolescência, embora sejam menos comuns do que as cefaleias de tensão. Trata-se de uma dor intensa e latejante, que se concentra num dos lados da cabeça e é acompanhada, geralmente, de uma sensibilidade acrescida à luz e ao barulho. Daí que as pessoas que sofrem de enxaquecas procurem um espaço em silêncio e na penumbra em busca de alívio.
São dores que podem durar algumas horas ou arrastar-se por dias e são, com frequência, recorrentes. Muitos doentes apresentam sintomas paralelos como náuseas e alterações na visão. Antes da dor propriamente dita, a enxaqueca pode ser anunciada por uma “aura”, um conjunto de sintomas visuais que incluem visão embaciada ou com manchas, por exemplo.
Existem, pois, enxaquecas com e sem aura.
Mais raras mas igualmente intensas são as cefaleias em salvas. Ao contrário das demais, manifestam-se sobretudo nos homens: a dor declara-se subitamente e localiza-se, em regra, atrás ou em redor de um dos olhos, associada a outros sintomas como lacrimejo, congestão nasal ou rinorreia (pingo no nariz). Cada episódio pode durar de 15 minutos a três horas e surgir até oito vezes por dia.
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Tratar é eficaz, prevenir é melhor
A esmagadora maioria das dores de cabeça está relacionada com situações de tensão, sendo felizmente poucas as cefaleias com uma causa subjacente grave. Há, todavia, situações que impõem uma consulta médica imediata e às quais importa estar atento – assim acontece quando, além da dor de cabeça, se manifesta pelo menos um dos seguintes sintomas: febre elevada, rigidez do pescoço, perda de visão, tonturas, convulsões, astenia muscular. Ou se a cefaleia se arrastar por vários dias, se resistir aos medicamentos ou piorar acentuadamente com o tempo.
Excepções à parte, as cefaleias configuram um quadro clínico ligeiro, passível até de ser ultrapassado sem necessidade de tratamento farmacológico. Mudanças no estilo de vida e uma melhor gestão do stress podem ser suficientes para as espaçar ou até eliminar.
Em qualquer dos casos, e porque dores de cabeça há muitas, é conveniente manter um registo diário de cada episódio: nele deve ser anotada a localização da dor, intensidade, duração, altura do dia em que surge e eventuais sintomas associados. Estes dados revelar-se-ão preciosos na altura de fazer o diagnóstico e indicar uma terapêutica.
Na primeira linha dos medicamentos utilizados no tratamento das cefaleias estão os analgésicos – afinal, são medicamentos direccionados precisamente para o alívio da dor. E são o recurso mais comum quando se trata de uma dor ligeira a moderada, quer na cefaleia de tensão, quer na enxaqueca.
Já para a dor severa, na enxaqueca, pode ser necessário recorrer a medicamentos mais específicos, como ergotamina e os triptanos. Na prevenção usam-se entre outros os beta-bloqueantes e antidepressivos.
Na cefaleia em salvas o tratamento da crise é com oxigenoterapia e triptanos. Na sua prevenção a ergotamina e o verapamil são fármacos de primeira escolha.
Em regra, os analgésicos proporcionam um alívio rápido da dor de cabeça, o que pode induzir um consumo excessivo.
Contudo, tomar estes medicamentos muitas vezes e durante muito tempo pode ser contraproducente: pode dar origem às chamadas cefaleias de exacerbação, caso em que a dor surge assim que o efeito do último comprimido começa a desaparecer, obrigando a uma nova toma.
Importa, pois, usar de moderação no que toca aos analgésicos, devendo ser usados nas crises e fazendo tratamentos preventivo adequado. Há cefaleias em que introduzindo algumas alterações no estilo de vida se contribui para a sua prevenção. Como?
Fazendo uma alimentação equilibrada e evitando saltar refeições, sobretudo o pequeno-almoço, praticando exercício com regularidade, dormindo o suficiente e evitando o excesso de cafeína e de álcool. Evitar ambientes de risco, com muito barulho por exemplo, e controlar o stress aprendendo a relaxar nos momentos de maior tensão também ajuda a reduzir a intensidade, a duração e frequência das cefaleias. Vale a pena, atendendo ao incómodo que causam.
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Queixas de palmo e meio
As dores de cabeça não são um exclusivo dos adultos. As crianças também se queixam, sobretudo as que estão em idade escolar. E nelas, tal como nos mais crescidos, são dores que se apresentam de múltiplas formas.
Na origem das dores infantis estão, com frequência, acidentes: uma queda, por exemplo, é o suficiente para causar trauma, devendo os pais estar atentos à duração da dor e à presença de outros sintomas como vómitos – neste caso, importa ir ao médico.
Há ainda que contar com doenças como a gripe, otite e sinusite em que a dor de cabeça é um sintoma. Também mudanças de temperatura, luzes, ruídos e odores muito intensos podem ter a mesma consequência.
Outro factor de peso é a alimentação: a cafeína, existente em refrigerantes e chocolates, também pode fazer doer a cabeça, o mesmo acontecendo com aditivos presentes em alimentos de que os miúdos gostam, como as salsichas.
Não menos importantes são os factores emocionais: problemas na escola, a pressão dos pares, as expectativas dos pais podem fazer disparar a ansiedade, que acaba por se traduzir em dores de cabeça.
Até porque as crianças nem sempre conseguem falar do que as perturba. É igualmente possível que a tendência para estas dores passe de pais para filhos: é a influência dos genes. No que toca às crianças, podem ser considerados de forma simples dois tipos principais de dores de cabeça: as de tensão e as enxaquecas. As do primeiro tipo são muito comuns e costumam andar associadas a perturbações emocionais, manifestando-se através de uma pressão constante nos músculos da cabeça e do pescoço. Quanto às enxaquecas, calcula-se que afectem entre cinco a dez por cento das crianças em idade escolar, aumentando nas raparigas quando atingem a puberdade. Além da dor propriamente dita, causam náuseas e vómitos e uma extrema sensibilidade à luz e ao som, podendo durar apenas 30 minutos ou prolongar-se por várias horas ou até dias.
Se estas dores persistirem ou se reaparecerem com regularidade, o melhor é consultar um médico que fará o despiste de eventuais doenças, embora na maior parte das vezes as dores de cabeça infantis não escondam uma condição clínica mais severa.
Ainda assim importa estar atento a sintomas como diminuição do estado de alerta, tonturas, alterações na visão, fraqueza, dificuldade em andar ou estar de pé, rigidez muscular ou febre. E se as dores surgirem logo ao acordar ou se forem elas a acordar a criança importa também procurar ajuda médica.
Cuidados com analgésicos
Quando uma criança se queixa de dores de cabeça o primeiro passo é proporcionar-lhe alívio. O descanso é fundamental, devendo criar-se um ambiente tranquilo e na penumbra, aplicando-se sobre a testa compressas húmidas. Se estes cuidados não forem suficientes, pode ser necessário recorrer aos medicamentos: é essa a função dos analgésicos.
Todavia, nem todos são indicados para as crianças, pelo que o aconselhamento farmacêutico é fundamental para fazer a escolha correcta. A aspirina, por exemplo, é desaconselhada a crianças, excepto sob expressa prescrição médica.
O descanso é essencial para aliviar as dores mas também para as prevenir. A criança deve dormir o suficiente, tendo em conta a idade e o esforço que despende. Ao mesmo tempo, é importante que a criança tenha uma alimentação saudável, sem saltar refeições e com uma ingestão abundante de água.
Controlar a ansiedade também ajuda a prevenir as dores de cabeça. Este é um cuidado que cabe aos pais, os quais devem estar atentos a alterações no comportamento ou no humor da criança. Devem ainda procurar manter sempre uma via de diálogo aberta para que a criança sinta que pode desabafar e contar com eles.
Quem é que já não teve uma dor de cabeça? Poucas pessoas, certamente. É que as dores de cabeça são uma queixa muito frequente, até porque se apresenta com diversas faces a que, no entanto, damos o mesmo nome.
A verdade é que as dores de cabeça não são todas iguais. Há-as localizadas e as que envolvem toda a cabeça, umas são constantes e outras agudas, algumas vão e vêm e outras eternizam-se, há aquelas que duram apenas uns minutos e as que não dão tréguas. E ainda há dores que se manifestam sozinhas e outras que surgem acompanhadas de sintomas como as náuseas.
Em comum possuem o mecanismo fisiológico que as desencadeia: perante determinados factores, nervos específicos dos vasos sanguíneos e dos músculos do pescoço e da cabeça enviam ao cérebro sinais que o fazem activar o centro neurológico da dor. E surgem as cefaleias – a designação mais correcta para as diversas situações a que vulgarmente se chama dor de cabeça.
O stress tem culpa, as hormonas também
As dores de cabeça classificam-se em primárias ou secundárias. As secundárias são sintomas de doenças do sistema nervoso ou de outros órgãos do corpo humano e incluem, por exemplo, aquelas que andam associadas à sinusite ou às alterações hormonais femininas próprias da menstruação, da gravidez ou da menopausa.
Quanto às primárias são uma doença, não traduzindo ou expressando outros problemas de saúde e de que são exemplo os de tensão, as enxaquecas e as cefaleias em salvas. As mais comuns são as cefaleias de tensão: constantes, afectam geralmente ambos os lados da cabeça, como se estivesse a ser exercida uma pressão forte. É como se a pessoa usasse um chapéu demasiado apertado.
Os mecanismos exactos da cefaleia tipo tensão não são conhecidos. Estas dores tendem a manifestar-se de uma forma progressiva ao longo do dia e podem agravar-se em ambientes ruidosos e abafados. Mas na cefaleia tipo tensão crónica os sintomas podem ser contínuos. Envolvem, quase sempre, dores musculares, sobretudo na região pericraniana e do pescoço. Estas cefaleias podem, no entanto, existir com e sem perturbação dos músculos pericranianos – com ou sem hipersensibilidade pericraniana. O stress é outro dos factores desencadeantes de uma situação que afecta sobretudo as mulheres.
Também as enxaquecas são mais frequentes no sexo feminino a partir da adolescência, embora sejam menos comuns do que as cefaleias de tensão. Trata-se de uma dor intensa e latejante, que se concentra num dos lados da cabeça e é acompanhada, geralmente, de uma sensibilidade acrescida à luz e ao barulho. Daí que as pessoas que sofrem de enxaquecas procurem um espaço em silêncio e na penumbra em busca de alívio.
São dores que podem durar algumas horas ou arrastar-se por dias e são, com frequência, recorrentes. Muitos doentes apresentam sintomas paralelos como náuseas e alterações na visão. Antes da dor propriamente dita, a enxaqueca pode ser anunciada por uma “aura“, um conjunto de sintomas visuais que incluem visão embaciada ou com manchas, por exemplo.
Existem, pois, enxaquecas com e sem aura.
Mais raras mas igualmente intensas são as cefaleias em salvas. Ao contrário das demais, manifestam-se sobretudo nos homens: a dor declara-se subitamente e localiza-se, em regra, atrás ou em redor de um dos olhos, associada a outros sintomas como lacrimejo, congestão nasal ou rinorreia (pingo no nariz). Cada episódio pode durar de 15 minutos a três horas e surgir até oito vezes por dia.
[Continua na página seguinte]
Tratar é eficaz, prevenir é melhor
A esmagadora maioria das dores de cabeça está relacionada com situações de tensão, sendo felizmente poucas as cefaleias com uma causa subjacente grave. Há, todavia, situações que impõem uma consulta médica imediata e às quais importa estar atento – assim acontece quando, além da dor de cabeça, se manifesta pelo menos um dos seguintes sintomas: febre elevada, rigidez do pescoço, perda de visão, tonturas, convulsões, astenia muscular. Ou se a cefaleia se arrastar por vários dias, se resistir aos medicamentos ou piorar acentuadamente com o tempo.
Excepções à parte, as cefaleias configuram um quadro clínico ligeiro, passível até de ser ultrapassado sem necessidade de tratamento farmacológico. Mudanças no estilo de vida e uma melhor gestão do stress podem ser suficientes para as espaçar ou até eliminar.
Em qualquer dos casos, e porque dores de cabeça há muitas, é conveniente manter um registo diário de cada episódio: nele deve ser anotada a localização da dor, intensidade, duração, altura do dia em que surge e eventuais sintomas associados. Estes dados revelar-se-ão preciosos na altura de fazer o diagnóstico e indicar uma terapêutica.
Na primeira linha dos medicamentos utilizados no tratamento das cefaleias estão os analgésicos – afinal, são medicamentos direccionados precisamente para o alívio da dor. E são o recurso mais comum quando se trata de uma dor ligeira a moderada, quer na cefaleia de tensão, quer na enxaqueca.
Já para a dor severa, na enxaqueca, pode ser necessário recorrer a medicamentos mais específicos, como ergotamina e os triptanos. Na prevenção usam-se entre outros os beta-bloqueantes e antidepressivos.
Na cefaleia em salvas o tratamento da crise é com oxigenoterapia e triptanos. Na sua prevenção a ergotamina e o verapamil são fármacos de primeira escolha.
Em regra, os analgésicos proporcionam um alívio rápido da dor de cabeça, o que pode induzir um consumo excessivo.
Contudo, tomar estes medicamentos muitas vezes e durante muito tempo pode ser contraproducente: pode dar origem às chamadas cefaleias de exacerbação, caso em que a dor surge assim que o efeito do último comprimido começa a desaparecer, obrigando a uma nova toma.
Importa, pois, usar de moderação no que toca aos analgésicos, devendo ser usados nas crises e fazendo tratamentos preventivo adequado. Há cefaleias em que introduzindo algumas alterações no estilo de vida se contribui para a sua prevenção. Como?
Fazendo uma alimentação equilibrada e evitando saltar refeições, sobretudo o pequeno-almoço, praticando exercício com regularidade, dormindo o suficiente e evitando o excesso de cafeína e de álcool. Evitar ambientes de risco, com muito barulho por exemplo, e controlar o stress aprendendo a relaxar nos momentos de maior tensão também ajuda a reduzir a intensidade, a duração e frequência das cefaleias. Vale a pena, atendendo ao incómodo que causam.
[Continua na página seguinte]
Queixas de palmo e meio
As dores de cabeça não são um exclusivo dos adultos. As crianças também se queixam, sobretudo as que estão em idade escolar. E nelas, tal como nos mais crescidos, são dores que se apresentam de múltiplas formas.
Na origem das dores infantis estão, com frequência, acidentes: uma queda, por exemplo, é o suficiente para causar trauma, devendo os pais estar atentos à duração da dor e à presença de outros sintomas como vómitos – neste caso, importa ir ao médico.
Há ainda que contar com doenças como a gripe, otite e sinusite em que a dor de cabeça é um sintoma. Também mudanças de temperatura, luzes, ruídos e odores muito intensos podem ter a mesma consequência.
Outro factor de peso é a alimentação: a cafeína, existente em refrigerantes e chocolates, também pode fazer doer a cabeça, o mesmo acontecendo com aditivos presentes em alimentos de que os miúdos gostam, como as salsichas.
Não menos importantes são os factores emocionais: problemas na escola, a pressão dos pares, as expectativas dos pais podem fazer disparar a ansiedade, que acaba por se traduzir em dores de cabeça.
Até porque as crianças nem sempre conseguem falar do que as perturba. É igualmente possível que a tendência para estas dores passe de pais para filhos: é a influência dos genes. No que toca às crianças, podem ser considerados de forma simples dois tipos principais de dores de cabeça: as de tensão e as enxaquecas. As do primeiro tipo são muito comuns e costumam andar associadas a perturbações emocionais, manifestando-se através de uma pressão constante nos músculos da cabeça e do pescoço. Quanto às enxaquecas, calcula-se que afectem entre cinco a dez por cento das crianças em idade escolar, aumentando nas raparigas quando atingem a puberdade. Além da dor propriamente dita, causam náuseas e vómitos e uma extrema sensibilidade à luz e ao som, podendo durar apenas 30 minutos ou prolongar-se por várias horas ou até dias.
Se estas dores persistirem ou se reaparecerem com regularidade, o melhor é consultar um médico que fará o despiste de eventuais doenças, embora na maior parte das vezes as dores de cabeça infantis não escondam uma condição clínica mais severa.
Ainda assim importa estar atento a sintomas como diminuição do estado de alerta, tonturas, alterações na visão, fraqueza, dificuldade em andar ou estar de pé, rigidez muscular ou febre. E se as dores surgirem logo ao acordar ou se forem elas a acordar a criança importa também procurar ajuda médica.
Cuidados com analgésicos
Quando uma criança se queixa de dores de cabeça o primeiro passo é proporcionar-lhe alívio. O descanso é fundamental, devendo criar-se um ambiente tranquilo e na penumbra, aplicando-se sobre a testa compressas húmidas. Se estes cuidados não forem suficientes, pode ser necessário recorrer aos medicamentos: é essa a função dos analgésicos.
Todavia, nem todos são indicados para as crianças, pelo que o aconselhamento farmacêutico é fundamental para fazer a escolha correcta. A aspirina, por exemplo, é desaconselhada a crianças, excepto sob expressa prescrição médica.
O descanso é essencial para aliviar as dores mas também para as prevenir. A criança deve dormir o suficiente, tendo em conta a idade e o esforço que despende. Ao mesmo tempo, é importante que a criança tenha uma alimentação saudável, sem saltar refeições e com uma ingestão abundante de água.
Controlar a ansiedade também ajuda a prevenir as dores de cabeça. Este é um cuidado que cabe aos pais, os quais devem estar atentos a alterações no comportamento ou no humor da criança. Devem ainda procurar manter sempre uma via de diálogo aberta para que a criança sinta que pode desabafar e contar com eles.