Cirurgia Estética do Esqueleto Facial - Página 4 de 5 - Médicos de Portugal

A carregar...

Cirurgia Estética do Esqueleto Facial

26 Maio, 2009 0

Durante a cirurgia são criadas condições de forma a reduzir ao mínimo as perdas de sangue: uso de hipotensão controlada, infiltração local de vasoconstritores, dissecção restrita e rapidez de processos, de forma a dispensar as transfusões de sangue.

[Continua na página seguinte]

Em que consiste a cirurgia?

Sob anestesia geral e por via intra-oral “desarma-se” a estrutura óssea facial implicada e deslocam-se os segmentos, para posições previamente calculadas e ensaiadas em laboratório. Nas novas posições são fixados com placas e parafusos de titânio ou de material reabsorvível. Não haverá cicatrizes cutâneas.

 

A cirurgia demorará quantas horas?

Depende do plano cirúrgico. Se estiver previsto operar só o maxilar superior ou a mandíbula, demorará cerca de 1 hora e meia. Cirurgia bimaxilar (maxilar e mandíbula) duas horas. Se necessitarmos fazer algum complemento cirúrgico do tipo mentoplastia (queixo), rinoseptoplastia (nariz), otoplastia bilateral (orelhas), agregamos mais 1 hora.

 

Quais são os riscos e as complicações destes procedimentos cirúrgicos?

Estes procedimentos são muito complexos e sofisticados, requerendo alta diferenciação técnica e tecnológica e treino para os executar. Todo o risco diminui se uma intervenção cirúrgica for executada por um cirurgião qualificado e experiente.

Os riscos são os inerentes a toda a grande cirurgia executada sob anestesia geral. A especificidade da intervenção cirúrgica não aumenta o risco. Na cirurgia ortognática as complicações são raras. As lesões nervosas persistentes associadas à cirurgia da mandíbula são actualmente raras, já que as actuais melhorias técnicas visam evitar o seu dano.

As maiores complicações são iatrogénicas e resultam de erros de avaliação diagnóstica, estratégias mal escolhidas e cirurgia mal executada, tendo como consequência um resultando estético e/ou funcional inadequado, duvidoso ou insuficiente. É preocupante pensar que as sequelas cirúrgicas se podem sobrepor aos problemas pré-existentes e que levaram à cirurgia.

 

 A minha cara vai ficar diferente?

As modificações fisionómicas programadas devem corresponder aos desejos do doente. Para quem não está envolvido no tratamento é evidente que o que mais impressiona são a alterações faciais passíveis de atingir. Isto acontece nos doentes com défices estéticos marcados.

 

E depois da cirurgia, padece-se muito?

Depois da cirurgia o doente não estará entubado, poderá falar e a mandíbula estará livre para mover-se. Algumas horas depois poderá alimentar-se. O edema facial será moderado e a medicação será administrada por via intravenosa. Esta medicação terá em vista controlar o edema, prevenir dores e infecções e o reposicionamento hidroelectrolítico.

[Cotinua na página seguinte]

Quanto tempo até ficar “visível”?

O tempo médio de internamento é de 24 horas. Após a alta hospitalar poderá alimentar-se convenientemente, recorrendo a uma dieta líquida durante dois dias, e mole até ao fim da segunda semana. Em condições normais poderá voltar à actividade profissional em 10-12 dias.

 

As anomalias de crescimento são sempre evidentes?

Não, a existência de uma deficiência no crescimento da face nem sempre implica uma anomalia aparente. É curioso constatar que os deficits de crescimento, excepto quando exagerados (micrognatismos), não são habitualmente reconhecidos ou são bem tolerados. É comum que o recuo da mandíbula não seja notado durante a infância e a adolescência.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.