10th ECET Congress (European Council of Enterostomal Therapy) - Médicos de Portugal

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10th ECET Congress (European Council of Enterostomal Therapy)

9 Junho, 2009 0

A Alfândega do Porto recebe na próxima semana o Congresso Europeu de Estomaterapia para debate de temáticas actuais relacionadas com os cuidados de saúde e os doentes ostomizados, a nível mundial. Um doente ostomizado, com uma ostomia de eliminação, é uma pessoa cujo conteúdo dos intestinos ou da bexiga passa directamente por um buraco, criado cirurgicamente no abdómen (o estoma), para um saco que está colocado no exterior.

Em 1995 Portugal regulamenta a comparticipação dos materiais para doentes ostomizados. É estabelecido um limite de custo para comparticipação de material de ostomia e o Estado compromete-se a suportar até 90% desse montante. Em 2009, o limite de custo mantém-se preso à lei de 1995 – que nunca foi revista – o que leva a que o reembolso esteja actualmente abaixo dos 50% face ao custo actual do material necessário à manutenção da qualidade de vida de um doente ostomizado.

O doente ostomizado enfrenta um outro problema: o material vende-se igualmente na farmácia mas apesar do preço ser referenciado, cada farmácia pratica o preço que quiser o que leva a que o mesmo material possa custar €70,00 ou €150,00 consoante o local onde se efectua a compra;

O doente ostomizado pertencente ao Serviço Nacional de Saúde pode, nalguns casos e dependendo das políticas de cada Centro de Saúde, fazer o levantamento do material no seu próprio Centro. Estes, porém, criam frequentemente inúmeros obstáculos burocráticos ou de desconhecimento, que levam a que o doente ostomizado seja um cidadão com grande disparidade de direitos no acesso ao tratamento/apoio da sua doença.

Cerca de 80% dos ostomizados sofreram de doença oncológica, em particular tumores malignos no intestino grosso, recto ou na bexiga.

Em Portugal existem entre 12 a 15 mil doentes ostomizados, sendo a causa mais frequente da ostomia o cancro cólon rectal ou da bexiga.

Ser ostomizado não é igual a ser reformado. O ostomizado pode estar activo e ter qualidade de vida. Se acompanhado devidamente nas consultas de Estomaterapia, pode mesmo atingir uma qualidade de vida superior à que tinha antes da ostomia.

Estas e outras questões em debate no Porto no âmbito do Europeu de Estomoterapia, nos próximos dias 14,15, 16 e 17 de Junho.

Em 1995 Portugal regulamenta a comparticipação dos materiais para doentes ostomizados. É estabelecido um limite de custo para comparticipação de material de ostomia e o Estado compromete-se a suportar até 90% desse montante. Em 2009, o limite de custo mantém-se preso à lei de 1995 – que nunca foi revista – o que leva a que o reembolso esteja actualmente abaixo dos 50% face ao custo actual do material necessário à manutenção da qualidade de vida de um doente ostomizado.

O doente ostomizado enfrenta um outro problema: o material vende-se igualmente na farmácia mas apesar do preço ser referenciado, cada farmácia pratica o preço que quiser o que leva a que o mesmo material possa custar €70,00 ou €150,00 consoante o local onde se efectua a compra;

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