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Professor Doutor Fernando Regateiro, Presidente da ARS do Centro » “Queremos diminuir a incidência de cancros e diagnosticar os tumores em estado precoce”

7 Janeiro, 2007 0

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) está determinada em fazer diminuir a incidência de cancros invasivos e diagnosticar as lesões pré-malignas, e os tumores em estádios precoces, na população do centro do País.

Como nos diz o Professor Doutor Fernando Regateiro, Presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, na entrevista que concedeu ao Jornal do Centro de Saúde “ em 2006, são prioritários os rastreios do cancro do colo do útero, da mama e colo-rectal. Ao nível do cancro do colo do útero, vamos alargar o rastreio a toda a região. Prevemos ainda o lançamento do rastreio do cancro do cólon”.

Com mais de 2,5 milhões de utentes, em 109 centros de saúde e 711 extensões, a ARS do Centro é a maior região de saúde do País. O programa de telemedicina em curso vai trazer mais benefícios para a população com “a economia de tempo e de recursos financeiros que as deslocações implicam e que podem, assim, ser evitadas, bem como a rapidez de diagnóstico e de decisão”.

Quais os principais problemas de saúde da população da região centro do País?

As doenças que afectam a população da região centro são as mesmas que predominam a nível nacional. As doenças do aparelho circulatório continuam a ser, de longe, a principal causa de mortalidade e estão na primeira linha de preocupação dos serviços de saúde.

A doença oncológica, nomeadamente os cancros da mama, do pulmão e do aparelho digestivo, tem igualmente grande expressão nesta região mas, comparativamente com as outras zonas do país, temos índices mais baixos.

No que respeita às doenças cardio e cérebro-vasculares, as perspectivas da sua redução não podem ser muito ambiciosas face ao envelhecimento da população portuguesa e da região Centro. Podemos contribuir decisivamente para o decréscimo destas doenças, actuando no sentido de promover a saúde da população jovem e prevenir os factores de risco da população em geral e, ainda, actuando de forma incisiva e precoce no diagnóstico, tratamento e recuperação das situações de doença.

Quanto à doença oncológica, continuamos a insistir nos programas de rastreio. Com a aprovação do Plano Oncológico Nacional, a Região Centro criou, em 2002, a Comissão Oncológica Regional, coordenada pelo Prof. Doutor Carlos Oliveira, que tem os seus grupos de trabalho constituídos a nível do registo oncológico, dos cuidados paliativos, do cancro do colo do útero, da rede de referenciação hospitalar de oncologia, do cancro colo-rectal e cancro da mama. Para 2006, estão considerados como prioritários os rastreios do cancro do colo do útero, da mama e colo-rectal.

Queremos diminuir a incidência de cancros invasivos e diagnosticar as lesões pré-malignas e os tumores em estádios precoces. A nível do cancro do colo do útero, vamos alargar, no início de 2006, o rastreio a toda a região. Também para o próximo ano, prevemos o lançamento do rastreio do cancro do cólon.

Como funciona a telemedicina e em que Centros de Saúde? Quais as perspectivas de desenvolvimento?

Desde há quatro anos que a ARSC tem vindo a desenvolver um programa de telemedicina. Através desse programa, que é coordenado pelo médico Fernando Gomes da Costa, tem-se procurado rentabilizar os equipamentos instalados e apoiado experiências já em curso, bem como sensibilizar os profissionais para as vantagens, e cuidados a ter, com a telemedicina.

Neste momento, estão já em fase adiantada as ligações a estabelecer entre hospitais e centros de saúde de grande parte da Região Centro, havendo já várias ligações em pleno funcionamento e que têm servido como projectos-piloto.

As experiências em curso contemplam ligações entre hospitais e entre hospitais e centros de saúde no âmbito das especialidades como pediatria, cardiologia, imagiologia, dermatologia, endocrinologia, obstetrícia, psiquiatria e medicina.

Temos telemedicina, a nível da cardiologia pediátrica, no Hospital Pediátrico de Coimbra que a desenvolve com todos os hospitais distritais da Região e com o Hospital de S. Marta, Maternidade Júlio Dinis, e com congéneres em Cabo Verde e Madrid. A nível dos centros de saúde, a telemedicina é uma realidade em Arouca, Sever do Vouga, Góis, Pampilhosa da Serra, Vila Nova de Poiares, Sertã, Lamego, Carregal do Sal, estando em curso a implementação de mais programas, até ao primeiro trimestre de 2006 e a nível das estruturas de saúde das seis Sub Regiões.

Na sua opinião, quais as principais vantagens da telemedicina para a população?

É um excelente sistema de comunicação, de intercâmbio, entre profissionais da saúde que reverte a favor da qualidade assistencial às populações. Os benefícios são muitos. A título de exemplo, citarei apenas a economia de tempo e de recursos financeiros que as deslocações implicam e que podem, assim, ser evitadas, bem como a rapidez de diagnóstico e de decisão.

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