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7% dos doentes reumáticos melhoram qualidade de vida após internamento

11 Dezembro, 2008 0

O estudo “Impacto do internamento na incapacidade e na qualidade de vida nas doenças reumáticas ” realizado em Portugal pelo Instituto Português de Reumatologia (IPR) revela que os doentes internados melhoram a condição física até 3% e a condição mental até 4% na sua qualidade de vida. Este trabalho será apresentado nas XVI Jornadas Internacionais do Instituto Português de Reumatologia.

“A qualidade de vida e a incapacidade são dois dos objectivos mais importantes para avaliar o impacto das medidas terapêuticas ou clínicas nos doentes reumáticos. Essas medidas são ainda mais importantes nos doentes internados em que, para além de maior gravidade clínica, há uma clara noção das intervenções que são realizadas. Podem igualmente ser consideradas formas indirectas de avaliação da qualidade clínica”, explica Luís Cunha Miranda, principal autor do estudo. O estudo foi realizado no serviço de internamento do IPR de Junho de 2007 a Junho de 2008.
Foram aplicados dois questionários, o Short Form 36 (SF-36) para avaliação da qualidade de vida e o Health Assessment Questionnaire (HAQ) Disability Index (DI) relativo à incapacidade, em duas avaliações distintas, no momento de admissão e no dia de alta. A população foi constituída por 138 doentes internados, 15,2% do sexo masculino e 84,8% do sexo feminino, distribuídos por diferentes doenças reumatológicas: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, fibromialgia, espondiloartropatia e outras. A idade média dos doentes internados foi de 63 anos.

O período de internamento médio foi de 17 dias, sem diferenças entre sexo ou doença reumática. Analisando as diferenças entre a admissão e a alta para a população estudada, verificam-se melhorias significativas nas dimensões vitalidade e dor do SF-36, assim como nas suas componentes de saúde física e mental; e menor comprometimento da incapacidade funcional avaliada pelo HAQ-DI. Constata-se que os doentes com maior tempo de internamento (superior a 9 dias) apresentam melhorias significativas de dor relativamente aos doentes com menor tempo de internamento.

A intervenção realizada no internamento originou melhorias a nível da vitalidade e da dor, com menor comprometimento da saúde física e mental nestes doentes, assim como a melhoria do índice de incapacidade funcional que foi, em média, de 4%, esta é avaliada pelo HAQ-DI após o internamento. Estes resultados não demonstraram diferenças entre patologias, provavelmente devido ao reduzido número de doentes em algumas doenças. O grupo de doentes com maior período de internamento apresentou índices de dor inferiores no momento da alta.

No ano em que comemora 60 anos, o Instituto Português de Reumatologia organiza as suas XVI Jornadas Internacionais, que decorrem hoje e amanhã, no Centro de Congressos de Lisboa.

 

Principal Autor do Estudo
Dr. Luís Miranda – Director Clínico Adjunto do IPR e Presidente da Comissão Organizadora das Jornadas – 962379092

http://ipr2008.congressos-online.com/

 

1 – Realizado por: Luís Cunha Miranda, Reumatologista, IPR; Dr.ª Alexandra Cardoso, Nutricionista, IPR; Dr. Filipe Barcelos, Interno de Reumatologia, IPR; Dr.ª Ana Teixeira, Reumatologista, IPR; José Vaz Patto, Reumatologista, IPR.

“A qualidade de vida e a incapacidade são dois dos objectivos mais importantes para avaliar o impacto das medidas terapêuticas ou clínicas nos doentes reumáticos. Essas medidas são ainda mais importantes nos doentes internados em que, para além de maior gravidade clínica, há uma clara noção das intervenções que são realizadas. Podem igualmente ser consideradas formas indirectas de avaliação da qualidade clínica”, explica Luís Cunha Miranda, principal autor do estudo. O estudo foi realizado no serviço de internamento do IPR de Junho de 2007 a Junho de 2008.

Foram aplicados dois questionários, o Short Form 36 (SF-36) para avaliação da qualidade de vida e o Health Assessment Questionnaire (HAQ) Disability Index (DI) relativo à incapacidade, em duas avaliações distintas, no momento de admissão e no dia de alta. A população foi constituída por 138 doentes internados, 15,2% do sexo masculino e 84,8% do sexo feminino, distribuídos por diferentes doenças reumatológicas: osteoartrose, artrite reumatóide, osteoporose, fibromialgia, espondiloartropatia e outras. A idade média dos doentes internados foi de 63 anos.

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