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Cabelos: Com queda para a… queda

Perder cabelo é normal, mas só até certo ponto: é preciso estar atento aos fios que se soltam porque, quando são demais, podem significar que há o risco de alopécia.

Perder cabelo é natural. Já se sabe que todos os dias nos caem entre 50 a 100 fios, tantos quantos os que chegam ao fim do seu ciclo de vida. É assim que o cabelo se renova, pelo que não há motivo para preocupação.

Aliás, mal damos pelos que ficam pelo caminho, divididos entre os que se desprendem no banho e os que ficam presos na escova. Há alturas, porém, em que nos apercebemos de que caem mais cabelos do que o habitual.

E quando isso acontece de uma forma continuada, o mais provável é que haja um desequilíbrio no couro cabeludo, com mais fios em queda do que em crescimento. Significa isto que a renovação capilar pode estar ameaçada, ou seja, o cabelo pode começar a rarear nalgumas zonas – é assim a alopécia, mais conhecida por calvície.

Fala-se em alopécia quando o cabelo escasseia ou falta numa determinada região do couro cabeludo ou em todo ele. E são muitas as razões que a explicam.

Desde logo, a hereditariedade: os antecedentes familiares podem determinar a idade em que a queda do cabelo se torna mais acentuada, bem como o padrão que desenha na cabeça.

A alopécia masculina tem quase sempre esta origem: passa de pais para filhos, ocorrendo mais ou menos na mesma altura da vida. E, quando olhada de cima, a cabeça acaba por evidenciar zonas muito semelhantes em que há pouco ou nenhum cabelo.

Mas os androgéneos (hormonas masculinas, nomeadamente a dihidrotestosterona) tendem a atrofiar os folículos pilosos. Esta alopécia androgénica representa mais de 95% dos casos.

Já nas mulheres a explicação é outra: são as hormonas que mais influenciam a queda de cabelo, que, com frequência, coincide com a menopausa, devido ao declínio dos estrogéneos.

Estes protegem os folículos da acção dos androgéneos. Alguns contraceptivos (pílula ou outros métodos hormonais) podem causar queda de cabelo em mulheres predispostas, principalmente relacionada com o teor de androgéneos desse método. Quanto maior for o teor maior o risco.

Homens e mulheres partilham outros factores de risco, entre eles doenças como o lúpus e a diabetes e medicamentos como os utilizados em tratamentos psiquiátricos, nomeadamente os antidepressivos, ou oncológicos.

Aliás, é bem conhecida a queda de cabelo como consequência da quimioterapia, na luta contra o cancro – neste caso, a alopécia é temporária.

Na mesma balança de causas pesa igualmente o stress, devido à acção dos radicais livres, moléculas instáveis que prejudicam as células saudáveis (e que são, por exemplo, um dos responsáveis pelo envelhecimento prematuro da pele).

E há ainda que contar com a queda de cabelo provocada pelo comportamento: é o que acontece a quem sofre de tricotilomania, uma desordem em que o doente puxa o seu próprio cabelo com tal persistência e força que o arranca, podendo destruir os folículos capilares e abrir uma clareira numa qualquer zona do couro cabeludo.

A responsabilidade pela fragilidade do cabelo pode ser também atribuída ao ambiente, nomeadamente à exposição excessiva ao calor, aos componentes químicos dos produtos usados na higiene capilar, ao atrito causado pelo uso intensivo de adornos e por penteados demasiado elaborados.

Finalmente, há que contar com o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo (ver caixa “Alimentar o cabelo”, na página seguinte).

[Continua na página seguinte]

Diferentes na alopécia…

A alopécia não se manifesta de igual forma em todas as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: já se escreveu acima que o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.

O padrão masculino é o que corresponde à alopécia androgénica, a escassez de cabelo típica do envelhecimento.

A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequência, permanente e pode ser total.

Nas mulheres, os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos lados e no cocuruto. Raramente, contudo, há lugar a calvície.

Há ainda outro tipo – a alopécia areata, que tanto afecta homens como mulheres e até se declara em crianças.

Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras – são as chamadas peladas.

O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Nalguns casos, a alopécia areata desencadeia a perda total do cabelo, com ou sem queda dos pêlos corporais.

Não se conhece exactamente a causa, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.

 

…e no tratamento

A alopécia não é propriamente uma doença, embora, por vezes, reflicta o estado de saúde do organismo. Certo é que pode ser causa de sofrimento, não físico mas psicológico, com impacto na auto-estima e até nas relações sociais.

E é, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimento dos cabelos.

Na maioria dos casos, a alopécia é tratada com recurso a produtos de indicação farmacêutica – são champôs, loções e ampolas que se aplicam localmente, estando disponíveis em concentrações diferentes consoante se destinem a homens ou mulheres.

Uma outra alternativa obriga a receita médica, apresentando-se sob a forma de comprimidos destinados apenas ao tratamento da alopécia masculina e desaconselhados para mulheres, sobretudo em idade fértil.

Travar a queda do cabelo e estimular o seu crescimento é o objectivo dos tratamentos. Um objectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência.

A eficácia depende da causa e da extensão da alopécia, bem como da resposta individual ao medicamento. É igualmente individual a decisão de avançar para o tratamento: tudo depende do impacto da queda do cabelo e do valor que se dá aos fios que emolduram o rosto. Há quem conviva bem com a falta de cabelo, há quem não prescinda de uma cabeleira farta. E até há quem diga que “é dos carecas que elas gostam mais”…

[Continua na página seguinte]

Alimentar o cabelo

É um dado adquirido que a alimentação é um dos factores que mais influencia – pela positiva e pela negativa – o nosso estado de saúde.

No entanto no que respeita ao cabelo, não existe evidência segura que certos de alimentos possam ter um efeito positivo no crescimento de cabelo. Mas há ingredientes de uma dieta saudável que se pensa terem um impacto positivo para o couro cabeludo:

Salmão – fonte de proteínas de elevada qualidade, é benéfico sobretudo por fornecer ácidos gordos ómega 3, vitamina B 12 e ferro: uma deficiência nestes nutrientes pode deixar o couro cabeludo seco e o cabelo baço.

Vegetais com folha verde-escura – espinafres (boa fonte de vitamina B6) e brócolos são indispensáveis por serem abundantes nas vitaminas A e C, que as glândulas sebáceas usam como matéria-prima; além disso, fornecem magnésio, cálcio e ferro.

Feijões e lentilhas – ajudam graças às proteínas, ao ferro, ao zinco; contêm ainda vitamina H (biotina), que, em falta, pode deixar o cabelo quebradiço; fonte de ácido fólico.

Frutos secos – contêm ácido linoleico, ácidos gordos ómega 3 que ajudam a deixar o cabelo macio e brilhante; fornecem também zinco, que se pensa poder ajudar a travar a queda do cabelo.

Carne de aves – o frango e o peru contribuem para um couro cabeludo saudável por possuírem proteínas de elevada qualidade.

Ovos – além de proteínas, têm vitaminas B12 e H (biotina), que alimentam a beleza do cabelo.

Cereais integrais – proporcionam zinco, ferro e vitaminas do complexo B, que dão força ao cabelo.

Ostras – fornecem zinco, que é um poderoso antioxidante também para o cabelo.

Cenouras – são uma boa fonte de vitamina A, essencial para um cabelo sedoso e brilhante.

Lacticínios magros – a razão está no cálcio, que dá força ao cabelo.

Perder cabelo é natural. Já se sabe que todos os dias nos caem entre 50 a 100 fios, tantos quantos os que chegam ao fim do seu ciclo de vida. É assim que o cabelo se renova, pelo que não há motivo para preocupação.

Aliás, mal damos pelos que ficam pelo caminho, divididos entre os que se desprendem no banho e os que ficam presos na escova. Há alturas, porém, em que nos apercebemos de que caem mais cabelos do que o habitual.

E quando isso acontece de uma forma continuada, o mais provável é que haja um desequilíbrio no couro cabeludo, com mais fios em queda do que em crescimento. Significa isto que a renovação capilar pode estar ameaçada, ou seja, o cabelo pode começar a rarear nalgumas zonas – é assim a alopécia, mais conhecida por calvície.

Fala-se em alopécia quando o cabelo escasseia ou falta numa determinada região do couro cabeludo ou em todo ele. E são muitas as razões que a explicam.

Desde logo, a hereditariedade: os antecedentes familiares podem determinar a idade em que a queda do cabelo se torna mais acentuada, bem como o padrão que desenha na cabeça.

A alopécia masculina tem quase sempre esta origem: passa de pais para filhos, ocorrendo mais ou menos na mesma altura da vida. E, quando olhada de cima, a cabeça acaba por evidenciar zonas muito semelhantes em que há pouco ou nenhum cabelo.

Mas os androgéneos (hormonas masculinas, nomeadamente a dihidrotestosterona) tendem a atrofiar os folículos pilosos. Esta alopécia androgénica representa mais de 95% dos casos.

Já nas mulheres a explicação é outra: são as hormonas que mais influenciam a queda de cabelo, que, com frequência, coincide com a menopausa, devido ao declínio dos estrogéneos.

Estes protegem os folículos da acção dos androgéneos. Alguns contraceptivos (pílula ou outros métodos hormonais) podem causar queda de cabelo em mulheres predispostas, principalmente relacionada com o teor de androgéneos desse método. Quanto maior for o teor maior o risco.

Homens e mulheres partilham outros factores de risco, entre eles doenças como o lúpus e a diabetes e medicamentos como os utilizados em tratamentos psiquiátricos, nomeadamente os antidepressivos, ou oncológicos.

Aliás, é bem conhecida a queda de cabelo como consequência da quimioterapia, na luta contra o cancro – neste caso, a alopécia é temporária.

Na mesma balança de causas pesa igualmente o stress, devido à acção dos radicais livres, moléculas instáveis que prejudicam as células saudáveis (e que são, por exemplo, um dos responsáveis pelo envelhecimento prematuro da pele).

E há ainda que contar com a queda de cabelo provocada pelo comportamento: é o que acontece a quem sofre de tricotilomania, uma desordem em que o doente puxa o seu próprio cabelo com tal persistência e força que o arranca, podendo destruir os folículos capilares e abrir uma clareira numa qualquer zona do couro cabeludo.

A responsabilidade pela fragilidade do cabelo pode ser também atribuída ao ambiente, nomeadamente à exposição excessiva ao calor, aos componentes químicos dos produtos usados na higiene capilar, ao atrito causado pelo uso intensivo de adornos e por penteados demasiado elaborados.

Finalmente, há que contar com o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo (ver caixa “Alimentar o cabelo”, na página seguinte).

[Continua na página seguinte]

Diferentes na alopécia…

A alopécia não se manifesta de igual forma em todas as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: já se escreveu acima que o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.

O padrão masculino é o que corresponde à alopécia androgénica, a escassez de cabelo típica do envelhecimento.

A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequência, permanente e pode ser total.

Nas mulheres, os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos lados e no cocuruto. Raramente, contudo, há lugar a calvície.

Há ainda outro tipo – a alopécia areata, que tanto afecta homens como mulheres e até se declara em crianças.

Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras – são as chamadas peladas.

O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Nalguns casos, a alopécia areata desencadeia a perda total do cabelo, com ou sem queda dos pêlos corporais.

Não se conhece exactamente a causa, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.

 

…e no tratamento

A alopécia não é propriamente uma doença, embora, por vezes, reflicta o estado de saúde do organismo. Certo é que pode ser causa de sofrimento, não físico mas psicológico, com impacto na auto-estima e até nas relações sociais.

E é, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimento dos cabelos.

Na maioria dos casos, a alopécia é tratada com recurso a produtos de indicação farmacêutica – são champôs, loções e ampolas que se aplicam localmente, estando disponíveis em concentrações diferentes consoante se destinem a homens ou mulheres.

Uma outra alternativa obriga a receita médica, apresentando-se sob a forma de comprimidos destinados apenas ao tratamento da alopécia masculina e desaconselhados para mulheres, sobretudo em idade fértil.

Travar a queda do cabelo e estimular o seu crescimento é o objectivo dos tratamentos. Um objectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência.

A eficácia depende da causa e da extensão da alopécia, bem como da resposta individual ao medicamento. É igualmente individual a decisão de avançar para o tratamento: tudo depende do impacto da queda do cabelo e do valor que se dá aos fios que emolduram o rosto. Há quem conviva bem com a falta de cabelo, há quem não prescinda de uma cabeleira farta. E até há quem diga que “é dos carecas que elas gostam mais”…

[Continua na página seguinte]

Alimentar o cabelo

É um dado adquirido que a alimentação é um dos factores que mais influencia – pela positiva e pela negativa – o nosso estado de saúde.

No entanto no que respeita ao cabelo, não existe evidência segura que certos de alimentos possam ter um efeito positivo no crescimento de cabelo. Mas há ingredientes de uma dieta saudável que se pensa terem um impacto positivo para o couro cabeludo:

Salmão – fonte de proteínas de elevada qualidade, é benéfico sobretudo por fornecer ácidos gordos ómega 3, vitamina B 12 e ferro: uma deficiência nestes nutrientes pode deixar o couro cabeludo seco e o cabelo baço.

Vegetais com folha verde-escura – espinafres (boa fonte de vitamina B6) e brócolos são indispensáveis por serem abundantes nas vitaminas A e C, que as glândulas sebáceas usam como matéria-prima; além disso, fornecem magnésio, cálcio e ferro.

Feijões e lentilhas – ajudam graças às proteínas, ao ferro, ao zinco; contêm ainda vitamina H (biotina), que, em falta, pode deixar o cabelo quebradiço; fonte de ácido fólico.

Frutos secos – contêm ácido linoleico, ácidos gordos ómega 3 que ajudam a deixar o cabelo macio e brilhante; fornecem também zinco, que se pensa poder ajudar a travar a queda do cabelo.

Carne de aves – o frango e o peru contribuem para um couro cabeludo saudável por possuírem proteínas de elevada qualidade.

Ovos – além de proteínas, têm vitaminas B12 e H (biotina), que alimentam a beleza do cabelo.

Cereais integrais – proporcionam zinco, ferro e vitaminas do complexo B, que dão força ao cabelo.

Ostras – fornecem zinco, que é um poderoso antioxidante também para o cabelo.

Cenouras – são uma boa fonte de vitamina A, essencial para um cabelo sedoso e brilhante.

Lacticínios magros – a razão está no cálcio, que dá força ao cabelo.

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