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Cancro e alimentação

12 Setembro, 2007 0

Com frequência são detectados casos de carências alimentares em doentes com cancro, devido à falta de apetite causada pela própria doença ou até pelos seus tratamentos. A Dra. Paula Ravasco, investigadora e docente da Unidade de Nutrição e Metabolismo do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explica quais as causas, consequências e cuidados a ter com o doente oncológico desnutrido.

Como podemos definir o conceito de carências alimentares?

Carências alimentares podem ser definidas como défices nutricionais que podem ser de energia, proteínas, gorduras (lípidos), hidratos de carbono, ou défices específicas de micro nutrientes, tais como algumas vitaminas ou minerais e oligoelementos. Estes défices podem ser causados por uma ingestão inadequada ou insuficiente de alimentos, bem como por alterações na digestão e/ou absorção de nutrientes.

Por que motivo os doentes oncológicos estão tão propensos a sofrer de desnutrição?

A desnutrição pode ser uma consequência directa das terapêuticas a que o doente oncológico é submetido: radioterapia, quimioterapia, cirurgia, que podem promover ou agravar variados sintomas como a falta de apetite, alterações de paladar e olfacto, dificuldade em engolir/mastigar os alimentos, diarreia, náuseas/vómitos, ou provocarem alterações na digestão e absorção de nutrientes.

Como se podem manifestar as carências alimentares nos doentes oncológicos?

Dependendo do tipo de carência alimentar, pode manifestar-se por exemplo como perda de peso ou cansaço. A desnutrição e suas consequências são variáveis e muito em função do próprio doente e da gravidade da carência alimentar que o doente desenvolve.

Quais as consequências adicionais de um doente oncológico desnutrido?

A desnutrição está associada à redução da tolerância dos doentes aos tratamentos, com necessidade de interrupções dos tratamentos; a recuperação pós cirurgia, ou pós quimio, ou radioterapia pode ser mais demorada no doente desnutrido; a desnutrição está associada ao aumento de complicações associadas aos tratamentos, havendo a sugestão de que, por influenciar o decurso dos tratamentos, poder influenciar negativamente a evolução da doença. Para além disso, está demonstrado que o doente oncológico desnutrido tem pior qualidade de vida.

Quais os cuidados que devem ser tidos com a alimentação/dieta do doente oncológico?

Prescrição de uma dieta individualizada, adequada ao doente: ao seu estado nutricional, autonomia, às suas preferências alimentares, necessidades específicas, défices nutricionais, sintomas, porque só assim é possível a prescrição de uma dieta que contenha todos os nutrientes de que o doente necessita, para que a consiga ingerir.

Qual a importância dos suplementos nutricionais no doente oncológico?

Os suplementos nutricionais completos, que contêm energia, proteínas, hidratos de carbono, lípidos e vitaminas e minerais, podem ser úteis, ou mesmo essenciais, para adequar a ingestão nutricional do doente às suas necessidades, sempre que a ingestão de alimentos seja insuficiente.

Como podemos definir o conceito de carências alimentares?

Carências alimentares podem ser definidas como défices nutricionais que podem ser de energia, proteínas, gorduras (lípidos), hidratos de carbono, ou défices específicas de micro nutrientes, tais como algumas vitaminas ou minerais e oligoelementos. Estes défices podem ser causados por uma ingestão inadequada ou insuficiente de alimentos, bem como por alterações na digestão e/ou absorção de nutrientes.

Por que motivo os doentes oncológicos estão tão propensos a sofrer de desnutrição?

A desnutrição pode ser uma consequência directa das terapêuticas a que o doente oncológico é submetido: radioterapia, quimioterapia, cirurgia, que podem promover ou agravar variados sintomas como a falta de apetite, alterações de paladar e olfacto, dificuldade em engolir/mastigar os alimentos, diarreia, náuseas/vómitos, ou provocarem alterações na digestão e absorção de nutrientes.

Como se podem manifestar as carências alimentares nos doentes oncológicos?

Dependendo do tipo de carência alimentar, pode manifestar-se por exemplo como perda de peso ou cansaço. A desnutrição e suas consequências são variáveis e muito em função do próprio doente e da gravidade da carência alimentar que o doente desenvolve.

Quais as consequências adicionais de um doente oncológico desnutrido?

A desnutrição está associada à redução da tolerância dos doentes aos tratamentos, com necessidade de interrupções dos tratamentos; a recuperação pós cirurgia, ou pós quimio, ou radioterapia pode ser mais demorada no doente desnutrido; a desnutrição está associada ao aumento de complicações associadas aos tratamentos, havendo a sugestão de que, por influenciar o decurso dos tratamentos, poder influenciar negativamente a evolução da doença. Para além disso, está demonstrado que o doente oncológico desnutrido tem pior qualidade de vida.

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