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Maioria dos fumadores não procura apoio médico: Tabagismo é uma doença crónica que afecta dois milhões de portugueses

Fumadores

De acordo com a avaliação da Organização Mundial de Saúde, os fumadores são doentes crónicos, e necessitam de acompanhamento médico. Dados recentes indicam que mais de 20 por cento dos portugueses fumam.

No entanto, o não reconhecimento do tabagismo como uma doença crónica leva a que os seus efeitos sejam muitas vezes negligenciados, e apenas se admita deixar de fumar quando se apanha um “susto”.

Em todo o mundo, a prevalência da doença e a mortalidade causadas pelo consumo do tabaco têm vindo a crescer, prevendo-se que, até 2030, o número anual de mortes se situe nos 10 milhões, se entretanto esta epidemia não for travada.

Uma maioria expressiva de fumadores (80 por cento) garante que gostaria de deixar de fumar. No entanto, são menos de 25 por cento as tentativas que resistem à primeira semana.

Um dos principais motivos prende-se com o aparecimento de sintomas de privação.

Tal deve-se ao facto de os receptores de nicotina, criados no cérebro desde que se adquire o hábito de fumar, ficarem “famintos”, o que faz surgir o desejo compulsivo de fumar, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, frustração, distúrbios de sono, ou ainda, aumento do apetite e do peso.

Na sequência destas manifestações, sempre que um fumador tenta largar o vício do tabaco sem acompanhamento médico, o número de casos bem sucedidos, registados ao fim de um ano, é inferior a 7 por cento.

Benefícios da cessação tabágica são incentivo a deixar de fumar

Os fumadores que quiserem deixar de o ser, devem pesar, acima de tudo, o que vão ganhar com essa decisão.

De facto, os benefícios começam poucos minutos depois de se fumar o último cigarro.

Após pouco menos de meia hora, a tensão arterial já baixou, e oito horas depois, o monóxido de carbono reduz significativamente, o que contribui, ao fim de 24 horas, para reduzir o risco de enfarte do miocárdio (ataque cardíaco).

Depois de deixarem o cigarro de lado, os ex-fumadores redescobrem o prazer de uma respiração normal, sentem regressar o sabor e o cheiro da comida, para além do fim da “escravidão” da nicotina contribuir para uma boa atmosfera familiar e no grupo de amigos.

Acompanhamento médico é determinante

A partir do momento em que se admite que o tabagismo é uma doença crónica, deve procurar-se o apoio do médico assistente.

A promoção da cessação tabágica diz respeito a todos os profissionais de saúde que, cada vez mais, estão capacitados para ajudar os fumadores que decidem deixar de fumar.

Para além disso, existem novos medicamentos que se têm revelado auxiliares preciosos e verdadeiramente eficazes na obtenção de resultados, o que gera confiança para prosseguir o tratamento e levar o processo de desabituação tabágica a bom termo.

 

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