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O brilho do sol não é igual para todos

1 Setembro, 2008 0

Em Portugal, estima-se que surjam, todos os anos, cerca de dez mil novos casos de cancro de pele. Esteja atento aos seus sinais. Saiba como prevenir e detectar precocemente as várias formas de cancro da pele. Previna-se e viva o Verão em pleno.

A adopção de comportamentos adequados de exposição solar continua a ser a regra mais eficaz para se evitar problemas cancerígenos. Falamos de prevenção primária.

“A exposição solar deve ser lenta, progressiva, evitando o horário vermelho (das 12h00 às 16h00) e idealmente também o horário amarelo (11h00 às 12h00 e das 16h00 às 17h00), em particular nos dias de índice ultravioleta (UV) elevado.

Para saber esta informação, consulte o site do Instituto de Meteorologia”, alerta o Doutor Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC).

“Deve usar-se chapéu, de preferência de aba larga, óculos escuros com protecção UV e camisola com design que proteja áreas tão sensíveis, como os ombros, o decote, com tecido que o proteja adequadamente.

Deve-se também estimular o uso de protectores solares de índice elevado (maior que 30), idealmente colocados, na sua maioria, 30 minutos antes da exposição solar, nunca para fomentar exposições solares exageradas e /ou a horas inadequadas”, explica Osvaldo Correia.

 

Detecção precoce do cancro cutâneo

“Como a pele é um órgão muito acessível à observação directa, é relativamente fácil, para um clínico experiente, detectar os vários tipos de cancro cutâneo nas fases iniciais”, explica João Abel Amaro. É bom não esquecer que “os cancros da pele tratados precocemente são curáveis e deixam poucas sequelas”, reforça António Picoto, presidente da APCC.

Para conseguir detectar precocemente o cancro cutâneo, deve estar atento a alguns sinais. O aparecimento de um nódulo rosado que cresce gradualmente; uma ferida que surgiu sem causa aparente e que tem dificuldade em cicatrizar; uma lesão verrugosa de crescimento rápido e que sangra facilmente com pequenos traumatismos pode ser indicativo de que algo está mal com a sua pele.

Por outro lado, “um sinal que se modificou recentemente ou um sinal de cor negra que surgiu em pele sã e tem aumentado gradualmente de diâmetro e espessura justificam a procura de um especialista”, aconselha João Abel Amaro.

Há que lembrar que todos temos sinais e a maioria destes não tem risco de cancro da pele. “É o caso dos angiomas (sinais vermelhos), fibropapilomas (de tipo verruga, frequentes no pescoço e axilas), queratoses seborreicas (lesão verrucosas que, por vezes, se desintegram e que são mais frequentes com a idade, frequentemente múltiplas e de tendência familiar)”, esclarece Osvaldo Correia.

 

O cancro de pele mais temido

O melanoma é o cancro de pele mais temível, daí que o seu diagnóstico precoce seja essencial. “Num terço dos casos, surge em sinais (nevos) já existentes, sobretudo com atipia (regra do ABCD: Assimétricos, de Bordo irregular, Cor heterogénea ou muito escura, Diâmetro de mais de 5 mm)”, adianta o secretário-geral da APCC. Se a estas características se juntar a letra E, de Evolução ou alteração recente, estaremos perante um sinal que deve ser observado clinicamente, indicam os especialistas.

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