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A fragilidade dos ossos

6 Janeiro, 2008 0

Outra vantagem deste medicamento relaciona-se com a posologia. A administração deste bifosfonato em toma única da dose semanal, para além de apresentar a mesma eficácia e segurança, permite uma melhor adesão ao tratamento.

A prevenção começa cedo

Se é importante falarmos de tratamento na osteoporose, também é significativo falar de prevenção. Melo Gomes recomenda que «as medidas preventivas devem começar na infância, continuar durante a idade adulta e manterem-se durante toda a vida dos indivíduos».

Interrogado sobre essas medidas preventivas, o especialista explica que «tais passam sobretudo pela prática regular de exercício físico aeróbico com carga, pelos hábitos alimentares e tipo de vida que sejam agravantes do risco de se sofrer de osteoporose. Entre estes saliento o tabagismo, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e de café, bem como o sedentarismo, entre outros».

Ter, portanto, uma alimentação saudável, praticar exercício físico e, no fundo, ter hábitos de vida saudáveis são os pilares para a formação de um bom património ósseo.

A este conjunto podemos também acrescentar o recurso a suplementos de vitamina D, uma vitamina lipossolúvel vital para a absorção do cálcio e para a formação de ossos fortes, saudáveis e mais resistentes a fracturas, sendo um componente essencial do tratamento da osteoporose.

Estudos evidenciam que mulheres com osteoporose pós-menopáusica que tenham níveis adequados de vitamina D absorvem mais 65% do cálcio que ingerem.

Outros estudos epidemiológicos (realizados em vários países do Mundo e em várias latitudes e zonas distintas de exposição solar) revelam que muitas mulheres do grupo etário em que é mais rentável tratar a osteoporose (idade superior a 60 anos) têm também alguma deficiência de Vitamina D.

«Esta deficiência de Vitamina D, que habitualmente não é detectável com facilidade, leva a uma redução da absorção intestinal de cálcio e a um aumento de secreção da hormona paratiroideia, factores que podem contribuir para o agravamento da osteoporose e dificultam o seu tratamento adequado», explica Melo Gomes, acrescentando:

«Quando os níveis séricos de vitamina D são mais baixos resulta uma situação clínica denominada osteomalacia (o que significa etimologicamente “ossos moles”). Nestes casos o tecido ósseo forma-se mas não é mineralizado, ficando os ossos muito mais frágeis. Se algum grau de osteomalacia se associar à osteoporose (situação em que a quantidade de osso está diminuída, mas a qualidade é normal) resultará um osso bastante mais frágil e com maior risco de fractura, pois será quantitativa e qualitativamente deficiente – esta situação denomina-se por “osteoporomalacia”.»

Contudo, na maioria dos casos, «não se chega a tanto, existindo apenas uma deficiente absorção do cálcio alimentar e discretos aumentos da hormona paratiroideia, que contribuem para o agravamento da osteoporose e podem ser prevenidos pela utilização de suplementos de vitamina D, como vem a ser feito pela maior parte dos reumatologistas portugueses há muitos anos», conclui o reumatologista, Melo Gomes.

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