Conclusões do Estudo “Saúde em Análise – Uma visão para o futuro” - Médicos de Portugal

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Conclusões do Estudo “Saúde em Análise – Uma visão para o futuro”

3 Fevereiro, 2011 0

A Deloitte volta a apresentar, seis anos após a primeira análise, as soluções que preconiza para os desafios existentes no sector da Saúde em Portugal. Organizar e regular o sistema, estruturar a oferta de cuidados de saúde e optimizar a gestão do medicamento são três dos grandes desafios que a Deloitte apresenta no estudo “Saúde em Análise – Uma visão para o futuro”. Esta análise global, que contou com participação das entidades actuantes no sector, faz a identificação dos desafios futuros e indica possíveis soluções.

Apesar de nos últimos 10 anos, Portugal ter registado uma melhoria dos seus indicadores de saúde, resultado da implementação de medidas e reformas com o objectivo de melhorar a eficiência e a eficácia do Sistema de Saúde, a análise da Deloitte volta a identificar as dimensões críticas que ameaçam o futuro do sector, nomeadamente, a insustentabilidade financeira do sistema, a inadequação do modelo organizacional e de gestão, a desadequação do planeamento e gestão de recursos humanos, a falta de clareza no papel das entidades privadas, a falta de informação com qualidade, as fragilidades do modelo de financiamento e a ausência de planeamento estratégico.

Perante este contexto, o estudo “Saúde em Análise – Uma visão para o futuro” da Deloitte identifica seis grandes desafios, que apontam caminhos para a resolução de muitos dos problemas identificados e o desenvolvimento de um sistema de saúde mais sustentável, organizado e de melhor gestão.

 

Organizar e regular o sistema de saúde português

Neste campo é crítico melhorar a organização e a governação do sistema de saúde e incentivar a concorrência. Neste sentido, destacam-se a importância da separação do papel de prestador e pagador e a necessidade de criação de entidades únicas que concentrem actividades até agora dispersas por vários organismos. Por exemplo, a unificação da responsabilidade pelas actividades de planeamento, financiamento, contratação e pagamento, a constituição de uma holding dos prestadores de cuidados de saúde e a criação de uma agência de avaliação de tecnologias e da sua inclusão nos SNS.

Ao nível da concorrência e com o principal intuito de criar incentivos para a melhoria contínua da performance dos prestadores, é importante aprofundar a liberdade de escolha dentro do próprio SNS como preparar o caminho para a progressiva escolha entre o sector privado e público. Estes desafios implicam a disponibilização de informação fiável sob o desempenho clínico dos prestadores, a criação de mecanismos para encerrar serviços não competitivos e o posicionamento do médico assistente como advisor do cidadão nessa escolha.

Ainda neste capítulo, é essencial aprofundar a concessão da gestão de prestadores de cuidados de saúde a grupos privados e/ou do sector social, o que permitiria gerar concorrência entre os diferentes modelos, incentivando a melhoria contínua da performance. Como consequência desta medida, estaríamos a promover o fortalecimento de grupos económicos no sector da saúde, que poderiam exportar know-how e internacionalizar a sua actividade.

 

Organizar a oferta de cuidados de saúde do SNS

A sustentabilidade do sistema de saúde passa igualmente por uma nova organização da prestação de cuidados com implicações ao nível do desenvolvimento significativo dos cuidados de saúde primários, da reorganização das unidades hospitalares e da promoção da integração de cuidados.

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