Depois do Verão, a pele precisa de férias, longe das agressões do sol, da água do mar e das piscinas. Precisa de um tratamento intensivo de (re)hidratação, para respirar de novo saudável.
Setembro marca a transição entre o Verão e o Outono. Para uns ainda é tempo de férias, para outros é tempo de regresso ao trabalho (e às aulas). Pelo meio aproveitam-se ainda muitos dias de sol. São as vantagens de viver neste lado do mundo, em que o bom tempo se prolonga por largos meses.
Contudo, este sol que proporciona tanto prazer também tem um lado sombrio, de que a pele é o órgão que mais se ressente. Os raios que aquecem e bronzeiam também queimam, deixando marcas. As mais visíveis são as das queimaduras solares, os famosos escaldões que fazem a pele descamar e deixam manchas no mínimo pouco estéticas. Ao sol junta-se a areia, o sal da água do mar, o cloro e demais desinfectantes das piscinas e, todos juntos, estes factores contribuem para que a pele fique ressequida e desidratada, sem brilho e sem elasticidade.
É um prenúncio do envelhecimento precoce, o preço que a maioria paga pela exposição intensiva e, quantas vezes, desprotegida ao sol.
Naturalmente que é possível aproveitar os prazeres do verão sem que a pele sofra, para isso bastando usar correctamente o protector solar (adequado ao tipo de pele e eficaz contra a radiação ultravioleta A e B) e moderar a exposição solar, fugindo do pico do calor.
Banho de saúde
O banho diário é muito mais do que um hábito de higiene. É também um gesto de cuidado para uma pele saudável. Assim:
• Limite o banho a dez minutos – mais tempo na água e a pele começa a ficar seca;
• Use água tépida – a água quente remove os óleos naturais da pele, deixando-a ressequida mais rapidamente;
• Feche a porta da casa de banho – assim cria um ambiente húmido, favorável à hidratação da pele;
• Use produtos suaves;
• Limpe a pele com suavidade, com uma toalha macia e sem esfregar;
• Aplique o hidratante com o corpo ainda ligeiramente húmido.
Esfoliar & Hidratar
Prevenir é sempre melhor, mas remediar também é possível e necessário quando a pele já foi agredida. E para devolver o aspecto saudável à pele há dois gestos essenciais: esfoliar e hidratar.
[Continua na página seguinte]
A esfoliação é uma técnica que permite remover as células mortas que se acumulam à superfície da pele: usam-se produtos específicos, distintos para o rosto e para o corpo, já que são zonas com características diferentes; estes produtos têm a textura de grãos de areia minúsculos que, uma vez aplicados sobre a pele e massajados, funcionam como uma lixa suave que elimina os resíduos e deixa a pele mais suave. Devem aplicar-se sobre pele húmida, de modo a limitar a fricção, numa base mensal.
Já a hidratação consiste em nutrir a pele, devolvendo-lhe o equilíbrio natural. Em circunstâncias ideais, a pele não precisaria de hidratação extra, uma vez que possui os seus próprios mecanismos de regeneração.
Todavia, mesmo sem ser no Verão, a pele é sujeita a acção de elementos externos, a começar pela fricção do vestuário e passando pelos elementos do clima e pela poluição, que a deixam mais fragilizada. E em tempo de férias sofre a acção do calor, que acelera a libertação de fluidos e a deixa com sede. Daí a secura e a irritação, daí a falta de brilho e a perda de elasticidade.
O que há a fazer para compensar estes estragos é hidratar, hidratar, hidratar… Com produtos emolientes, também diferentes para corpo e rosto, que se aplicam generosamente pelo menos uma vez por dia. De preferência após o banho, para que a pele, ainda húmida, absorva bem o “alimento”.
O sol é ainda o responsável pelas chamadas manchas de hiperpigmentação. A cor da pele é conferida pela melanina, a substância produzida por um tipo específico de células – os melanócitos. Quanto mais melanina, mais escura a pele é e mais protegida está do sol e, pelo contrário, quanto menos pigmento existir mais clara a pele e mais frágil perante a acção dos raios solares.
Esfoliante, modo de uso
O esfoliante é semelhante a uma suave lixa, que remove as células mortas à superfície da pele:
• Aplica-se sobre a pele húmida, em suaves movimentos circulares e ascendentes;
• Joelhos, cotovelos e calcanhares, zonas de pele normalmente mais seca e mais sujeita a atrito, devem merecer uma atenção particular, com mais insistência;
• Manchas, sinais ou varizes devem ser evitados, pois há o risco de sangrarem;
• N o rosto deve ser usado um produto específico, menos abrasivo, pois trata-se de uma pele mais sensível;
• Retira-se com água abundante e o corpo seca-se com uma toalha de algodão, em toques leves;
• A esfoliação é desaconselhada imediatamente após uma exposição ao sol ou depilação;
• Uma vez por mês é a periodicidade ideal, pois é este o período natural de renovação celular.
[Continua na página seguinte]
Adeus às manchas!
O sol influencia a tonalidade natural de cada um, na medida em que ao incidir sobre a pele faz com que as células produzam mais melanina – é assim que acontece o bronzeamento.
Todavia, há um limite e, quando a exposição solar é excessiva e desprotegida, já não há melanina que defenda a pele e ela sofre queimaduras. Fica mais vulnerável e nela podem surgir manchas de hiperpigmentação – são sinais de envelhecimento precoce, geralmente bem definidos, com um formato oval e achatado e uma cor que oscila entre o castanho, o cinzento e o preto.
Manifestam-se sobretudo na face, nas mãos, nos ombros e nos braços pois são as zonas do corpo mais expostas ao sol.
Tendem a aparecer mais nas peles claras, precisamente porque têm menos defesas contra a radiação, e são mais comuns após os 40 anos, altura em que o próprio organismo começa a apresentar sinais do envelhecimento natural.
Na maior parte das vezes estas manchas são inofensivas: há que estar atento a eventuais alterações na cor e no tamanho, mas, se não acontecerem, o único incómodo é estético.
As que marcam o rosto são, pelas razões óbvias, as mais indesejadas e a boa notícia é que é possível fazê-las desaparecer ou, pelo menos, atenuá-las.
É esse o efeito de produtos despigmentantes, disponíveis na sua farmácia: actuam sobre a melanina, reduzindo a sua produção e eliminando o excesso. O resultado é uma pele progressivamente mais clara e uniforme. Apesar de eficazes, estes produtos não operam milagres: há que ser persistente. E enquanto se espera pode ser usada maquilhagem para disfarçar as manchas.
Não é de um dia para o outro que se recupera a pele dos estragos causados no Verão. O ideal seria prevenir sempre, primeiro poupando a pele, depois protegendo-a e, finalmente, regenerando-a. Todos os dias.
O que em tempo de sol é sinónimo de uso de protector solar e de aplicação de um produto hidratante e calmante pós-sol. Um gesto que, em Setembro, continua a fazer todo o sentido: ainda há muito sol a brilhar e a queimar…
Cabelos como novos
Os cabelos também regressam de férias secos e opacos, muitas vezes espigados. Tal como a pele sofrem a acção do sol, da água do mar, da areia, do cloro da piscina e do vento. Além da fricção causada pelo uso de elásticos, fitas, ganchos e demais acessórios em que são contidos.
Precisam, pois, de cuidados próprios: o primeiro é lavá-los com um champô anti-resíduos, aplicando uma máscara hidratante, de modo a regenerá-los. Os pintados devem merecer um tratamento adicional, à base de queratina, para manterem uma tonalidade uniforme e recuperarem o brilho. E se as pontas estiverem muito danificadas, o melhor é um pequeno corte.
Assim até se regressa ao activo com um novo visual…
Setembro marca a transição entre o Verão e o Outono. Para uns ainda é tempo de férias, para outros é tempo de regresso ao trabalho (e às aulas). Pelo meio aproveitam-se ainda muitos dias de sol. São as vantagens de viver neste lado do mundo, em que o bom tempo se prolonga por largos meses.
Contudo, este sol que proporciona tanto prazer também tem um lado sombrio, de que a pele é o órgão que mais se ressente. Os raios que aquecem e bronzeiam também queimam, deixando marcas. As mais visíveis são as das queimaduras solares, os famosos escaldões que fazem a pele descamar e deixam manchas no mínimo pouco estéticas. Ao sol junta-se a areia, o sal da água do mar, o cloro e demais desinfectantes das piscinas e, todos juntos, estes factores contribuem para que a pele fique ressequida e desidratada, sem brilho e sem elasticidade.
É um prenúncio do envelhecimento precoce, o preço que a maioria paga pela exposição intensiva e, quantas vezes, desprotegida ao sol.
Naturalmente que é possível aproveitar os prazeres do verão sem que a pele sofra, para isso bastando usar correctamente o protector solar (adequado ao tipo de pele e eficaz contra a radiação ultravioleta A e B) e moderar a exposição solar, fugindo do pico do calor.
Banho de saúde
O banho diário é muito mais do que um hábito de higiene. É também um gesto de cuidado para uma pele saudável. Assim:
• Limite o banho a dez minutos – mais tempo na água e a pele começa a ficar seca;
• Use água tépida – a água quente remove os óleos naturais da pele, deixando-a ressequida mais rapidamente;
• Feche a porta da casa de banho – assim cria um ambiente húmido, favorável à hidratação da pele;
• Use produtos suaves;
• Limpe a pele com suavidade, com uma toalha macia e sem esfregar;
• Aplique o hidratante com o corpo ainda ligeiramente húmido.
Esfoliar & Hidratar
Prevenir é sempre melhor, mas remediar também é possível e necessário quando a pele já foi agredida. E para devolver o aspecto saudável à pele há dois gestos essenciais: esfoliar e hidratar.
[Continua na página seguinte]
A esfoliação é uma técnica que permite remover as células mortas que se acumulam à superfície da pele: usam-se produtos específicos, distintos para o rosto e para o corpo, já que são zonas com características diferentes; estes produtos têm a textura de grãos de areia minúsculos que, uma vez aplicados sobre a pele e massajados, funcionam como uma lixa suave que elimina os resíduos e deixa a pele mais suave. Devem aplicar-se sobre pele húmida, de modo a limitar a fricção, numa base mensal.
Já a hidratação consiste em nutrir a pele, devolvendo-lhe o equilíbrio natural. Em circunstâncias ideais, a pele não precisaria de hidratação extra, uma vez que possui os seus próprios mecanismos de regeneração.
Todavia, mesmo sem ser no Verão, a pele é sujeita a acção de elementos externos, a começar pela fricção do vestuário e passando pelos elementos do clima e pela poluição, que a deixam mais fragilizada. E em tempo de férias sofre a acção do calor, que acelera a libertação de fluidos e a deixa com sede. Daí a secura e a irritação, daí a falta de brilho e a perda de elasticidade.
O que há a fazer para compensar estes estragos é hidratar, hidratar, hidratar… Com produtos emolientes, também diferentes para corpo e rosto, que se aplicam generosamente pelo menos uma vez por dia. De preferência após o banho, para que a pele, ainda húmida, absorva bem o “alimento“.
O sol é ainda o responsável pelas chamadas manchas de hiperpigmentação. A cor da pele é conferida pela melanina, a substância produzida por um tipo específico de células – os melanócitos. Quanto mais melanina, mais escura a pele é e mais protegida está do sol e, pelo contrário, quanto menos pigmento existir mais clara a pele e mais frágil perante a acção dos raios solares.
Esfoliante, modo de uso
O esfoliante é semelhante a uma suave lixa, que remove as células mortas à superfície da pele:
• Aplica-se sobre a pele húmida, em suaves movimentos circulares e ascendentes;
• Joelhos, cotovelos e calcanhares, zonas de pele normalmente mais seca e mais sujeita a atrito, devem merecer uma atenção particular, com mais insistência;
• Manchas, sinais ou varizes devem ser evitados, pois há o risco de sangrarem;
• N o rosto deve ser usado um produto específico, menos abrasivo, pois trata-se de uma pele mais sensível;
• Retira-se com água abundante e o corpo seca-se com uma toalha de algodão, em toques leves;
• A esfoliação é desaconselhada imediatamente após uma exposição ao sol ou depilação;
• Uma vez por mês é a periodicidade ideal, pois é este o período natural de renovação celular.
[Continua na página seguinte]
Adeus às manchas!
O sol influencia a tonalidade natural de cada um, na medida em que ao incidir sobre a pele faz com que as células produzam mais melanina – é assim que acontece o bronzeamento.
Todavia, há um limite e, quando a exposição solar é excessiva e desprotegida, já não há melanina que defenda a pele e ela sofre queimaduras. Fica mais vulnerável e nela podem surgir manchas de hiperpigmentação – são sinais de envelhecimento precoce, geralmente bem definidos, com um formato oval e achatado e uma cor que oscila entre o castanho, o cinzento e o preto.
Manifestam-se sobretudo na face, nas mãos, nos ombros e nos braços pois são as zonas do corpo mais expostas ao sol.
Tendem a aparecer mais nas peles claras, precisamente porque têm menos defesas contra a radiação, e são mais comuns após os 40 anos, altura em que o próprio organismo começa a apresentar sinais do envelhecimento natural.
Na maior parte das vezes estas manchas são inofensivas: há que estar atento a eventuais alterações na cor e no tamanho, mas, se não acontecerem, o único incómodo é estético.
As que marcam o rosto são, pelas razões óbvias, as mais indesejadas e a boa notícia é que é possível fazê-las desaparecer ou, pelo menos, atenuá-las.
É esse o efeito de produtos despigmentantes, disponíveis na sua farmácia: actuam sobre a melanina, reduzindo a sua produção e eliminando o excesso. O resultado é uma pele progressivamente mais clara e uniforme. Apesar de eficazes, estes produtos não operam milagres: há que ser persistente. E enquanto se espera pode ser usada maquilhagem para disfarçar as manchas.
Não é de um dia para o outro que se recupera a pele dos estragos causados no Verão. O ideal seria prevenir sempre, primeiro poupando a pele, depois protegendo-a e, finalmente, regenerando-a. Todos os dias.
O que em tempo de sol é sinónimo de uso de protector solar e de aplicação de um produto hidratante e calmante pós-sol. Um gesto que, em Setembro, continua a fazer todo o sentido: ainda há muito sol a brilhar e a queimar…
Cabelos como novos
Os cabelos também regressam de férias secos e opacos, muitas vezes espigados. Tal como a pele sofrem a acção do sol, da água do mar, da areia, do cloro da piscina e do vento. Além da fricção causada pelo uso de elásticos, fitas, ganchos e demais acessórios em que são contidos.
Precisam, pois, de cuidados próprios: o primeiro é lavá-los com um champô anti-resíduos, aplicando uma máscara hidratante, de modo a regenerá-los. Os pintados devem merecer um tratamento adicional, à base de queratina, para manterem uma tonalidade uniforme e recuperarem o brilho. E se as pontas estiverem muito danificadas, o melhor é um pequeno corte.
Assim até se regressa ao activo com um novo visual…