Acne » A doença que afecta cerca de 80% dos jovens
A acne é uma afecção muito frequente que atinge cerca de 80% dos jovens. É motivo de grande número de consultas de dermatologia, embora muitos adolescentes continuem a ser orientados por conselhos nem sempre adequados de pessoal não especializado, ou influenciados por mitos, tradições ou outros factores não científicos, como por exemplo, a utilidade de certas dietas ou restrições alimentares. Tem-se demonstrado, nos últimos anos, que estas dietas não influenciam a evolução desta entidade.
Considera-se a acne uma doença inflamatória crónica dos folículos pilossebáceos caracterizada pelo aparecimento de comedões, pápulas e pústulas na face, pescoço e região anterior e posterior do toráx. É uma doença multifactorial, contribuindo para a sua etiopatogenia factores genéticos (determinantes da precocidade e intensidade da acne), raciais e ambientais (climas quentes e húmidos favorecem o seu aparecimento.
As lesões surgem em regra na adolescência, atingem ambos os sexos, tendo uma maior prevalência dos catorze aos dezassete anos no sexo feminino, e dos dezasseis aos dezanove no sexo masculino.
Caracteriza-se pelo aparecimento de formas lesionais muito variadas que poderão ocorrer isoladamente ou concomitantemente e em graus variáveis de intensidade. São elas: microcomedões, comedões fechados (pontos brancos), comedões abertos (vulgarmente conhecidos como pontos negros), pápulas, pústulas, e, nas suas formas mais graves, abcessos, quistos e cicatrizes.
De uma forma global, pode afirmar-se que estas lesões são o resultado da obstrução dos folículos pilossebáceos, que, por sua vez é consequência do aumento da produção e secreção sebácea (dependente das hormonas sexuais masculinas); da hiperqueratinização com obstrução do folículo pilossebáceo, com consequente infecção bacteriana (sendo o microorganismo implicado o Propionibacterium acnes), e resposta inflamatória local subsequente.
Graus de acne consoante a intensidade e gravidade das lesões
Acne comedónica-grau I: caracteriza-se pelo aparecimento de comedões em número variável com raros elementos inflamatórios.
Acne pápulo-pustulosa-grau II: marcada pela reacção inflamatória, surgindo agora pápulas e pústulas, em número e intensidade variáveis.
Acne nódulo-quístico-grau III: no qual se verifica a presença de nódulos e quistos simples ou inflamatórios e purulentos, para além das lesões acima referidas.
Acne conglobata-grau IV: forma grave, em que se objectiva o aparecimento de nódulos purulentos, abcessos e fístulas associados às lesões descritas no quadro anterior.
Acne fulminante-grau V: forma muito rara que afecta essencialmente os adolescentes do sexo masculino.
Tratamento
A grande variação das manifestações clínicas e da sua intensidade impõe que o tratamento seja adaptado a cada caso individual, desde as medidas tópicas até à oportunidade de terapêutica sistémica.
Nos casos mais intensos ou refractários à terapêutica tópica, impõe-se a instituição de tratamento sistémico, sendo os antibióticos nomeadamente as tetraciclinas/ minociclina os fármacos mais utilizados.
Apesar de não se tratar de uma doença grave, a acne pode ser desfigurante, pelo que se impõe a instituição de terapêutica precoce e adequada, com a finalidade de tentar evitar a sua progressão para estádios mais avançados, e, por outro lado, eventuais cicatrizes inestéticas definitivas.
Considera-se a acne uma doença inflamatória crónica dos folículos pilossebáceos caracterizada pelo aparecimento de comedões, pápulas e pústulas na face, pescoço e região anterior e posterior do toráx. É uma doença multifactorial, contribuindo para a sua etiopatogenia factores genéticos (determinantes da precocidade e intensidade da acne), raciais e ambientais (climas quentes e húmidos favorecem o seu aparecimento.
As lesões surgem em regra na adolescência, atingem ambos os sexos, tendo uma maior prevalência dos catorze aos dezassete anos no sexo feminino, e dos dezasseis aos dezanove no sexo masculino.
Caracteriza-se pelo aparecimento de formas lesionais muito variadas que poderão ocorrer isoladamente ou concomitantemente e em graus variáveis de intensidade. São elas: microcomedões, comedões fechados (pontos brancos), comedões abertos (vulgarmente conhecidos como pontos negros), pápulas, pústulas, e, nas suas formas mais graves, abcessos, quistos e cicatrizes.
De uma forma global, pode afirmar-se que estas lesões são o resultado da obstrução dos folículos pilossebáceos, que, por sua vez é consequência do aumento da produção e secreção sebácea (dependente das hormonas sexuais masculinas); da hiperqueratinização com obstrução do folículo pilossebáceo, com consequente infecção bacteriana (sendo o microorganismo implicado o Propionibacterium acnes), e resposta inflamatória local subsequente.
Graus de acne consoante a intensidade e gravidade das lesões
Acne comedónica-grau I: caracteriza-se pelo aparecimento de comedões em número variável com raros elementos inflamatórios.
Acne pápulo-pustulosa-grau II: marcada pela reacção inflamatória, surgindo agora pápulas e pústulas, em número e intensidade variáveis.
Acne nódulo-quístico-grau III: no qual se verifica a presença de nódulos e quistos simples ou inflamatórios e purulentos, para além das lesões acima referidas.
Acne conglobata-grau IV: forma grave, em que se objectiva o aparecimento de nódulos purulentos, abcessos e fístulas associados às lesões descritas no quadro anterior.
Acne fulminante-grau V: forma muito rara que afecta essencialmente os adolescentes do sexo masculino.
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