Aftas! Essas dolorosas lesões... - Médicos de Portugal

A carregar...

Aftas! Essas dolorosas lesões…

27 Julho, 2007 0

As aftas são sobejamente comuns. Ocorrem em cerca de 20% da população e caracterizam-se pelo aparecimento de pequenas lesões dolorosas na mucosa oral, as quais podem ser múltiplas ou isoladas.

Também designadas por úlceras aftosas, as aftas são pequenas vesículas que aparecem na mucosa bucal, com frequência na bochecha e na língua e menos frequentemente na garganta e gengivas. Observam-se com várias tonalidades, conforme o estádio em que se encontram.

Ao falar das características clínicas das aftas, a Dr.ª Dulce Pereira, médica especialista em Clínica Geral e Medicina Familiar, refere que, «inicialmente, antes do seu desenvolvimento, são sentidas queixas de ardor e prurido. Depois, forma-se uma auréola vermelha, onde se desenvolve a úlcera. Posteriormente, quando rebentam, formulam uma cobertura na sua área interior, um revestimento fino, uma espécie de membrana branca ou amarela. E podem aparecer isoladas ou em aglomerados».

Quanto ao aparecimento da afta, a médica explica que não existe uma relação causa/efeito: «Estão, muitas vezes, ligadas a várias situações. Factores desencadeantes poderão ser as insuficiências vitamínicas, certos distúrbios gastrintestinais, os ácidos presentes em alguns alimentos e pequenos traumas da mucosa bucal. Poderá também estar associado ao stress e ou ter carácter hormonal, relacionado com o ciclo menstrual.»

A especialista acrescenta, ainda, que «o seu aparecimento pode também estar associado a algumas doenças sistémicas. Nestas situações, a úlcera tem um carácter reincidente. Em alguns casos é frequente em pacientes com as doenças de lúpus, colite ulcerosa, Crohn ou Behçet. Quando as aftas estão ligadas a doenças imunológicas e aparecem com uma maior periodicidade, é necessário o tratamento da doença base».

Do ardor à dor

Nas aftas há uma exposição do tecido conjuntivo, rico em vasos e nervos, o que faz com que o doente sinta ardor frequente e, naturalmente, dor.

As queixas dos pacientes são, segundo Dulce Pereira, «sobretudo mal–estar e incómodo, quando se comem alguns alimentos ácidos, frutos secos e salgados. Estes, quando entram em contacto com a mucosa bucal, podem desencadear ou desenvolver o aparecimento da ulceração. Há, efectivamente, uma reacção a estes alimentos. Sensação de ardência e dificuldade em mastigar também são traços comuns desta doença. Além do mais, a situação pode ser agravada por infecções causadas por microorganismos presentes no meio bucal».

Geralmente, as aftas desaparecem ao final de uma semana. Se persistirem mais de 15 dias, o melhor será procurar um médico de família para que a situação seja devidamente avaliada.

Não há um tratamento específico, eficaz e comum a todos os indivíduos que sofrem destas úlceras.

«Nos quadros clínicos simples, podem ser feitos bochechos de meio copo de água morna, diluída em 10 ml de água oxigenada, três a quatro vezes ao dia. Também se pode bochechar com uma solução de sal e bicarbonato de sódio, diluídos igualmente em meio copo de água», informa Dulce Pereira.

Também designadas por úlceras aftosas, as aftas são pequenas vesículas que aparecem na mucosa bucal, com frequência na bochecha e na língua e menos frequentemente na garganta e gengivas. Observam-se com várias tonalidades, conforme o estádio em que se encontram.

Ao falar das características clínicas das aftas, a Dr.ª Dulce Pereira, médica especialista em Clínica Geral e Medicina Familiar, refere que, «inicialmente, antes do seu desenvolvimento, são sentidas queixas de ardor e prurido. Depois, forma-se uma auréola vermelha, onde se desenvolve a úlcera. Posteriormente, quando rebentam, formulam uma cobertura na sua área interior, um revestimento fino, uma espécie de membrana branca ou amarela. E podem aparecer isoladas ou em aglomerados».

Quanto ao aparecimento da afta, a médica explica que não existe uma relação causa/efeito: «Estão, muitas vezes, ligadas a várias situações. Factores desencadeantes poderão ser as insuficiências vitamínicas, certos distúrbios gastrintestinais, os ácidos presentes em alguns alimentos e pequenos traumas da mucosa bucal. Poderá também estar associado ao stress e ou ter carácter hormonal, relacionado com o ciclo menstrual

A especialista acrescenta, ainda, que «o seu aparecimento pode também estar associado a algumas doenças sistémicas. Nestas situações, a úlcera tem um carácter reincidente. Em alguns casos é frequente em pacientes com as doenças de lúpus, colite ulcerosa, Crohn ou Behçet. Quando as aftas estão ligadas a doenças imunológicas e aparecem com uma maior periodicidade, é necessário o tratamento da doença base».

Do ardor à dor

Nas aftas há uma exposição do tecido conjuntivo, rico em vasos e nervos, o que faz com que o doente sinta ardor frequente e, naturalmente, dor.

As queixas dos pacientes são, segundo Dulce Pereira, «sobretudo mal–estar e incómodo, quando se comem alguns alimentos ácidos, frutos secos e salgados. Estes, quando entram em contacto com a mucosa bucal, podem desencadear ou desenvolver o aparecimento da ulceração. Há, efectivamente, uma reacção a estes alimentos. Sensação de ardência e dificuldade em mastigar também são traços comuns desta doença. Além do mais, a situação pode ser agravada por infecções causadas por microorganismos presentes no meio bucal».

Geralmente, as aftas desaparecem ao final de uma semana. Se persistirem mais de 15 dias, o melhor será procurar um médico de família para que a situação seja devidamente avaliada.

Não há um tratamento específico, eficaz e comum a todos os indivíduos que sofrem destas úlceras.

«Nos quadros clínicos simples, podem ser feitos bochechos de meio copo de água morna, diluída em 10 ml de água oxigenada, três a quatro vezes ao dia. Também se pode bochechar com uma solução de sal e bicarbonato de sódio, diluídos igualmente em meio copo de água», informa Dulce Pereira.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.