Dentista pelo menos uma vez por ano
À falta de dentes com repercussões na articulação têmporo-mandibular, podem estar, a longo prazo, igualmente associadas vertigens e perturbações na visão. Já para não falar de falta de apoio à mastigação dos alimentos, das inevitáveis questões da estética e da fonética com graves problemas a nível social.
Há que realizar, pelo menos, uma vez por ano um exame geral da cavidade oral que inclui os dentes, as gengivas, as mucosas e a própria língua. As razões que justificam esta periodicidade?
«A cárie é um processo lento, mas, para que não cheguemos tarde, é um intervalo minimamente razoável para que o tratamento possa ser eficaz. No entanto, depende de cada indivíduo», esclarece o especialista.
Por outro lado, não é conveniente deixar avançar o estabelecimento de tártaro, que «a dado ponto só pode mesmo ser removido no consultório», assinala Eduardo Barros Fernandes.
É particularmente importante recorrer ao check-up dentário no período entre os 13 e os 17 anos. Até porque essa é uma fase «em que há algum desleixo próprio da idade. A pré-adolescência é sempre crítica», avisa o médico.
A própria evolução da sociedade portuguesa fez com que a saúde oral se tornasse num bem bastante mais acessível, apesar das carências que são constantemente denunciadas. Há mais pessoas com seguros de saúde, há programas de saúde escolar que preenchem algumas lacunas na saúde oral dos mais novos. No entanto, há classes mais desfavorecidas que não estão englobadas em nenhum destes aspectos.
Quando essas pessoas aparecem no consultório, normalmente, já é tarde para que se possam manter os dentes, uma vez que é essa a grande finalidade da Medicina Dentária e Estomatologia.
A falta de informação neste aspecto continua a ser algo «a necessitar de melhorias», pelo que são frequentemente os próprios dentistas no consultório a desempenhar esse papel.
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