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A importância da nutrição

Um estado nutricional adequado é essencial para prevenir complicações associadas à doença oncológica e para aumentar a tolerância aos tratamentos. Em suma, para contribuir uma melhor qualidade de vida dos doentes.

Em Portugal, morrem actualmente cerca de 24 mil pessoas por causa do cancro. Associado ao cancro surge, frequentemente, a desnutrição do doente, como consequência das mudanças provocadas no organismo pela doença e dos efeitos secundários dos tratamentos, designadamente cirurgia, quimioterapia e radioterapia, que podem provocar alterações no paladar, na salivação, na digestão e na absorção dos alimentos.

Segundo um estudo português sobre carências alimentares em oncologia, realizado em 2007, pela Sociedade Portuguesa de Oncologia, com o apoio da Nutricia, a desnutrição afecta 40 a 80% dos doentes oncológicos, sendo que a maioria dos familiares e amigos destes doentes não sabem como lidar com o problema, apesar de reconhecerem que as carências alimentares decorrentes do cancro são graves ou muito graves.

A dieta do doente oncológico deve incluir todos os nutrientes fundamentais ao bom funcionamento do organismo, tais como proteínas, glícidos, lípidos, fibras, vitaminas, minerais, oligoelementos e água.

Um estado nutricional adequado ajuda a prevenir complicações, a optimizar a qualidade de vida nos diferentes estádios de evolução da doença, a aumentar a tolerância e a resposta ao tratamento e, eventualmente, a atingir alta hospitalar mais cedo.

Neste âmbito, e com o objectivo de aumentar a capacidade de resposta do organismo e contribuir para a evolução positiva da doença, é fundamental avaliar-se o estado nutricional nos doentes oncológicos e a sua relação e impacto noutras variáveis, tais como baixa percentagem de massa muscular ou alteração da composição muscular, défice de memória e sintomas de irritabilidade, entre outras.

Como estamos perante uma doença que conduz à perda de apetite, paladar e consequente perda de peso, uma dieta equilibrada poderá não ser suficiente para contrariar a situação. As necessidades nutricionais do doente podem não ser asseguradas, única e exclusivamente, por via dos alimentos habituais.

Nestes casos, podem ser utilizados suplementos alimentares destinados a fins medicinais específicos, constituídos por proteínas, lípidos, glícidos, vitaminas e minerais, que se destinam a complementar a dieta habitual de doentes com capacidade limitada, diminuída ou alterada, ou cujo estado de saúde determina necessidades nutricionais particulares que não podem ser satisfeitas por uma modificação do regime alimentar normal.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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