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Cirurgia Estética do Esqueleto Facial

26 Maio, 2009 0

É frequente a preocupação das senhoras pelo aparecimento da “papada”, redundância dos tecidos moles, na região submentoniana. Muitas procuram na lipoaspiração a solução, outras no “lifting” cervico-facial. Ambas as soluções são inadequadas em presença de um recuo mandibular ou mentoniano. O tratamento adequado passará sempre pelo reposicionamento anterior da mandíbula ou do mento, associado ou não à lipoaspiração ou ao “lifting”.

Uma cirurgia facial bem sucedida é o resultado de um bom entendimento entre o doente e o seu cirurgião. Nas consultas prévias à cirurgia desenvolver-se-á a confiança, baseada em expectativas realísticas e no reconhecimento da exigente perícia da equipa cirúrgica.

 

Dr. Matos da Fonseca – Cirurgião Maxilofacial.
Responsável pela área de Cirurgia Maxilofacial da Clínica Unimed Cascais.

Quais são as principais causas destas anomalias?

Na maioria dos casos as crianças crescem, aparentemente, sem qualquer problema facial ou dentário até aos 8-9 anos e, só a partir dessa altura, se começam a denotar sinais de desarmonia dentária e/ou facial cuja etiologia dificilmente se esclarece. São os seus médicos-dentistas que habitualmente chamam a atenção para a existência das anomalias e esclarecem os doentes sobre a possibilidade de tratá-las.

 

Porque vêm os doentes à consulta? Como se manifestam os problemas?

São três as razões que levam os doentes à consulta: problemas de estética facial – o doente quer melhorar a aparência da face, problemas de estética dentária – o doente não gosta da posição dos dentes anteriores e sintomas ou problemas funcionais – o doente tem dificuldades a mastigar ou a falar, tem dores nas articulações têmporo-mandibulares, ou sofre de apneia obstrutiva do sono.

 

Como se trata uma deformidade maxilofacial (DMF)?

O tratamento correcto de uma DMF compreende dois tipos básicos de procedimentos que se complementam: a utilização inicial de aparelhos ortodônticos fixos em ambas arcadas e, mais tarde, cirurgia designada “ortognática”. Os objectivos do tratamento são a correcção das anomalias funcionais, e, segundo o desejo dos doentes, a melhoria da estética facial.

Após a formulação do diagnóstico e do plano de tratamento inicia-se o tratamento de preparação ortodôntica. Esta fase dura cerca de 1 ano e meio. Serve para colocar os dentes numa posição que permita, durante a cirurgia, posicionar os dentes numa relação oclusal aceitável e proporcionar ao doente uma aparência agradável. Os aparelhos estarão presentes nas arcadas durante todo o período activo de tratamento.

Esta cirurgia é estética?

O objectivo estético é tão importante quanto o funcional. Nenhum doente aceitaria, após o tratamento, apresentar um aspecto facial pior do que aquele que tinha antes. Para os doentes com marcado défice estético é evidente que o objectivo facial é o mais importante. Muitos não só desejam como procuram a mudança. Cerca de 1/3 dos doentes não são operados por razões estéticas. Aqueles que procuram tratamento por alterações funcionais não desejarão, em princípio, alterar a sua fisionomia. Nestes casos, o objectivo cirúrgico passará também pela manutenção da sua aparência anterior.

À deformidade maxilofacial poderão associar-se outras anomalias nomeadamente do nariz e as orelhas, que poderão ser corrigidas simultaneamente.

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