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Cirurgias Oftalmológicas: Tecnologia ao serviço da acuidade visual

O avanço cirúrgico no mundo e em Portugal é uma das faces mais visíveis da tecnologia aplicada à saúde. Conheça as mais avançadas técnicas cirúrgicas oftalmológicas de extracção da miopia, do astigmatismo e da catarata, do Institutocuf.

A evolução tecnológica das técnicas cirúrgicas em oftalmologia é constante devido aos avanços informáticos, ao empenhamento das empresas produtoras dos tecnologia utilizada e à realização regular de congressos da especialidade, explica Castro Neves, especialista em Cirurgia de Cataratas do Institutocuf.

No âmbito imagiológico, mais relacionado com a retina, “está disponível um novo modelo do OCT, um aparelho que faz a leitura das camadas da retina e que só agora está a começar a ser comercializado”. Segundo afirma, o OCT revela-se uma mais-valia ao nível da análise profunda e global da retina, com o recurso a uma tomografia de coerência óptica. “É como se fosse um tac, mas tem uma estrutura finíssima, lê microscopicamente as camadas da retina, com capacidade de a visualizar em 3D.

Os OCT´s de alta resolução, como o existente no Instituto Cuf, em Matosinhos, permitem detectar sinais de actividade de neovasos em fases precoces, por vezes dificilmente diagnosticáveis por outros métodos.”.

 

Cirurgia refractiva “de última geração”

Os avanços tecnológicos verificam-se na correcção da miopia e do astigmatismo que se realiza, no Institutocuf, através de cirurgias com LASER de última geração, acrescenta Fernando Vaz, especialista em Cirurgia Refractiva. Esta tecnologia faz uma escultura da superfície da córnea que visa corrigir a graduação de forma personalizada para cada paciente.

“O LASER que usamos, além de efectuar essa correcção, reduz a emergência de aberrações esféricas que o própriotratamento provocaria, proporcionando ainda melhor qualidade de visão”, descreve. A tecnologia permite seleccionar os candidatos à correcção cirúrgica da miopia com total segurança”

É obrigatória a realização de uma topografia de córnea que detecta alterações que contra-indicam a cirurgia. Em todos os casos deve ser avaliada a retina para comprovar que não existem lesões Não seguir este procedimento significa correr riscos desnecessários. Assim, os pacientes interessados neste tipo de cirurgia devem procurar centros dotados com este tipo de equipamentos.

 

Recuperação pós-operatória da cirurgia refractiva

Na maioria das profissões o regresso à actividade pode ser quase imediato, sendo excepção a exposição a poeiras, vapores ou alguns produtos químicos. Em relação à actividade física, ela pode ser retomada no dia seguinte no Lasik (a excepção é a piscina).

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Por razões óbvias devem ser evitados desportos com elevado risco de contacto físico nos primeiros dias após a cirurgia, realça Fernando Vaz. Afirma que no dia seguinte, o paciente já pode ter um quotidiano normal. Quem trabalha com computadores, deve usar lágrimas artificiais, pois a lubrificação dos olhos é fundamental.”

Após a cirurgia, o doente deve ser analisado nos três ou quatro primeiros dias, após uma semana e passado um mês. No fim de um ano, deve consultar o especialista, passando a ser analisado posteriormente de dois em dois anos.

“O olho míope tem características diferentes de um normal ao nível da retina. Apesar de corrigirmos o erro refractivo, as fragilidades previamente existentes na retina manter-se-ão”.

 

Avanços na cirurgia da catarata

A cirurgia de remoção da catarata realiza-se actualmente também com o recurso às técnicas mais avançadas e comprovadas. “O Ozil é disso exemplo. É uma técnica que se está a disseminar por Portugal. Consiste numa cirurgia com ultra-sons – emissão de ultrasons – com uma agulha que vibra longitudalmente, para destruir e liquidificar a catarata (facoemulsificação), define Castro Neves.

O objectivo desta técnica é tornar líquida a parte da catarata para que possa ser removida e evita a abertura do olho para a sua extracção, característica das primeiras cirurgias. A facoemulsificação progrediu nos últimos três anos, “porque a agulha ultrasónica em vez de abordar o material opaco – a catarata- com movimentos longitudinais, fá-lo com movimentos rotacionais, o que tornou a cirurgia mais segura”, avança.

 

Aparelhos que vigiam o olho

Os aparelhos fazem a topografia da córnea. Segundo Castro Neves, o processo é semelhante “à avaliação de um geógrafo perante a superfície da terra”. Dá-nos as curvas de elevação da córnea, para ver se os astigmatismos são regulares ou irregulares e dá-nos a espessura da córnea em cada ponto. Permitem ainda estudar o olho na sua globalidade, para ver se terá capacidade de incorporação de uma lente intra-ocular para correcção da miopia, astigmatismo e hipertropia.

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O que é a técnica da Ozil?

A técnica da Ozil foi introduzida em Portugal há cerca de três anos, contextualiza Castro Neves. Menos invasiva, permite que os pacientes tenham uma recuperação mais rápida, nomeadamente, de situações clínicas mais complexas de cataratas. A Ozil é uma cirurgia que se realiza sem pontos, pois faz-se através de uma microincisão (uma abertura de apenas dois milímetros). No dia posterior à cirurgia, os doentes já conseguem ter uma visão normal, apesar de terem que ter certos cuidados.
Geralmente, os doentes que sofrem de cataratas já não pertencem à população activa.

 

Catarata: “Não ver para além da janela”

Trata-se de uma perda da transparência do cristalino que é uma lente que integra o olho. Surge devido aos efeitos das luzes ultravioletas, do envelhecimento ou da oxidação das componentes das células do cristalino.

O cristalino fica opaco e verifica-se uma desfocagem nas imagens visualizadas, originando um encadeamento, pois há uma dispersão da luz. No seu estágio mais avançado pode provocar a perda da visão.

 

O que é a miopia?

A Miopia é um erro refractivo que determina uma má acuidade visual para longe afectando cerca de 15% da população.
Nos olhos com miopia a imagem dos objectos é focada à frente da retina, seja como resultado de um olho muito grande, seja pela curvatura anómala da córnea. É o erro refractivo mais comum na criança e os objectos distantes ficam desfocados

 

O que é o astigmatismo?

É uma irregularidade da córnea em que há dois focos, um num eixo e outro em outro e o seu cruzamento origina uma desfocagem muito grande e uma dispersão de luzes que se vêem.

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