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Coping: estratégias de gestão do stresse

11 Março, 2010 0

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Perspectiva psicológica de coping

A continuidade da evolução destes conceitos ramificou-se: em meados do século XX uma corrente fora da psicopatologia e com raízes na psicologia social e na psicologia cognitiva falava em estratégias de coping, estratégias que eram todas escolhidas conscientemente, e que não eram consideradas quer como saudáveis quer como patológicas. Surge assim uma linha complementar que é mais útil para a psicologia que lida com os problemas que as pessoas têm na vida diária, e não com a doença mental.

No campo da psicopatologia os mecanismos de defesa ou estilos de adaptação (adaptação é a tradução de coping) continuaram a ter uma função importante na avaliação da adequação do comportamento dos indivíduos. Nesta área estes termos significam os processos psicológicos automáticos que protegem o sujeito perante a ansiedade e as ameaças de origem interna ou externa.

Há cerca de 30 mecanismos em que apenas uma pequena parte é considerada madura ou apropriada, e em que outra pequena parte é, claramente, expressão de comportamento patológico. Haan designa por coping os processos maduros ou saudáveis do ego, por defesa os processos de ego neuróticos, e por ego falhado, as formas de adaptação fragmentadas ou desorganizadas. Vaillant designava-os como psicóticos, imaturos, neuróticos e maduros.

Ficamos então com três modelos de coping que constituem uma evolução de mais de 100 anos. Uma mais inconsciente (os mecanismos de defesa) outra que assume um sentido próximo do anterior, consciente mas automática (estilos de adaptação ou de coping), e as estratégias de coping que é o que o indivíduo faz depois de avaliar a situação (o que aconteceu? onde aconteceu?, é ou não um problema? Se sim sou capaz de lidar com ele) e então escolhe uma forma de agir para enfrentar o problema.

 

Gestão das situações: formas de coping

As estratégias que as pessoas escolhem para enfrentar as situações são agrupadas em dimensões variadas. Investigadores clássicos como Lazarus e Folkman identificaram oito formas de coping, três emocionais e cinco cognitivas.

As pessoas utilizam todas as formas de coping, mas utilizam mais umas do que outras, como, auto controlo (p. ex. Tentei não agir depressa demais nem seguir o meu primeiro impulso), suporte social (Falei com alguém para saber mais sobre a situação), fuga evitamento (Desejei que a situação desaparecesse ou que de alguma forma terminasse), resolução planeada do problema (Eu sabia o que devia ser feito, por isso redobrei os meus esforços para que as coisas corressem bem), reavaliação positiva (Redescobri o que é importante na vida), assumir a responsabilidade (Pedi desculpa ou fiz algo para compor a situação), confrontação (Mantive a minha posição e lutei pelo que queria), distanciamento (Tentei esquecer tudo).

Todos utilizamos todas estas estratégias, e, neste modelo teórico, as mais adequadas, são as mais eficazes, ou seja, as que reduzem o impacto dos stressores, para aquela pessoa, naquela situação, naquele momento. Este modelo assume que as estratégias escolhidas por cada pessoa dependem das suas características, da situação e do momento.

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