Sintomas da ressaca: Dificuldade na movimentação, náuseas; vómitos; boca extremamente seca; dores de cabeça; sensibilidade ao ruído.
Verão “rima” com descontracção, podendo criar um ambiente propício aos excessos, nos quais se incluem as bebidas alcoólicas. Há, assim, cuidados a ter para que as noites quentes não acabem mal.
O bom tempo apela às saídas nocturnas, a jantares prolongados ou a um fim de tarde numa esplanada. Actividades muito procuradas sobretudo pela descontracção e prazer em desfrutar bons momentos, não raras vezes convidativos ao consumo de álcool. Afinal, quem não gosta de apreciar o pôr-do-sol com a partilha de uma bebida?
De facto, é frequente agir-se desta forma quando no dia seguinte não existe um horário a cumprir e especialmente se se está de férias. Todavia, é necessário beber com moderação. Na verdade, a vida quotidiana é relegada ao esquecimento, assim como as consequências do consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
À sensação inicial de euforia e desinibição segue-se um estado de sonolência, dificuldade na movimentação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, entre outros. Estes são alguns dos sintomas da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Quando em excesso, o álcool entra no organismo e bloqueia o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições, provocando uma situação de embriaguez.
Algumas horas mais tarde, a intoxicação aguda de álcool resulta numa variedade de sintomas conhecidos como “ressaca”: dores de cabeça, náuseas, boca seca, tonturas, desconforto gastrintestinal, falta de apetite, suores.
A nível metabólico, a “ressaca” está relacionada com a acção do álcool sobre o sistema nervoso central. Não é, portanto, nenhuma doença. Apenas se traduz pelo aparecimento de um conjunto de sintomas debelados, através de diversas medidas, entre elas o descanso ou o uso de medicamentos específicos.
Efeitos variam
Os efeitos imediatos do consumo de álcool variam de pessoa para pessoa. O mesmo acontece com a intensidade da “ressaca”. Os jovens, por exemplo, têm o sistema de metabolização hepática mais imaturo sendo por isso mais susceptíveis aos efeitos nefastos do álcool.
A quantidade ingerida é determinante, assim como o tipo de bebida, a velocidade com que se bebe, a constituição corporal, os hábitos (o consumo regular e excessivo facilita a embriaguez), o género ou o estado de saúde geral. A alimentação é igualmente fundamental.
Se o estômago estiver vazio, a absorção é mais rápida, entrando mais rapidamente na circulação e causando efeitos nefastos.
Evitar os excessos é, na verdade, a melhor atitude. Beber abusivamente pode não apenas invalidar o dia seguinte como estragar o momento que está a ser vivido.
Se beber, não conduza
O estado de embriaguez é particularmente preocupante, uma vez que a pessoa perde o controlo das situações.
Embora não tenha essa sensação, os reflexos diminuem, há uma perda da lucidez e a movimentação torna-se muito mais lenta. É, pois, muito perigoso conduzir após a ingestão de bebidas alcoólicas. A taxa de álcool no sangue (TAS) é a quantidade de álcool no sangue. Por exemplo, uma TAS de 0,5% significa que existem 0,5 g de álcool por cada 1 litro de sangue.
O impacto das bebidas alcoólicas na capacidade de condução dá-se a diferentes níveis. A saber:
Funções psicomotoras
- Diminuição da capacidade de reacção e de coordenação;
- Falência na capacidade de avaliar correctamente a velocidade e a distância em relação aos restantes veículos;
- Diminuição da capacidade de manter a trajectória.
Visão
- Alteração do campo de visão e da visão periférica;
- Após encandeamento, a recuperação da visão é mais demorada;
- Redução da acuidade visual e alteração dos contornos dos objectos, quer estáticos, quer em movimento.
Comportamento
- Negligência;
- Sentimentos de excesso de confiança;
- Imprudência.
Consumo repetido
Há que distinguir o consumo pontual, no âmbito de uma festa ou num dia durante as férias, do consumo repetido e regular. Consumir regularmente bebidas alcoólicas em excesso causa dependência física, bem como toxicidade hepática e cirrose. Pode, ainda, provocar alterações a nível cardiovascular e da pressão arterial, a nível psicológico, gástrico e no metabolismo dos açúcares e colesterol.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF