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Menopausa: Janela aberta a uma nova Vida!

Comum a todas as mulheres. E única para cada uma. A menopausa é uma etapa sem idade definida. Uma fase tranquila para umas, perturbadora para outras. Mas que faz parte do “ser mulher”.

No ciclo da vida no feminino, a menopausa é uma fase de mudança. Para umas mulheres, o processo começa aos 40, para outras aos 50 ou aos 60, em média ocorre entre os 45 e os 55 anos. Associada à idade, a irregularidade dos períodos menstruais pode ser um sinal da menopausa, mas também o final da menstruação surgir assim… de súbito. Esta fase é, ainda, caracterizada por flutuações hormonais, em que os níveis de estrogénios entram em declínio, provocando frequentemente afrontamentos.

A sensação de um calor ascendente, do peito para a cabeça, é motivada por uma rápida expansão dos vasos sanguíneos, aumentando a temperatura da pele e deixando a face avermelhada, podendo surgir manchas vermelhas no peito, no pescoço e nos braços. Os afrontamentos podem durar entre 30 segundos a alguns minutos, de hora a hora ou ocasionalmente, ao longo de um ano. Ou podem mesmo nem ocorrer…

Seja como for, em regra acontecem; durante a noite, podem desencadear suor, com a mulher a acordar encharcada e sentindo arrepios, tendo dificuldade em adormecer ou que o sono seja profundo. As irregularidades no sono estão, muitas vezes, na origem de alterações no humor, irritabilidade, falhas na memória ou dificuldade de concentração, além de poder afectar a saúde em geral. Para atenuar os efeitos dos afrontamentos, é útil vestir-se em camadas, que se retiram à medida que o calor vai subindo ao rosto.

Ainda em consequência da redução da produção de hormonas, tendem a ocorrer alterações vaginais e urinárias.

Os tecidos que revestem a vagina e a uretra – o canal que conduz à bexiga – ficam mais secos, mais finos e perdem elasticidade. A perda de elasticidade e firmeza dos tecidos que suportam a bexiga e a uretra aumenta o risco de incontinência urinária, que se pode traduzir por uma vontade mais frequente e súbita de urinar ou uma micção desencadeada por reflexos como rir ou tossir. Por outro lado, à menor lubrificação dos tecidos andam associadas sensações de prurido e ardor, bem como um risco acrescido de infecções. Além disso, a prática de relações sexuais pode tornar-se desconfortável e até causar dor. Este desconforto vaginal pode ser combatido recorrendo a lubrificantes próprios, disponíveis sob aconselhamento farmacêutico.

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O aumento de peso é frequente – mas não inevitável. A gordura tradicionalmente concentrada nas ancas e nas coxas transfere-se para a região abdominal, evidenciando-se na cintura, ao mesmo tempo que os seios perdem densidade, os cabelos ficam mais finos e as rugas mais acentuadas.

A menopausa pode, ainda, aumentar a predisposição da mulher para a osteoporose, provocada pela perda de densidade óssea, fragilizando os ossos e deixando-os mais vulneráveis a fracturas, sobretudo da anca, do pulso e da coluna. Por isso, é necessário uma particular atenção às quantidades de cálcio e vitamina Dingeridas e recomendável a prática regular de exercício físico.

Andar, correr, dançar, não só são benéficos para o coração, como ajudam a nível ósseo, muscular e na manutenção do peso. Melhoram a qualidade do sono e promovem a sensação de bem-estar.

Evitar as bebidas com cafeína à noite e, se necessário, praticar exercícios de relaxamento respiratório e muscular podem favorecer a regulação do sono.

A prevenção de doenças cardiovasculares passa também por abandonar hábitos como o tabagismo, controlar a pressão arterial e por uma alimentação equilibrada.

 

Como se manifesta

• Períodos menstruais irregulares: tanto podem parar subitamente como tornar-se gradualmente mais ligeiros ou mais intensos até cessarem.

• Decréscimo na fertilidade: a probabilidade de engravidar diminui; mas até passar um ano consecutivo sem menstruação, a gravidez continua a ser possível.

• Alterações vaginais e urinárias: o declínio nos níveis de estrogénios faz com que os tecidos que revestem a vagina e a uretra percam lubrificação e elasticidade, aumentando o risco de uma infecção vaginal ou urinária, podendo ocorrer incontinência urinária ou uma vontade de urinar com mais frequência ou urgência. É também comum que as relações sexuais se tornem desconfortáveis ou mesmo dolorosas.

• Afrontamentos: a redução do nível de hormonas provoca a expansão dos vasos sanguíneos e a temperatura da pele, originando uma sensação de calor ascendente e suores, calafrios, sensação de fraqueza e até desmaio.

• Perturbações do sono.

• Alterações na aparência.

Mudanças emocionais e cognitivas: irritabilidade, fadiga, falhas na memória e uma menor concentração são previsíveis, o que pode dever-se à flutuação hormonal mas também à fraca qualidade do sono.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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