Para conservar a vitalidade depois dos 50, é importante o consumo de vitaminas. Entretanto, estudo europeu revela que cerca de metade dos portugueses queixa-se de cansaço e falta de energia…
Embora a importância do consumo de vitaminas esteja normalmente associada a idades jovens, a verdade é que as vitaminas são igualmente indispensáveis quando se atinge os 50 anos. Esta necessidade decorre das alterações que surgem no organismo, nomeadamente pelo abrandamento do metabolismo basal, um processo normal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em termos práticos, a OMS estima que, a partir dos 40 anos, o metabolismo basal diminui cerca de cinco por cento a cada década que passa. Isto leva a que a energia consumida pelo organismo em repouso para manter as funções vitais passe a ser menor, logo a necessidade de ingestão de calorias também diminui. Ao mesmo tempo, a idade enfraquece o sistema imunitário contribuindo para uma maior propensão a infecções e doenças crónicas. O que torna fundamental a prática de uma alimentação equilibrada que forneça os nutrientes essenciais à manutenção da saúde do organismo. Conforme a idade avança, é importante comer cada vez menos, mas cada vez melhor.
Se o conselho é diminuir as calorias e aumentar a qualidade nutricional da alimentação, a chave do êxito passa por uma maior ingestão de vitaminas e sais minerais. O cálcio, por exemplo, é essencial no combate à perda da massa óssea, que afecta indivíduos de idade mais avançada, em especial as mulheres, depois da menopausa. A vitamina D é também fundamental, porque promove a absorção do cálcio. Do mesmo modo, as vitaminas C e E são componentes que não podem faltar na alimentação, e a sua importância cresce com o avançar da idade, já que estes nutrientes têm propriedades antioxidantes e reforçam o sistema imunitário.
Como tal, para evitar carências nutricionais que podem ter consequências graves na saúde, também os “jovens” acima dos 50 anos devem apostar numa alimentação saudável, em que o complemento de um suplemento de vitaminas e minerais pode fazer a diferença.
Portugueses entre os mais cansados e os menos enérgicos Um inquérito, realizado recentemente em 14 países europeus, mostrou que 47 por cento dos portugueses sente cansaço e falta de energia.
Entre os motivos apontados estão o emprego, a falta de exercício físico e uma alimentação pouco saudável. O desgaste motivado pelo cansaço e a falta de energia contribuem para que sete em cada dez portugueses afirmem não terem tempo para fazer aquilo que mais gostariam.
[Continua na página seguinte]
Conciliar o trabalho e a vida pessoal parece ser outra das consequências da fadiga demonstrada pelos inquiridos. Segundo o inquérito, Portugal é o país onde existe maior dificuldade em encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (84 por cento), seguido de Espanha, Grécia e Irlanda.
Quando se sentem cansados, os inquiridos abdicam da prática de exercício físico, mas também dos hobbies/tempo de lazer e do tempo que dedicariam a si próprios. Questionados sobre o que fariam se tivessem mais uma hora por dia, declaram que iriam passar mais tempo de qualidade com a família e amigos (52 por cento) e dormir mais (41 por cento).
Praticar mais exercício físico, ter mais tempo para si próprio e comer de forma mais saudável são, segundo os inquiridos, a resposta para aumentar o sentimento de equilíbrio emocional e de saúde.
Estes são também os conselhos da endocrinologista Isabel do Carmo. Para a especialista, este estudo deve ser encarado como um “alerta” e salienta que “estas pessoas poderão ter necessidades acrescidas de vitaminas e sais minerais. Uma alimentação equilibrada e exercício físico são a solução para compensar um estilo de vida que, em si, não é saudável”, conclui.
Portugal à procura do equilíbrio
E por falar em estilos de vida saudável, designadamente a partir dos 50 anos, é de sublinhar que, em comparação com os restantes países onde o inquérito foi realizado, Portugal é, precisamente, onde existe maior dificuldade em encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (84 por cento), seguido de Espanha (80 por cento), Grécia (70 por cento) e Irlanda (39 por cento). O país onde esta dificuldade menos se nota é a Áustria, com apenas 20 por centro dos inquiridos a responder que lutam diariamente por conseguir o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
www.anf.pt