Saúde da Mulher
Sendo a Sida uma doença prevalente nos homossexuais masculinos (cerca de 51% dos casos), 16% dos casos são homens que usam drogas inoculadas por material infectado e 9% são homens heterossexuais. As mulheres contam pela restante população infectada, 64% das quais contagiadas por contacto com parceiro infectado e 34% através de material contaminado usado na inoculação de droga. O número de casos de SIDA em mulheres aumenta de ano para ano, pelo que não é de mais enfatizar a importância do uso do preservativo durante a relação sexual, capaz só por si, de evitar muitos dos casos de doença sexualmente transmissível. :: Contracepção O início duma vida sexual activa leva a mulher a preocupar-se com o controle da fertilidade. Existe já alguma diversidade no tipo de método artificial a utilizar. A escolha deve ser individualizada. Se a pílula combinada (estrogénios mais progesterona) se adapta à maior parte das mulheres, a pílula apenas com progestativos está especialmente indicada à mulher que amamenta. » Contracepção hormonal A sua apresentação mais conhecida é a pílula utilizada por milhões de mulheres dada as suas evidentes vantagens: elevada eficácia, regularização do fluxo menstrual ou não interferência com a relação sexual. Como desvantagens temos a necessidade da toma diária, além de não oferecer qualquer protecção contra as DST, nomeadamente SIDA e Hepatite B. Apesar de estar tão difundida é necessário ter presente que nem todas as mulheres a podem tomar, estando por isso contra-indicada na gravidez, doença vascular cerebral ou coronária, tromboflebite, doença hepática crónica, hipertensão arterial elevada e diabetes, como as mais significativas. » Dispositivo intrauterino (DIU) É eficaz, reversível e pode ser utilizado por tempo prolongado (5 ou mais anos). Destina-se especialmente a mulheres que desejem uma contracepção eficaz, mas em que está contraindicado o uso da pílula, fumadoras com mais de 35 anos ou em mulheres que se esquecem de tomar a pílula. Como desvantagem conta-se a incapacidade de proteger contra as DST, necessitando de ser colocado por profissional treinado.
Também apresenta algumas contra-indicações, tais como a gravidez, hemorragia uterina não diagnosticada, infecção cervico-vaginal, anemias crónicas (aumenta o fluxo menstrual) e infecção por HIV. » Métodos de barreira Sendo mais conhecido o preservativo masculino, há que referir também o diafragma e o preservativo feminino. O preservativo tem algumas vantagens importantes pois, ao contrário dos outros métodos, não necessita de supervisão médica, não tem efeitos sistémicos e acima de tudo protege contra as DST. Como inconvenientes tem o facto de interferir negativamente com a relação sexual e ser menos eficaz que os outros. Dr.ª Paula Neves Médica especialista em ginecologia e obstetrícia no British Hospital Campo de Ourique Contactos: 213 943 100
GPS – Grupo Português de Saúde
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