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Coronariografia » Exame de detecção precoce da doença coronária

11 Julho, 2007 0

Em 15 minutos, sem dor, mostra o estado das artérias que irrigam o coração. Se nunca ouviu falar de um exame chamado “coronariografia”, o Jornal do Centro de Saúde dá-lhe uma ajuda através das explicações fornecidas pelo Dr. Nuno Jalles, Médico Radiologista do IMI (Imagens Médicas Integradas).

Este exame, relativamente recente, permite fazer um estudo das artérias que irrigam o coração. Com indicações no rastreio e detecção da patologia coronária, a coronariografia permite obter imagens arteriográficas das coronárias em pouco tempo. Saiba qual o objectivo do exame, as suas vantagens e para quem é mais indicado.

Em que consiste a coronariografia?

É uma angiografia coronária por tomografia computorizada, método relativamente recente e não invasivo do estudo das artérias que irrigam o coração. Destina-se sobretudo a detectar a doença coronária.

Tem uma aplicação clínica nos últimos três anos com melhorias ao nível de aparelhos, o que significa que está cada vez mais fiável e a aproximar-se no que nós achamos que é o melhor método de avaliação das coronárias, que é a angiografia convencional. A angiografia convencional é feita com introdução de cateteres dentro das artérias coronárias.

Trata-se de um método muito mais invasivo e, seguramente, com alguns riscos acrescidos relativamente ao TAC das coronárias.

Este baseia-se na aquisição de imagens feita por um aparelho de TAC que utiliza uma técnica com detectores múltiplos e que permite adquirir volumes de tempo em muito menor tempo que os TACs convencionais.

Baseado nisso, conseguiu-se uma redução significativa do tempo de imagem, o que nos permite aliviar os problemas do movimento cardíaco e dos batimentos que até agora impediam verificar a circulação coronária.

É necessária alguma preparação para a realização do exame?

Não. Recomendamos apenas aos doentes que não bebam café ou chá porque são estimulantes e aumentam a sua frequência cardíaca. Estes exames são idealmente feitos com baixa frequência cardíaca.

Este exame tem algum risco associado?

O único risco prende-se com a utilização de um contraste iodado endovenoso. No entanto, muitos exames radiológicos recorrem à utilização deste mesmo contraste. As angiografias têm adicionalmente os riscos relacionados com a utilização de cateteres, a introduzir dentro de uma artéria.

Neste, utiliza-se uma injecção periférica numa veia do braço e, só com esta, conseguimos adquirir imagem e ver as artérias coronárias com naturalidade. Outra das desvantagens é a quantidade de radiação que este exame implica, mas também muito inferior à da angiografia convencional.

É um exame com que duração?

Tem a duração de quinze a vinte minutos, no máximo e não tem qualquer dor associada.

Para que doentes se aconselha este exame?

Este exame destina-se a doentes que têm baixo ou médio risco de desenvolver doença coronária.

Não vale a pena fazer este exame aos doentes com alto risco de desenvolver doença coronária, ou que já sabem que a têm.

Quanto aos doentes com muita calcificação nas artérias, que já foram operados e que têm stents (material que colocamos nas artérias para manter as artérias abertas), ainda estamos a estudar se valerá ou não a pena avançar para este exame.

São muitos os especialistas envolvidos neste processo: cardiologistas, cirurgiões cardio-torácicos, os internistas. A todos eles, interessa ter uma visão das coronárias dos doentes.

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