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Distúrbio alimentar: A compulsão de comer

1 Dezembro, 2011 0

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Perante estes sinais, é conveniente procurar ajuda médica. Não é fácil diagnosticar um distúrbio alimentar numa criança, mas é importante agir o mais cedo possível de modo a corrigir comportamentos e prevenir consequências para a saúde.

Mas, tão importante como o tratamento profissional, é o modo como os pais abordam o problema com a criança e o apoio que lhe dão. É fundamental falar com a criança quando há suspeita de um distúrbio, neste caso se há suspeita de que ela come compulsivamente. Há que explicar-lhe que esse comportamento pode constituir um problema e que pode ser necessária ajuda médica.

São, contudo, de evitar referências ao aumento de peso e à aparência – são assuntos a que a criança (sobretudo na fase da adolescência) é muito sensível e que lhe despertam sentimentos contraditórios. Centrar a conversa nos comportamentos e sentimentos pode ser mais eficaz. Ao mesmo tempo, é importante que à criança sejam proporcionadas alternativas saudáveis para se alimentar, mas sem forçá-la a restrições drásticas.

O excesso de peso associado ao comer compulsivamente pode ter consequências a prazo: hipertensão, colesterol elevado, diabetes, doença cardiovascular, depressão e ansiedade.

Daí a importância de intervir precocemente. Até porque lidar com um distúrbio alimentar leva tempo, exige perseverança. O problema não se instalou de um dia para o outro e também não será de um dia para o outro que desaparecerá. Vencê-lo é um desafio para os pais e para a criança.

 

Outros distúrbios

A compulsão está presente em todos os distúrbios alimentares, mas há traços que distinguem o comer compulsivamente da bulimia e da anorexia.

Assim, na bulimia o empanturramento é seguido de um comportamento de purga, que tanto pode ser o vómito provocado como a toma de laxantes. O objectivo é evitar ganhar peso. Com o mesmo propósito, um bulímico também pode alternar períodos de compulsão com períodos dejejum ou fazer exercício excessivo.

Na anorexia, o receio de ganhar peso leva a pessoa a passar fome, desenvolvendo uma compulsão com a quantidade de comida que ingere, controlando-a à ínfima porção. Pode haver igualmente tendência para o exercício excessivo para perder peso.

Em todas as situações, estes comportamentos são acompanhados de vergonha e culpa, envolvendo, além disso, sérios riscos para a saúde.

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