X
    Categories: InformaçõesSéniorUtentes

Em 2050 1/3 da população terá mais de 65 anos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que nos próximos 20 anos aumente em 300% as necessidades de cuidados de saúde dos idosos. Em Portugal, o Programa Nacional de Saúde para as Pessoas Idosas estima que em 2050, 1/3 da população estará acima dos 65 anos. A abordagem ao doente idoso foi um dos temas em destaque no dia de encerramento do 13º Congresso Nacional de Medicina Familiar.

‘O papel do médico de família numa Europa cada vez mais envelhecida passa pelo acompanhamento destas pessoas, através da promoção da saúde, prevenção da morbilidade e escuta terapêutica’, destaca Cristina Galvão, médica de família no centro de Saúde de Beja.

De facto, a solidão que assola grande parte da população idosa leva estas pessoas a procurar o médico de família, mais que não seja para conversar. Recorde-se que segundo o Programa Nacional de Saúde para as Pessoas Idosas, 12% dos idosos vive numa situação de isolamento. Segundo a médica de família, ‘os tipos de queixas mais frequentes nas consultas de medicina geral e familiar são associadas a dores ósseas, dores nas articulações e patologias cardíacas. Durante o inverno as queixas mais frequentes são relacionadas com doenças respiratórias’.

Uma das dificuldades mais recorrentes nas consultas prende-se com a polifarmácia. Normalmente, os idosos têm uma vasta medicação a tomar. Acontece que a toma desses medicamentos pode não ser compatível. O facto de não existir uma base de dados informática comum ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) que permita ao médico aceder à ficha do paciente e saber toda a mediação a ele prescrita, dificulta a resolução deste problema.

Cristina Galvão avança com uma das soluções para o problema. ‘insistimos para que o doente traga à consulta todos os medicamentos que se encontra a tomar. Muitas vezes, os sintomas de que se queixam estão relacionados com a toma de determinados medicamentos em simultâneo. Nesse sentido, a polifarmácia deve ser controlada’.

 

65% dos agressores do doente idoso são os próprios companheiros

A violência intrafamiliar para com os idosos foi também abordada. Estas pessoas estão vulneráveis a abusos físicos, dependência, manipulação e controlo abusivos, exploração financeira e depreciação. Estudos mostram que 45% dos cuidadores reconhecem ter um comportamento abusivo. Por outro lado, os idosos raramente se reconhecem como vítimas. Um outro dado refere que 65% dos abusos são levados a cabo pelo companheiro, e 25% por outros cuidadores.

No que compete à intervenção do médico de família, o primeiro passo passa por identificar os sinais de violência doméstica. Para Leda Curra, especialista brasileira, ‘manter a salvo a vitima é a prioridade’, eliminando assim o risco de recorrência da violência.

 

Vítor Ramos lança o livro ‘A Consulta em 7 passos’

O encerramento da sessão coincidiu com a apresentação do livro ‘A consulta em 7 passos’, da autoria de Vítor Ramos. ‘Trata-se de um livro didáctico e divertido. Começou por ser um exercício prático utilizado para o treino da consulta dos médicos internos de medicina geral e familiar’, afirmou o médico de família.

O livro nasce da prática, tendo em vista uma necessidade concreta, que possa trazer enriquecimento, qualidade e precisão à actividade.

ADBD Communicare

www.adbdcommunicare.com

admin: