Qualidade dos medicamentos genéricos debatida na III JoMed » Associação Nacional de Estudantes de Medicina promove as Terceiras Jornadas do Jovem Médico - Médicos de Portugal

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Qualidade dos medicamentos genéricos debatida na III JoMed » Associação Nacional de Estudantes de Medicina promove as Terceiras Jornadas do Jovem Médico

29 Novembro, 2007 0

Lisboa, 29 de Novembro de 2005 – Terminou mais uma edição da Jornadas do Jovem Médico (JoMed), onde foram debatidos vários assuntos relacionados com a prática clínica. Este encontro, destinado aos estudantes e médicos recém licenciados, teve o apoio da multinacional alemã ratiopharm.

Estiveram em destaque, no encontro deste ano, a “Qualidade dos medicamentos Genéricos”, a “Organização de um Centro de Saúde” tendo como modelo o Centro de Saúde de São João, no Porto e a “Osteoporose – O que sabem as Mulheres Portuguesas”.

O Prof. Doutor António Vaz Carneiro, Director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, defendeu a qualidade dos medicamentos genéricos referindo que estes são exactamente iguais aos medicamentos originadores e dá o exemplo do mercado americano onde, entre todos os medicamentos prescritos, 51% são genéricos.

“Gostava de ver em Portugal a mesma taxa de prescrição de genéricos que vi nos Estados Unidos”, afirma o médico. Vaz Carneiro acrescenta que os medicamentos genéricos, apesar de estarem no mercado há pelo menos dez anos, continuam a provar a sua eficácia no tratamento de patologias.

Para além disso, estes medicamentos vão sendo testados pelas empresas que os comercializam e pelo Infarmed, para comprovar a sua biodisponibilidade e bioequivalência.

Este professor refere ainda, “Se estes medicamentos continuam a ser prescritos depois de terem sido lançados outros mais recentes no mercado, então isto significa que são seguros para o doente. Utilizo genéricos porque em termos de eficácia e segurança são iguais às outras drogas.

A questão da prescrição de genéricos não tem a ver só com o facto de serem mais baratos. É uma questão técnica. Acredito mais nos medicamentos que podem ser comparados com outros e assim provar a sua eficácia”.

Por fim, defende a prescrição de medicamentos comparticipados pelo estado porque “para ser comparticipado tem que trazer algo de novo quando comparado com os que já existem no mercado. Por isso confio nos medicamentos comparticipados que já foram, com toda a certeza, amplamente testados pelo Infarmed”.

Outro foco da discussão foi o Centro de Saúde de S. João, no Porto, uma referência a nível nacional. Este Centro é uma joint-venture entre a Faculdade de Medicina do Porto e a Administração Geral de Saúde do Norte. Os médicos que trabalham neste Centro são funcionários da Faculdade e não do Ministério da Saúde.

Segundo o seu director, Prof. Doutor Sousa Pinto, o que diferencia o Centro de Saúde de S. João dos restantes é, não só ser independente da Direcção Geral de Saúde e assim fugir à hierarquização habitual dos modelos tradicionais, como também possuir um sistema informático em rede – que permite ao médico obter a informação completa de cada doente no momento da consulta. “Neste centro não há patamares de informação e pessoas que sabem mais do que outras. Aqui todos têm acesso a toda a informação”, afirma Sousa Pinto.

Adicionalmente, na sua gestão, este centro de saúde leva a cabo inquéritos trimestrais ao utente, medindo regularmente a sua satisfação. Após a análise dos inquéritos, os médicos e administração reúnem-se para discutir o que será necessário mudar. Os utentes assumem aqui um papel primordial na constante reorganização e adaptação dos serviços, assegurando assim o melhor tratamento e a eficácia e rentabilidade do Centro.

O Prof. Doutor Sousa Pinto compara a organização deste Centro de Saúde a uma orquestra, onde há um maestro que indica o caminho a seguir, mas onde ninguém tem que cumprir ordens. O mesmo é dizer que ninguém manda nos médicos deste Centro. Cada médico tem a responsabilidade colectiva pela sua lista de utentes (cerca de 2.000) e tem a seu cargo um pelouro – informática, gestão de fornecedores, remodelações no centro, etc.

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