Seja no caso dos condomínios ou das residências assistidas, seja no caso de um lar convencional, os seniores e respectivas famílias devem escolher ponderadamente o novo espaço de acordo com vários critérios, desde logo em razão da segurança.
O ideal – está mais que provado – era que fosse possível todos poderem partilharem a mesma casa. Porque é da experiência de uns e da juventude de outros que se enriquece uma família, numa conjugação de afectos vivida a todo o tempo. Mas, os novos tempos convocam, inevitavelmente, as sociedades contemporâneas a tomar outras opções, que passam pelo início de uma nova vida para os seniores tendo como cenário os lares convencionais, os condomínios ou as residências assistidas.
Antes de optar, é importante que o idoso e a sua família visitem as instalações e que se assegurem de que as mesmas cumprem a legislação. É fundamental comprovar a existência de boas condições.
A segurança é um dos aspectos essenciais: verifique, entre outros aspectos, se os acessos são apropriados para quem, provavelmente, já tem dificuldade em movimentar-se e pode precisar de cadeira de rodas; certifique-se de que os corredores e as escadas entre pisos não são propícios a quedas (as fracturas são uma das principais causas de morte nos idosos) e verifique se as janelas têm protecções.
Por outro lado, é importante que o idoso tenha espaço, que não se sinta confinado ao quarto ou à sala de estar.
Um jardim é meio caminho andado para levantar o ânimo e exercitar o corpo: permite-lhe andar, desentorpecendo músculos e tendões, enquanto conversa com os seus novos companheiros.
O lar deve proporcionar qualidade de vida, nela se incluindo naturalmente os cuidados de saúde. Tomando por certo que o idoso necessite de tomar medicamentos, importa garantir, desde logo, que na “nova casa” há quem se responsabilize pela sua toma adequada e atempada.
E de que haverá transporte e acompanhamento se for necessário conduzi-lo a um serviço de saúde para as suas consultas regulares ou, eventualmente, numa urgência.
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Nos idosos, e sobretudo agora que estamos no Inverno, uma reacção rápida pode, manifestamente, fazer toda a diferença – de facto, não nos esqueçamos de que, quando a temperatura desce, aumentam os problemas respiratórios e o sistema imunológico dos idosos é, em regra, frágil.
Para que a qualidade seja a palavra-chave da vida no lar é necessário que o idoso mantenha contacto com a família e outras pessoas com quem se relacionava: por isso, deverá ter acesso ao telefone (com o telemóvel, as comunicações são mais facilitadas) e as visitas não devem ter um horário muito rígido. Uma visita de surpresa do filho ou do neto pode ser a melhor das terapias.
Uma nova vida e o brilho de um sorriso
Com a alteração do conceito de família e a inevitável chegada da idade da reforma, “a minha nova casa” é algo que se perfila no horizonte imediato para milhares de seniores.
As últimas décadas assistiram a alterações sociais aceleradas, com reflexos muito concretos no modelo de família. Novos valores e novas atitudes perante a sociedade emergiram. As prioridades são outras, bem diferentes das estabelecidas pelos idosos quando ainda estavam na vida activa. Agora reformados, espera-os um mundo diferente. Um mundo construído de famílias cada vez mais pequenas, com espaço apenas para pais e filhos – cada vez menos filhos…
Neste contexto, acresce ainda como dado novo as famílias monoparentais. Tudo somado, significa que o círculo familiar tende a ser cada vez mais estreito.
Por todas as razões, sobra naturalmente pouco espaço para os idosos – porque há poucos descendentes para tomar conta deles e eles próprios têm cada vez menos netos a quem contar histórias e levar ao parque. Com ambos os membros do casal a trabalhar, quem toma conta dos avós?
A melhor resposta a esta questão será dada, naturalmente, pela escolha adequada da “nova casa”.
Um espaço que, preenchendo os requisitos em matéria de segurança, assistência e acompanhamento, proporcione aos seniores padrões de conforto e o brilho iluminado de um sorriso, a cada novo dia, pontuado pelos afectos e pelo desejo de celebrar a vida!
São, como se costuma dizer, sinais dos tempos.
Tempos que devemos enfrentar positivamente e com toda a naturalidade.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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