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Prevenir as quedas

Na terceira idade as quedas são muito frequentes e não raras vezes deixam sequelas que comprometem a qualidade de vida e a autonomia dos idosos. Não são, no entanto, uma fatalidade, podendo ser prevenidas com a ajuda de algumas medidas simples. A começar por uma casa mais “segura”.

As rugas, o tom grisalho no cabelo, os movimentos mais condicionados ou a falta de resistência para certas actividades são alguns sinais do tempo. O envelhecimento é inevitável e tanto melhor se for conseguido com qualidade de vida.

Neste sentido, é importante prevenir algumas situações que possam ter consequências negativas, tais como: hábitos menos saudáveis, algumas doenças ou até mesmo acidentes. E, no que toca a acidentes, as quedas são frequentes em idades mais avançadas, não tendo o mesmo impacto quando acontecem na juventude, pois o organismo está mais frágil.

De acordo com dados da Comissão Europeia, nos 27 Estados- -membros, ocorrem mais de 40 mil mortes de pessoas idosas devido a quedas. A taxa de mortalidade é seis vezes mais alta em pessoas com mais de 80 anos do que no grupo etário dos 65 aos 79 anos. A variação da taxa de mortalidade é mais elevada quando comparada com outras lesões.

Em Portugal é o Observatório Nacional de Saúde que acompanha os acidentes domésticos e de lazer, através do sistema de recolha de dados ADELIA – Acidentes Domésticos e de Lazer: Informação Adequada.
Segundo dados do relatório de 2006-2008, publicado em dezembro de 2010, entre janeiro de 2006 e dezembro de 2008, o número total de acidentes domésticos e de lazer reduziu de 23.079 para 15.697, sendo os bebés e os idosos os mais afetados. De acordo com os dados recolhidos nos hospitais, a habitação foi o local mencionado na maioria das ocorrências enquanto, de acordo com a informação recolhida nos centros de saúde, a informação apontava para a escola/instituição como o local do acidente.

A queda foi a principal causa dos acidentes em todos os grupos etários, em especial nos maiores de 75 anos, sendo a “concussão, contusão, hematoma” o tipo de lesão mais frequente tanto nos hospitais como nos centros de saúde.

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Identificar as causas

Não é preciso muito para que aconteça um acidente. A diminuição de massa muscular ou da densidade óssea, a falta de visão e até mesmo de audição aumentam a probabilidade de as pessoas idosas sofrerem uma queda. Também a falta de condições de segurança, nomeadamente em casa, contribui para esse risco.

Depois de se identificarem as causas prováveis há que fazer algumas alterações nas várias divisões da residência. A segurança vai depender de meios que venham a facilitar a autonomia, bem como de mudanças que muitas vezes dependem do bom senso ou da prudência. Por seu turno, são também essenciais as alterações do estilo de vida. Na verdade, de uma forma geral, se os mais idosos tiverem uma boa alimentação e forem fisicamente activos, isso vai ter um impacto positivo na sua saúde.

 

Medidas de prevenção

Os profissionais da saúde podem dar um valioso contributo, no que toca à prevenção das quedas. Como? Identificando factores reversíveis e sugerindo intervenções. Podem, por exemplo, verificar qual o risco de osteoporose e, se o mesmo existir, incentivar o uso de protetores da anca, por forma a evitar que haja uma fratura derivada de uma queda. Também podem fomentar a prática de exercício físico regular, indicando o tipo de actividade mais adequada à condição física de cada um e que contribua para melhorar a força, o equilíbrio e a coordenação.

O uso de calçado adequado é deveras importante, sendo de evitar os saltos muito altos ou os chinelos com solas escorregadias. Quanto ao espaço físico, é importante verificar se existem factores que possam desencadear uma queda tanto na sala como no quarto, na cozinha, na casa-de-banho, no corredor e nos espaços exteriores.

É fundamental utilizar tapetes antiderrapantes, sobretudo na casa-de-banho, manter caixas e fios eléctricos fora das zonas de passagem, e limpar de imediato os líquidos derramados.

No quarto, é bom ter os interruptores acessíveis, para não ter que se levantar às escuras. Aliás, uma boa iluminação em toda a casa é fundamental. É ainda possível recorrer a dispositivos de apoio como uma bengala ou barras de apoio na banheira.

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Factores de risco de quedas

• Viver sozinho;

• Tomar medicamentos, em especial psicotrópicos;

• Doenças crónicas tais como artroses, depressão, doença pulmonar crónica;

• Mobilidade reduzida e andar “balançado”;

• Dificuldades cognitivas e demência;

• Redução da acuidade visual;

• Calçado e vestuário inadequado;

• Uso de bengalas ou andarilhos;

• Subir para escadotes, cadeiras, bancos, árvores, autocarros;

• Pisos escorregadios ou irregulares, pavimentos degradados.

Fonte: Direção-Geral da Saúde

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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