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Conheça melhor o seu cabelo

Sabia que o couro cabeludo possui mais de 100 mil fios de cabelo? E que são constituídos sobretudo por uma proteína? Estes são apenas alguns dados que ajudam a conhecer melhor o seu cabelo, meio caminho andado para cuidar melhor dele.

Quando pensamos em cabelo pensamos de imediato nos fios que nos emolduram o rosto, mais ou menos compridos, lisos ou encaracolados, loiros ou nem por isso, secos ou oleosos… Mas, do ponto de vista da dermatologia, o cabelo abrange todos os pêlos que revestem o corpo – e cada um de nós possui, em média, folículos capilares, as minúsculas bolsas onde os pêlos crescem.

Cobrem praticamente todo o corpo, com excepção das palmas das mãos e das solas dos pés. É claro que há pessoas com mais pilosidade do que outras e há pêlos mais discretos do que outros.

Não existem por acaso tantos pêlos. Eles cumprem papéis muito específicos, dependendo da localização. Os da cabeça que penteamos todos os dias servem para muito mais do que embelezar, eles ajudam a preservar o calor. Os pêlos do nariz e das orelhas, que por vezes parecem inestéticos, impedem a entrada de poeiras e outras partículas. Já as pestanas e as sobrancelhas protegem uma zona tão sensível como os olhos, filtrando a luz e as partículas que viajam pelo ar. E a penugem que cobre o corpo, por mais discreta que seja, funciona como uma camada protectora da pele, mantendo-a aquecida.

O que vemos do cabelo é apenas uma das partes – a haste ou fio. É o que está à superfície do couro cabeludo e da pele. Cada fio é constituído por três camadas: a cutícula, o córtex e a medula.

A mais externa é a cutícula, que equivale a uma barreira contra os factores que ameaçam a saúde do cabelo sol, chuva, vento, químicos, produtos de higiene agressivos, secadores, pentes, ganchos…). Mais para o interior, situa-se o córtex, responsável pela elasticidade e resistência do fio. É aí também que se encontra a melanina, a substância responsável pela cor do cabelo, tal como pelo tom da pele. No centro está a medula, uma camada macia: normalmente, apenas nos fios mais grossos, embora a sua ausência não afecte a estrutura do cabelo.

Invisível é a outra parte do cabelo – a raiz, assente na derme do couro cabeludo. É a raiz que alberga os folículos capilares, semelhantes a pequeníssimos sacos onde o cabelo cresce. Em concreto, o crescimento ocorre na papila, que se localiza no fundo de cada folículo e que contém uma artéria que alimenta a raiz. À medida que as células se multiplicam, vai sendo fabricada queratina, uma proteína que contribui para o endurecimento da estrutura do cabelo. Os fios vão subindo ao longo dos folículos até penetrarem no couro cabeludo e ficarem visíveis.

 

O ciclo da vida

O cabelo cresce pela formação de células na base da raiz. Essas células multiplicam-se e formam como que uma placa de tecido, a qual se movimenta em sentido ascendente enquanto, abaixo dela, outras células vão nascendo. A sobreposição de placas faz com que as primeiras vão ficando cada vez mais distantes da sua fonte de alimentação – a raiz – e assim endurecendo por via da queratina: a este processo dá-se o nome de queratinização. Quando isto acontece, as células do cabelo morrem e são estas células mortas que, juntamente com a queratina, formam os fios que irrompem à superfície.

[Continua na página seguinte]

Cada fio cresce em média um centímetro por mês. E pode crescer durante anos consecutivos. Até que cai e outro lhe ocupa o lugar. É um processo contínuo que respeita um ciclo de vida previamente definido.

São três as fases desse ciclo: de crescimento ou anagénese, de transição ou catagénese e de repouso ou telagénese. Cada fio cresce, de dois a seis anos, em média 3 anos, correspondentes à actividade do respectivo folículo – anagénese.

Já à superfície, entra depois num período transição em que há regressão folicular, que dura cerca de duas semanas, em que o crescimento pára – catagénese. Cerca de 1 a 3 por cento do cabelo encontra-se nesta fase. Depois entra numa fase de repouso – telagénese , que dura em média três meses. Cerca de 5 a 10 por cento dos cabelos encontra-se nesta fase, após o que se inicia a anagénese, em que os cabelos começam a cair, empurrados pelos novos fios em crescimento.

Cada uma destas fases é independente. Se o ciclo de vida se cumprisse ao mesmo ritmo para todos os fios isso significaria que cresceriam, repousariam e cairiam ao mesmo tempo, ou seja, haveria perda de cabelo total.

Não é assim de facto. A grande maioria do cabelo está em crescimento, com o comprimento do cabelo de uma pessoa a depender da duração dessa fase (isto, é claro, num cenário teórico em que o cabelo nunca fosse cortado). Apenas uma parcela mínima cai, em proporção ao número de folículos capilares de cada couro cabeludo: mas em média perdemos 50 a 100 fios por dia. Ficam no banho, na toalha, no pente, na escova, no chão da casa de banho – não indiciam qualquer problema de saúde do cabelo, antes pelo contrário é o fechar de um ciclo natural.

 

Tipos para todos

Os cabelos são normalmente divididos em tipos, de acordo com a sua relação com a produção das glândulas sebáceas. Em qualquer pessoa, o couro cabeludo é naturalmente lubrificado pelo sebo, cuja função é proteger os cabelos da perda de água. É também esta gordura natural que confere o brilho característico dos cabelos.

E é ainda ela que determina o tipo de cabelo, que oscila entre seco e oleoso, passando pelo normal. Há ainda quem considere o cabelo misto, quando é oleoso na raiz e seco nas pontas.

O cabelo é seco quando a produção sebácea é escassa e insuficiente para lubrificar os fios da raiz até à ponta. O resultado é um cabelo pouco hidratado, tendencialmente baço e quebradiço. Quando isso acontece, os fios ficam mais vulneráveis à acção de agentes externos como o sol, a poluição e processos químicos como as tintas e permanentes: as camadas abrem-se e dão origem aos chamados cabelos espigados.

[Continua na página seguinte]

No extremo oposto situam-se os cabelos oleosos. São assim chamados porque as glândulas sebáceas são demasiado activas, produzindo sebo em excesso: o simples passar da mão pelo cabelo denuncia esta característica, além de que um cabelo assim rapidamente fica como que sujo. E isto acontece porque o sebo tende a fixar as poeiras, bem como os detritos da descamação celular do couro cabeludo.

Quer o cabelo seco, quer o oleoso também podem ser consequência de cuidados inadequados, nomeadamente ao nível dos champôs e amaciadores. A exposição a ambientes demasiado húmidos ou com elevado teor de gordura, a lavagem com água muito quente e a passagem frequente das mãos pelos cabelos potencia a oleosidade.

Já o uso de secadores com temperaturas muito elevadas, a exposição ao sol, o atrito causado por acessórios para o cabelo contribuem para remover a camada de gordura, deixando-o seco e frágil.

Entre ambos situa-se o chamado cabelo normal. É o mais comum, com uma produção de gordura equilibrada da raiz à ponta, o que o deixa macio e brilhante. Há ainda a considerar o cabelo misto, que reúne características do seco, nas pontas, e do oleoso, na raiz. É igualmente muito comum.

Tipos à parte, é fundamental usar os produtos de higiene e tratamento adequados de modo a mantê-los saudáveis.

 

Tela de cores

Cabelos há-os de muitas cores. Podem ser naturalmente loiros, castanhos, ruivos e pretos, em função da quantidade e da qualidade da melanina, o pigmento que também é responsável pelo tom da pele.

Fabricada pelos melanócitos, células que existem na camada intermédia dos cabelos, o córtex, a melanina pode ser de duas variedades: eumelanina, que dá os fios castanhos e pretos, e feomelanina, de que resulta os tons loiros e arruivados.

Quanto mais grânulos de melanina houver, mais escuros os cabelos. A produção de melanina ocorre apenas durante a fase de crescimento do cabelo, diminuindo com o passar dos anos – assim se explica o embranquecimento.

Há outros factores, nomeadamente o stress, algumas doenças e a hereditariedade, que podem antecipar este processo, dando origem ao despontar de cabelos brancos mais cedo na vida.

O que é pouco provável que aconteça é que o cabelo fique branco da noite para o dia. Por isso não deverá passar de lenda o que terá sucedido à rainha Maria Antonieta que, sabendo-se condenada à guilhotina (na sequência da revolução francesa), viu os cabelos perderem a cor numa questão de horas…

O que pode acontecer, mas não é frequente, é que a cor esbranquiçada do cabelo se deva a uma doença – o albinismo, que se caracteriza pela ausência parcial ou total de melanina.

Quando pensamos em cabelo pensamos de imediato nos fios que nos emolduram o rosto, mais ou menos compridos, lisos ou encaracolados, loiros ou nem por isso, secos ou oleosos… Mas, do ponto de vista da dermatologia, o cabelo abrange todos os pêlos que revestem o corpo – e cada um de nós possui, em média, folículos capilares, as minúsculas bolsas onde os pêlos crescem.

Cobrem praticamente todo o corpo, com excepção das palmas das mãos e das solas dos pés. É claro que há pessoas com mais pilosidade do que outras e há pêlos mais discretos do que outros.

Não existem por acaso tantos pêlos. Eles cumprem papéis muito específicos, dependendo da localização. Os da cabeça que penteamos todos os dias servem para muito mais do que embelezar, eles ajudam a preservar o calor. Os pêlos do nariz e das orelhas, que por vezes parecem inestéticos, impedem a entrada de poeiras e outras partículas. Já as pestanas e as sobrancelhas protegem uma zona tão sensível como os olhos, filtrando a luz e as partículas que viajam pelo ar. E a penugem que cobre o corpo, por mais discreta que seja, funciona como uma camada protectora da pele, mantendo-a aquecida.

O que vemos do cabelo é apenas uma das partes – a haste ou fio. É o que está à superfície do couro cabeludo e da pele. Cada fio é constituído por três camadas: a cutícula, o córtex e a medula.

A mais externa é a cutícula, que equivale a uma barreira contra os factores que ameaçam a saúde do cabelo sol, chuva, vento, químicos, produtos de higiene agressivos, secadores, pentes, ganchos…). Mais para o interior, situa-se o córtex, responsável pela elasticidade e resistência do fio. É aí também que se encontra a melanina, a substância responsável pela cor do cabelo, tal como pelo tom da pele. No centro está a medula, uma camada macia: normalmente, apenas nos fios mais grossos, embora a sua ausência não afecte a estrutura do cabelo.

Invisível é a outra parte do cabelo – a raiz, assente na derme do couro cabeludo. É a raiz que alberga os folículos capilares, semelhantes a pequeníssimos sacos onde o cabelo cresce. Em concreto, o crescimento ocorre na papila, que se localiza no fundo de cada folículo e que contém uma artéria que alimenta a raiz. À medida que as células se multiplicam, vai sendo fabricada queratina, uma proteína que contribui para o endurecimento da estrutura do cabelo. Os fios vão subindo ao longo dos folículos até penetrarem no couro cabeludo e ficarem visíveis.

 

O ciclo da vida

O cabelo cresce pela formação de células na base da raiz. Essas células multiplicam-se e formam como que uma placa de tecido, a qual se movimenta em sentido ascendente enquanto, abaixo dela, outras células vão nascendo. A sobreposição de placas faz com que as primeiras vão ficando cada vez mais distantes da sua fonte de alimentação – a raiz – e assim endurecendo por via da queratina: a este processo dá-se o nome de queratinização. Quando isto acontece, as células do cabelo morrem e são estas células mortas que, juntamente com a queratina, formam os fios que irrompem à superfície.

[Continua na página seguinte]

Cada fio cresce em média um centímetro por mês. E pode crescer durante anos consecutivos. Até que cai e outro lhe ocupa o lugar. É um processo contínuo que respeita um ciclo de vida previamente definido.

São três as fases desse ciclo: de crescimento ou anagénese, de transição ou catagénese e de repouso ou telagénese. Cada fio cresce, de dois a seis anos, em média 3 anos, correspondentes à actividade do respectivo folículo – anagénese.

Já à superfície, entra depois num período transição em que há regressão folicular, que dura cerca de duas semanas, em que o crescimento pára – catagénese. Cerca de 1 a 3 por cento do cabelo encontra-se nesta fase. Depois entra numa fase de repouso – telagénese , que dura em média três meses. Cerca de 5 a 10 por cento dos cabelos encontra-se nesta fase, após o que se inicia a anagénese, em que os cabelos começam a cair, empurrados pelos novos fios em crescimento.

Cada uma destas fases é independente. Se o ciclo de vida se cumprisse ao mesmo ritmo para todos os fios isso significaria que cresceriam, repousariam e cairiam ao mesmo tempo, ou seja, haveria perda de cabelo total.

Não é assim de facto. A grande maioria do cabelo está em crescimento, com o comprimento do cabelo de uma pessoa a depender da duração dessa fase (isto, é claro, num cenário teórico em que o cabelo nunca fosse cortado). Apenas uma parcela mínima cai, em proporção ao número de folículos capilares de cada couro cabeludo: mas em média perdemos 50 a 100 fios por dia. Ficam no banho, na toalha, no pente, na escova, no chão da casa de banho – não indiciam qualquer problema de saúde do cabelo, antes pelo contrário é o fechar de um ciclo natural.

 

Tipos para todos

Os cabelos são normalmente divididos em tipos, de acordo com a sua relação com a produção das glândulas sebáceas. Em qualquer pessoa, o couro cabeludo é naturalmente lubrificado pelo sebo, cuja função é proteger os cabelos da perda de água. É também esta gordura natural que confere o brilho característico dos cabelos.

E é ainda ela que determina o tipo de cabelo, que oscila entre seco e oleoso, passando pelo normal. Há ainda quem considere o cabelo misto, quando é oleoso na raiz e seco nas pontas.

O cabelo é seco quando a produção sebácea é escassa e insuficiente para lubrificar os fios da raiz até à ponta. O resultado é um cabelo pouco hidratado, tendencialmente baço e quebradiço. Quando isso acontece, os fios ficam mais vulneráveis à acção de agentes externos como o sol, a poluição e processos químicos como as tintas e permanentes: as camadas abrem-se e dão origem aos chamados cabelos espigados.

[Continua na página seguinte]

No extremo oposto situam-se os cabelos oleosos. São assim chamados porque as glândulas sebáceas são demasiado activas, produzindo sebo em excesso: o simples passar da mão pelo cabelo denuncia esta característica, além de que um cabelo assim rapidamente fica como que sujo. E isto acontece porque o sebo tende a fixar as poeiras, bem como os detritos da descamação celular do couro cabeludo.

Quer o cabelo seco, quer o oleoso também podem ser consequência de cuidados inadequados, nomeadamente ao nível dos champôs e amaciadores. A exposição a ambientes demasiado húmidos ou com elevado teor de gordura, a lavagem com água muito quente e a passagem frequente das mãos pelos cabelos potencia a oleosidade.

Já o uso de secadores com temperaturas muito elevadas, a exposição ao sol, o atrito causado por acessórios para o cabelo contribuem para remover a camada de gordura, deixando-o seco e frágil.

Entre ambos situa-se o chamado cabelo normal. É o mais comum, com uma produção de gordura equilibrada da raiz à ponta, o que o deixa macio e brilhante. Há ainda a considerar o cabelo misto, que reúne características do seco, nas pontas, e do oleoso, na raiz. É igualmente muito comum.

Tipos à parte, é fundamental usar os produtos de higiene e tratamento adequados de modo a mantê-los saudáveis.

 

Tela de cores

Cabelos há-os de muitas cores. Podem ser naturalmente loiros, castanhos, ruivos e pretos, em função da quantidade e da qualidade da melanina, o pigmento que também é responsável pelo tom da pele.

Fabricada pelos melanócitos, células que existem na camada intermédia dos cabelos, o córtex, a melanina pode ser de duas variedades: eumelanina, que dá os fios castanhos e pretos, e feomelanina, de que resulta os tons loiros e arruivados.

Quanto mais grânulos de melanina houver, mais escuros os cabelos. A produção de melanina ocorre apenas durante a fase de crescimento do cabelo, diminuindo com o passar dos anos – assim se explica o embranquecimento.

Há outros factores, nomeadamente o stress, algumas doenças e a hereditariedade, que podem antecipar este processo, dando origem ao despontar de cabelos brancos mais cedo na vida.

O que é pouco provável que aconteça é que o cabelo fique branco da noite para o dia. Por isso não deverá passar de lenda o que terá sucedido à rainha Maria Antonieta que, sabendo-se condenada à guilhotina (na sequência da revolução francesa), viu os cabelos perderem a cor numa questão de horas…

O que pode acontecer, mas não é frequente, é que a cor esbranquiçada do cabelo se deva a uma doença – o albinismo, que se caracteriza pela ausência parcial ou total de melanina.

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